Ana Lucia Saboia

Ana Lucia Saboia (1947 -     ), nasceu no Rio de Janeiro, em 20/07/1947. Graduada em Ciências Sociais, iniciou sua vida profissional, em 1980, na antiga Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor – FUNABEM, na área de planejamento de políticas públicas dirigidas para crianças e adolescentes. Ingressou no IBGE em 1987 no então Departamento de Indicadores Sociais, para trabalhar no projeto desenvolvido em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, chamado Perfil Estatístico de Crianças e Mães. Ocupou o cargo de Gerente de Indicadores Sociais e aposentou-se em 2014.

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Ficha técnica

Nome: Ana Lucia Saboia

Área de Atividade: Indicadores Sociais

Depoimento realizado no contexto do Projeto de História Oral. Integra o Sistema de Preservação e Disseminação da Memória Institucional e tem por objetivo reconstituir o processo de formação e evolução do IBGE.

Data: 31/03/2017

Local da gravação: IBGE/CDDI - Rio de Janeiro (RJ)

Duração: 37 minutos

Dados biográficos

Nome completo: Ana Lucia Saboia

Nascimento: Rio de Janeiro – 20/07/1947

Data de entrada no IBGE: 1987

Data de saída ou aposentadoria: 2014

Formação ou cargo: Ciências Sociais

Principais atividades: Gerente de Indicadores Sociais

Assuntos

  • indicadores sociais;
  • crianças e adolescentes;
  • políticas públicas;
  • estatísticas sociais

Sumário

  • o início da vida profissional, em 1980, na Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor – FUNABEM, na área de planejamento de políticas públicas dirigidas para crianças e adolescentes e a falta de estatísticas que pudessem orientar essas políticas;
  • o ingresso no IBGE em julho 1987 no Departamento de Indicadores Sociais, diretamente, no Projeto Perfil Estatístico de Crianças e Mães, projeto que contava com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF;
  • o acordo com o UNICEF proporcionando edição de um conjunto de publicações, destacando-se o Boletim de Crianças e Adolescentes que ganhou do UNICEF o prêmio “Criança e Paz”;
  • a junção do departamento de indicadores com o de população restringindo a área social pela divisão dos técnicos e trabalhos, não era mais época de grandes relatórios de indicadores sociais, daí surgindo a necessidade da Síntese dos Indicadores Sociais, dando conta mais rapidamente das demandas da sociedade;
  • Luiz Gazzaneo e o curso de treinamento para técnicos que atendiam a imprensa; 
  • a divulgação dos resultados da Síntese nas Unidades Estaduais pelos técnicos que trabalhavam com os indicadores; 
  • o papel de destaque na Comissão de Estatística da Organização das Nações Unidas – ONU, a participação da equipe de Indicadores Sociais nas discussões do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH e na formulação de indicadores na área de gênero; 
  • a participação do Brasil nas primeiras discussões sobre pobreza, sobre os objetivos do milênio; 
  • a Divisão de Assuntos de Gênero da ONU e a participação do IBGE na definição dos mínimos indicadores de gênero para marcar desigualdades; os acordos com as secretarias da área social; a importância das estatísticas sociais no mundo; 
  • a necessidade de se investir na questão do racismo, da cor, de investigar as relações raciais no Brasil; 
  • os novos modelos de família; 
  • o Perfil de Mulheres Chefes de Família, primeira publicação sobre indicadores sociais com os dados do censo demográfico.