O Projeto Memória do IBGE criado em 1986, teve como motivação os cinquenta anos do IBGE. O objetivo do projeto era reunir um acervo documental (escrito e oral), audiovisual, iconográfico e tridimensional produzido em diferentes épocas da existência do órgão. Nesse mesmo ano, aconteceu a “Exposição Comemorativa do Cinquentenário do IBGE”, com os documentos recolhidos pela equipe do projeto e/ou doados por funcionários e ex-funcionários que ainda os detinham sob a sua guarda.

A exposição ajudou na consolidação do projeto e no fortalecimento do sentimento de pertencimento do corpo funcional e no desenvolvimento de uma percepção da importância da construção da memória da instituição. Outro reflexo do sucesso da iniciativa foi o aumento do fluxo de doações de documentos ao projeto, em função do aumento da confiança no trabalho de preservação.

O projeto criado com o objetivo principal de reunir acervo documental que representasse a trajetória da instituição, e que iniciou seu projeto de História Oral em 1987, tornou-se parte da estrutura do IBGE em 1º de setembro de 1990, subordinado à Biblioteca.

O novo marco para o setor se deu em 2010. O foco deixou de ser a acumulação de documentos e passou a ser a disseminação da memória institucional. Ou seja, fazer chegar numa linguagem simples e agradável o conhecimento da trajetória da instituição. Portanto, desde 2010, o Setor Memória IBGE tem se dedicado a compreender a evolução da memória nas organizações, especialmente no IBGE, onde procura contribuir para o desenvolvimento de aspectos como responsabilidade social e histórica, gestão do conhecimento e preservação da “mística ibgeana”.

Projetos foram retomados, como é o caso da História Oral. À disposição de pesquisadores, as entrevistas são utilizadas como fonte para os próprios conteúdos da memória. O conjunto de entrevistas oferece reflexões sobre a História política, administrativa e técnica do IBGE, e também sobre a formação e desenvolvimento das áreas do conhecimento em que prioritariamente atua, as ciências estatísticas e as geociências.

A série Documentos para Disseminação – Memória Institucional” publicou 26 livros no período, com a preocupação de ir além da valorização de “vultos” e trazendo à luz temas que despertassem mais interesse dos servidores da casa, por estarem mais próximos da sua realidade.

A cada produto elaborado, a Memória IBGE realiza eventos para sua divulgação, ocasião na qual promove debates, exposição de painéis e veicula vídeo sobre os temas abordados. Os eventos têm como objetivo promover a troca de conhecimento, com participação efetiva dos convidados.

Nesse site se encontram a linha do tempo, as entrevistas de História Oral, e da História das Unidades Estaduais, a Coletânea da Legislação Federal, entre outras informações. Outro meio utilizado para a disseminação dos conteúdos da Memória é o Youtube, através do canal IBGE Oficial. Estão disponíveis os clipes das entrevistas de História Oral e os vídeos temáticos produzidos com o objetivo inicial de compor eventos de disseminação, mas que também ajudam a contar a história do IBGE e de sua atuação ao longo do tempo. Também foi produzido um livro especial de fotografias sobre as expedições geográficas, que retrata o trabalho dos ibgeanos que ajudaram a mapear, reconhecer e integrar o País.

A partir de 2010 a equipe iniciou estudos que permitiram acompanhar o movimento que valorizou a memória como recurso estratégico para as organizações. Embora possua uma coleção, a Memória IBGE não tem como objetivo principal formar e manter acervo, mas referenciá-los, divulgá-los e utilizá-los.

Hoje a função primordial do setor é construir, preservar e disseminar a memória, os valores e a cultura do IBGE. Desse modo, conhecendo a história da Instituição, será possível à comunidade ibgeana identificar nessa trajetória os traços da sua própria história, gerando, assim, o sentimento de pertencimento.

O fortalecimento da memória institucional proporciona os meios para que o conhecimento seja compartilhado e disseminado. Dá voz aos atores que contribuíram para a construção da história do órgão. Fornece à instituição recurso primordial para a sua comunicação e consolida os laços que mantém coesa a memória desse grupo, mantendo viva a mística ibgeana.