• Anteprojeto do Instituto Nacional de Estatística apresentado como resultado dos trabalhos da Comissão Interministerial em 1933. Acervo Memória IBGE.
    • Juarez Távora, ministro da agricultura entre dezembro de 1932 e julho de 1934, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Gravura de Leo de Affonseca, chefe do Departamento Nacional de Estatística e presidente da Comissão Interministerial convocada por Juarez Távora. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 1, n. 4, p. 737, out./dez. 1940.
    • Mário Augusto Teixeira de Freitas, [s.d.]. Acervo IBGE.

    Comissão Interministerial reunida para avaliar e sugerir formas de reorganização dos serviços estatísticos no Brasil apresenta o anteprojeto de um Instituto Nacional de Estatística. Formada por iniciativa de Juarez Távora, ministro da Agricultura do Governo Provisório de Getúlio Vargas (1930-1934), a comissão foi dirigida por Leo de Affonseca, chefe do recém-criado Departamento Nacional de Estatística. Seu relator foi Mário Augusto Teixeira de Freitas, então Diretor Geral de Informações, Estatística e Divulgação do Ministério da Educação e Saúde Pública, que viria a ser o primeiro secretário-geral do IBGE.

    • Getúlio Dornelles Vargas (1882-1954), Presidente da República de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Domínio Público.
    • Decreto-Lei de criação do Instituto Nacional de Estatística - INE.

    Com a promulgação do Decreto nº 24.609, em 6 de julho, é criado o Instituto Nacional de EstatísticaINE, entidade de natureza federativa com a finalidade de promover, fazer executar ou orientar tecnicamente o levantamento sistemático de todas as estatísticas nacionais, mediante a progressiva articulação e cooperação das três ordens administrativas da organização política da República. Apesar de legalmente instituído, a instalação e o efetivo funcionamento do novo órgão ainda dependiam da nomeação de seu presidente, sem a qual não era possível a organização da Secretaria do Instituto nem convocação de sua Junta Executiva.

    • José Carlos de Macedo Soares, presidente do IBGE (1936-1951; 1955-1956), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Designação do embaixador José Carlos de Macedo Soares para Presidente do INE, 19/07/1935. Acervo IBGE.
    • Instalação do Instituto Nacional de Estatística no Palácio do Catete, em 29/05/1936, mesma data da posse de Macedo Soares como seu presidente. Em 1º plano, esq./dir.: José Carlos de Macedo Soares (2º) e Getúlio Vargas (3º). Reprodução de foto da Revista Fon-Fon, 06/06/1936. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional.
    • Abertura da Convenção Nacional de Estatística, . Esq./dir.: Mário Augusto Teixeira de Freitas (1º), José Carlos de Macedo Soares (em pé), 27/07/1936. Acervo IBGE.
    • Cerimônia de encerramento da Convenção Nacional de Estatística, presidida por Getúlio Vargas (centro). Esq./dir.: Mário Augusto Teixeira de Freitas (1º) e José Carlos de Macedo Soares (4º), 11/08/1936. Acervo IBGE.

    Em 29 de maio, o Instituto Nacional de Estatística ― INE é finalmente instalado por Getúlio Vargas, que empossa José Carlos de Macedo Soares como seu primeiro presidente (1936-1951). A nova entidade deveria coordenar o Sistema Estatístico Nacional, nos moldes sugeridos pelo anteprojeto apresentado em 1933 e ratificados pelo Decreto 24.609, de 6 de julho de 1934.

    Com a ratificação da Convenção Nacional de Estatística, em 11 de agosto, é criado o Conselho Nacional de Estatística ― CNE. A articulação entre os governos seria viabilizada com base no princípio da cooperação interadministrativa, por meio de acordo voluntário entre os Governos da União, do Distrito Federal, dos estados e do Território do Acre. A Convenção serviu como base legal para o que Vargas chamaria de “arcabouço dos sistemas de informação do país”. O mesmo princípio seria mobilizado, em seguida, para integrar ao sistema os governos dos municípios e entidades privadas, tendo em vista os objetivos de racionalizar e padronizar a produção de levantamentos estatísticos no país, sempre sob a coordenação do Instituto.

    • Homenagem do Conselho Nacional de Geografia ― CNG a Cândido Mariano da Silva Rondon. Em 1º plano, de frente, esq./dir.: Christovam Leite de Castro (1º), Cândido Rondon (2º), José Carlos de Macedo Soares (3º, de óculos escuros) e Getúlio Vargas (4º, de terno branco), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Aula inaugural do Curso de Cartografia do CNG, que sucedeu o Conselho Brasileiro de Geografia ― CBG. Esq./dir.: Mário Augusto Teixeira de Freitas (1º), José Carlos de Macedo Soares (2º) e Christovam Leite de Castro (em pé), 1941. Acervo IBGE.
    • Instalação do Serviço de Coordenação Geográfica, órgão executor do CNG. Esq./dir.: Mário Augusto Teixeira de Freitas (5º), Renato Americano Filho (atrás de Teixeira de Freitas), José Carlos de Macedo Soares (8º), José Carneiro Felipe (atrás de Macedo Soares) e Christovam Leite de Castro (9º), Rio de Janeiro, 13/10/1938. Acervo IBGE.

    É criado, também com base no princípio da cooperação interadministrativa, o Conselho Brasileiro de Geografia ― CBG, incorporado ao Instituto Nacional de Estatística ― INE e autorizado a aderir à União Geográfica Internacional ― UGI. O primeiro secretário-geral do CBG foi Christovam Leite de Castro, que tinha chefiado a Seção de Estatística Territorial do Ministério da Agricultura entre 1933 e 1937. Tal Seção era subordinada à Diretoria de Estatística da Produção, que desde 1936 centralizava os “trabalhos de Cartografia Geográfica necessários à Estatística”.

    • Em pé, esq./dir.: Christovam Leite de Castro (3º), José Carneiro Felipe (4º), José Carlos de Macedo Soares (5º) e Mário Augusto Teixeira de Freitas (7º), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Esq./dir.: Renato Americano, Mário Augusto Teixeira de Freitas, Allyrio Hugueney de Mattos, Fábio de Macedo Soares Guimarães e Rafael Xavier, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Detalhe do decreto conhecido como “Lei Geográfica do Estado Novo”. Brasil. Decreto-Lei n. 311, de 2 mar. 1938. Dispõe sobre a divisão territorial do país e dá outras providências.
    • Visita dos diretores do IBGE ao presidente Getúlio Vargas por ocasião do segundo aniversário do Instituto. Em 1º plano, esq./dir.: Waldemar Lopes, Mário Augusto Teixeira de Freitas, José Carlos de Macedo Soares, Christovam Leite de Castro, Getúlio Vargas e Renato Americano, 1938. Acervo IBGE.
    • Exposição Nacional dos Mapas Municipais. Homenagem a Getúlio Vargas diante do mapa de São Borja (RS). Esq./dir.: Christovam Leite de Castro (1º), Getúlio Vargas (2º) e José Carlos de Macedo Soares (3º), 29/05/1940. Acervo IBGE.
    • Exposição Nacional dos Mapas Municipais. Em 1º plano, esq./dir.: Christovam Leite de Castro (3º ), 1940. Acervo IBGE.

    Em 26 de janeiro, já sob a ditadura do Estado Novo, o Decreto-Lei nº 218 cria o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ― IBGE, a partir do Instituto Nacional de Estatística ― INE. O IBGE terá dois órgãos colegiados e autônomos: o Conselho Nacional de Geografia ― CNG, novo nome do CBG; e o Conselho Nacional de Estatística ― CNE.

    Em 2 de março, o Decreto-Lei nº 311, conhecido como Lei Geográfica do Estado Novo, determina nova Divisão Territorial do país e lança a “campanha dos mapas municipais“. Como fruto desse trabalho, 1.574 municípios apresentariam sua “imagem cartográfica“ na Exposição Nacional dos Mapas Municipais, inaugurada em todas as capitais do país no dia 29 de maio de 1940.

    • Divisão de Cartografia. Prof. Allyrio Hugueney de Mattos apresenta áreas levantadas pela Seção de Levantamentos Mistos, [194?]. Acervo IBGE.
    • Gilvandro Simas Pereira (1), Dalmi Rodrigues de Souza (2), Honório Bezerra (3), Lizandro Viana Rodrigues (4), Fábio de Macedo Soares Guimarães (5) e Allyrio Hugueney de Mattos (6), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Transporte de material feito por tropa de mulas durante a expedição ao Pico da Bandeira, na Serra do Caparaó, 1954. Acervo IBGE.
    • Instalação de instrumento geodésico na subida da Serra do Caparaó, 1954. Acervo IBGE.
    • Operador em serviço de taqueometria (medição indireta de distâncias), 1954. Acervo IBGE.

    Coordenada pelo engenheiro Allyrio Hugueney de Mattos, a Campanha de Levantamento Intensivo das Coordenadas Geográficas das Sedes Municipais marcou o primeiro período de atividades geodésicas sistemáticas realizadas pelo IBGE. Com o objetivo de atualizar a Carta Geográfica do Brasil ao Milionésimo, cuja primeira edição fora publicada pelo Clube de Engenharia em 1922, um total de 602 coordenadas foram levantadas em cidades e vilas de todo o país, entre 1939 e 1943. No ano de 1944 o IBGE inciou a estruturação do Sistema Geodésico Brasileiro SGB, que até 1978 estaria calcado em métodos de posicionamento denominados “clássicos“ (triangulação, métodos astronômicos e poligonação geodésica, aplicados até meados dos anos 1990 com o recurso a equipamentos como teodolitos e medidores eletrônicos de distâncias).

    • Divisão Regional do Brasil então em uso no Ministério da Agricultura, aplicada pelo IBGE no Censo de 1940. LIMA, Maria Helena Palmer (org.) et al. Divisão Territorial Brasileira. IBGE/DGC, 2002 [online]. Mapa 7. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2020.
    • Divisão Regional do Brasil estabelecida oficialmente pelo IBGE, em 1942, acrescida de 5 dos territórios federais criados em 1942 e 1943. O Estado de São Paulo ainda estava na Região Sul e a Bahia não integrava a Região Nordeste. LIMA, Maria Helena Palmer (org.) et al. Divisão Territorial Brasileira. IBGE/DGC, 2002 [online]. Mapa 8. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2020.
    • Divisão Regional do Brasil utilizada pelo IBGE a partir do Censo de 1970. São Paulo já faz parte da Região Sudeste e a Bahia passa a integrar a Região Nordeste, LIMA, Maria Helena Palmer (org.) et al. Divisão Territorial Brasileira. IBGE/DGC, 2002 [online]. Mapa 10. Disponível em: . Acesso em: 22 set. 2020.
    • Inauguração da Agência de Estatística Municipal de Barreiras (BA), 01/01/1948. Acervo IBGE.
    • Agência Municipal de Estatística de Mutuípe (BA), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Agência Municipal de Estatística de Breves (PA), 1948. Acervo IBGE.
    • Agência Municipal de Estatística de Manicoré (AM), 1957. Acervo IBGE.
    • Agência Municipal de Estatística. de Itatira (CE), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Agência Municipal de Estatística de Caucaia (CE), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Interior da Agência Municipal de Estatística de Feira de Santana (BA), mar. 1957. Acervo IBGE.
    • Interior da Agência Municipal de Estatística de Itapicuru (BA), com o retrato de Teixeira de Freitas na parede, 15/02/1958. Acervo IBGE.
    • Sala M. A. Teixeira de Freitas na Agência Municipal de Estatística de S. Miguel (BA), 29/05/1950. Acervo IBGE.

    Entra em vigor a nova Divisão Regional do Brasil, que agrega as Unidades Federadas em 5 Grandes Regiões (com subdivisões internas), conforme proposta de Fábio Macedo Soares Guimarães: Norte, Nordeste, Leste, Sul e Centro-Oeste. Em 1945 seria estabelecida também a Divisão do Brasil em Zonas Fisiográficas, que o IBGE utilizou para divulgar dados estatísticos até 1970, quando nova regionalização do país seria elaborada, baseada em microrregiões homogêneas.

    No contexto da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), aumentava a demanda por dados estatísticos relevantes para a Segurança Nacional. No intuito de suprir essas necessidades, são criadas as Seções de Estatística Militar, instâncias coletoras de dados estatísticos localizadas nas capitais e submetidas à coordenação do IBGE e de órgãos militares regionais. Nesse mesmo ano tem início a celebração de Convênios Nacionais de Estatística Municipal, que regulamentam a criação e funcionamento de Repartições Municipais de Estatística ― futuras Agências Municipais de Estatística ― como resultado do modelo de cooperação interadministrativa.

    • Mapa da região do Jalapão, mostrando ao provável roteiro da expedição. PEREIRA, Gilvandro Simas. Expedição ao Jalapão: relatório. Rio de Janeiro: CNG, 1943.
    • Membros da expedição na “Pedra da Balisa”. Na foto aparecem os engenheiros Gilvandro S. Pereira e Álvaro Sampaio, o geógrafo Pedro Geiger, o guia Domingos Carvalho e o auxiliar José. PEREIRA, Gilvandro Simas. Expedição ao Jalapão. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 5, n. 4, p. 573-622, out./dez. 1943. Disponível em http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/115/rbg_1943_v5_n4.pdf. Acesso em: 22 set 2020.
    • Membros da expedição ao Jalapão, seus auxiliares e grande tropa de animais. Na foto estão retratados os engenheiros Álvaro Sampaio, Joaquim Martins e José Amorim Filho; o geógrafo Pedro Geiger, do CNG; o auxiliar Germano Santos; o guia Domingos Carvalho; e a senhora do engenheiro Gilvandro Simas Pereira; além de diversos tropeiros, cozinheiros etc. PEREIRA, Gilvandro Simas. Expedição ao Jalapão. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 5, n. 4, p. 573-622, out.-dez. 1943. Disponível em: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/115/rbg_1943_v5_n4.pdf . Acesso em: 22 set. 2020.
    • Grupo de habitantes da vila de Formosa. Ao fundo vê-se uma parte da dita vila, dando fundos para o rio, situada em uma elevação para que se evitem os efeitos das cheias do rio. PEREIRA, Gilvandro Simas. Expedição ao Jalapão: relatório. Rio de Janeiro: CNG, 1943.
    • Geógrafas do IBGE em expedição geográfica no Vale do Caí, evidência da precoce admissão do trabalho feminino no corpo técnico do CNG. Esq./dir.: Maria Francisca Cardoso, Elza Keller e Lúcia de Oliveira, Nova Petrópolis (RS), 1960. Foto de Tibor Jablonsky. Acervo IBGE.

    Expedição ao Jalapão conclui levantamentos cartográficos necessários à confecção de uma das folhas da Carta do Brasil ao Milionésimo. Entre as décadas de 1940 e 1960, as expedições geográficas do IBGE contribuíram para afirmar o trabalho de campo como método de ensino e pesquisa de Geografia – sob influência de geógrafos franceses que participaram da institucionalização dos cursos universitários da área no Brasil, a exemplo de Pierre Deffontaines e Francis Ruellan. Nesse período, disseminadas principalmente a partir da Seção de Estudos do CNG, as expedições serviram como instrumento do Estado brasileiro voltado ao reconhecimento e integração do território nacional, consolidando o IBGE como centro produtor de análises voltadas ao planejamento territorial. As expedições geográficas simbolizaram, enfim, o papel do CNG como referência nacional na estruturação do campo profissional da Geografia no Brasil, motivo por que as décadas de 1940 e 1950 são consideradas a “época de ouro“ dos trabalhos geográficos de campo.

    • Inspetoria Regional de Alagoas (1º andar), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Departamento de Geografia e Estatística e Inspetoria Regional do Acre, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Inspetoria Regional do Amazonas, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Aspecto interno da Inspetoria Regional do Amazonas, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Visão parcial do salão interno da Inspetoria Regional da Bahia, dez. 1950. Acervo IBGE.
    • Selos de Estatística, [s.d.]. Acervo IBGE.

    Criação das Inspetorias Regionais de Estatística Municipal, representações que o IBGE mantinha em cada uma das Unidades da Federação. No intuito de viabilizar a execução dos Convênios Nacionais de Estatística Municipal, às Inspetorias cabia prestar assessoria técnica às Agências Municipais de Estatística. Entre suas atribuições incluía-se, ainda, a fiscalização do recolhimento do imposto sobre diversões públicas (a quota ou “selo de estatística“), criado em 1942 e implantado a partir de 1944, instrumento que constituía recursos para uma Caixa Nacional de Estatística Municipal, fundo voltado ao financiamento dos serviços estatísticos no país.

    • Esq./dir.: Waldemar Lopes (1º ), Djalma Poli Coelho (3º) e Mário Augusto Teixeira de Freitas (4º), [s.d.]. Acervo IBGE.
    • ESTEVÃO, Carlos. Charge. Jornal do Comércio, Manaus, 17 jan. 1952. p.1. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • Diário da Noite, Rio de Janeiro, p.1, 17 jan. 1952. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • Última Hora, Rio de Janeiro, p.1, 12 jan. 1952. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • A Gazeta, Manaus, p.1, 18 jan 1952. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • Última Hora, Rio de Janeiro, p.1, 11 jan. 1952. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • RODRIGUES, Augusto. Charge. Última Hora, Rio de Janeiro, 12 jan. 1952. p. 1. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • ESTEVÃO, Carlos. Charge. Diário da Noite, Rio de Janeiro, p.1, 17 jan. 1952. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.
    • ESTEVÃO, Carlos. Charge. O Jornal, Rio de Janeiro, p.1, 17 jan.1952. Recortes de jornais, Arquivo Waldemar Lopes. Acervo IBGE.

    "Crise da estatística": o general Djalma Poli Coelho, presidente do IBGE (1951-1952), divulga por meio da imprensa críticas às bases do Sistema Estatístico Nacional e aos procedimentos técnicos do IBGE, propondo reformas estruturais. Após forte reação interna, que incluiu a entrega de cargos e réplicas nos jornais, uma comissão é designada pelo governo federal para estudar e emitir parecer técnico sobre a questão. Suas conclusões inclinaram-se à defesa do modelo vigente, ainda que apontando para a necessidade de seu aprimoramento. Como desfecho, Polli Coelho deixaria a presidência em setembro de 1952 (embora tenha se afastado do cargo já a partir de junho daquele mesmo ano), sendo substituído pelo jurista e magistrado Florêncio de Abreu.

    • Lourival Câmara, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Cerimônia de formatura. Esq./dir.: Jessé Montello (1º), Américo Roscali (2º), Lourival Câmara (em pé), João Lyra Madeira (5º), Orlando de Maria (6º) e Miranda Neto (7º), [1958]. Acervo IBGE.
    • Sala de aula. Esq./dir.: Norma Pizarro Loureiro (1º ) e Maurício Corbusier (5º), [1957?]. Acervo IBGE.
    • Professores fundadores da ENCE. A partir do alto da foto, de frente, terno branco e óculos, esq./dir.: Antônio Tanios Abibe; João Lyra Madeira, Francelino de Araújo Gomes; Oscar Ediwaldo Porto Carreiro; Jorge Felipe Kafuri; Antônio Rodrigues de Miranda Neto; Lourival Ubaldo Câmara; Walter Augusto do Nascimento; Artur de Souza Marinho; Lauro Sodré Viveiros de Castro; Jorge Kingston; Fernando Oliveira; Moacir Malheiros Fernandes Silva; Orlando de Marial; Orêncio Longinos de Arruda Gomes; Marcus Vinícius da Rocha; Paes Barreto; Jorge Alberto A.G. Barroso; Rio Nogueira; Chafi Haddad; Francisco de Paula e Silva Saldanha. Acervo IBGE.

    Criação da Escola Brasileira de Estatística, dirigida por Lourival Câmara e (re)batizada, em 1954, com o nome de Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE. Concebida como espaço para a formação de técnicos de nível superior, visava a atender a demanda por pessoal qualificado para as novas e cada vez mais complexas pesquisas estatísticas no país. Primeira faculdade de Estatística do Brasil, a ENCE segue como parte do IBGE até hoje, oferecendo cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu.

    Saiba mais sobre a História da ENCE.

    • Selo comemorativo do XVIII Congresso Internacional de Geografia da União Geográfica Internacional ― UGI, realizado no Rio de Janeiro. Domínio público.
    • O geógrafo Francis Rueellan (1º esq./dir.) em evento no Rio de Janeiro. Completam a mesa O Secretário-Geral do CNG Christóvam Leite de Castro (ao centro) e o geógrafo Fábio de Macedo Soares Guimarães (3º esq./dir.). Acervo IBGE.
    • O geógrafo Pierre Deffontaines (esq.), em imagem de 1956. Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã.

    Realização do XVIII Congresso Internacional de Geografia da União Geográfica Internacional ― UGI, tendo o Rio de Janeiro como sede. Não só o IBGE teve importante participação na organização do evento, como também auferiu destaque naquele foro de debate e deliberação, por meio das produções e intervenções efetuadas por membros de seu corpo técnico. O Congresso da UGI no Rio de Janeiro representou um marco significativo para os geógrafos brasileiros, especialmente no que diz respeito à sua inserção na comunidade acadêmica internacional. Se até então eram vistos como discípulos de grandes ícones da Geografia mundial ― como Pierre Deffontaines, Francis Ruellan, Leo Waibel, entre outros ― a partir dali passaram a ser considerados como seus pares, reconhecendo-se a qualidade e excelência de seus trabalhos.

    • Faixa de divulgação do Censo 1960 no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, 1960. Acervo IBGE.
    • Univac 1105, unidade de controle de fitas, [196-?]. Acervo IBGE.
    • Univac 1105, mesa auxiliar de controle, [196-?]. Acervo IBGE.
    • Univac 1105, unidade de controle de fitas e mesa auxiliar de controle, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Univac 1105, unidade de controle de fitas, [196-?]. Acervo IBGE.
    • Univac 1105, unidade leitora de cartão, [196-?]. Acervo IBGE.
    • Univac 1105, impressora, [196-?]. Acervo IBGE.

    O censo de 1960, sétimo da história do país, introduz técnicas de amostragem na produção de estatísticas. Para a apuração dos dados, a importação de um computador de grande porte produziu significativa repercussão: o Univac 1105, fornecido pela empresa Remington Rand, foi então chamado de "cérebro eletrônico".

    • João Paulo dos Reis Velloso, coordenador da comissão ministerial responsável pelo estudo para a reformulação do Sistema estatístico nacional, em evento realizado em 1991. Acervo IBGE.
    • Henrique Flanzer, consultor contratado pela comissão ministerial e autor do relatório intitulado Diagnóstico do Sistema Estatístico Nacional. S.d. SENRA, Nelson. História das estatístcas brasileiras. v.3. Rio de Janeiro: IBGE, 2008, p. 705.
    • Cartaz de divulgação da PNAD. Acervo IBGE.

    Comissão do Ministério do Planejamento ssintetiza análises e críticas relativas ao Sistema Estatístico Nacional e elabora uma proposta de reforma. Coordenada por João Paulo dos Reis Veloso e sob a relatoria de Henrique Flanzer, a comissão elaborou um minucioso diagnóstico da atuação e das funções cumpridas pelo IBGE, identificando problemas e deficiências, elencando seus principais desafios e propondo possíveis medidas visando ao aperfeiçoamento dos serviços estatísticos no país.

    No âmbito do IBGE é criado um grupo de trabalho com a missão de estudar e planejar a montagem de um programa nacional de pesquisas domiciliares por amostragem em bases contínuas. Como resultado, no ano seguinte é iniciada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios ― PNAD, que em pouco tempo estaria consolidada como uma das principais pesquisas estruturais do IBGE, fonte de informações em escala nacional sobre diversos aspectos socioeconômicos que compõem a realidade brasileira.

    • Posse de Sebastião Ayres, com Hélio Beltrão à direita, 04 abr. 1967. Acervo Memória IBGE.
    • Carteira de Trabalho e Previdência Social. Foto: Marcello Casal Jr./ABr. Disponível: http://goo.gl/SFOQN. Acesso em: 22 set. 2020. Conteúdo sob licença Creative Commons (CC BY 3.0 BR)
    • Exposição da recém-criada Fundação IBGE, ocorrida em 27 out. 1967, comemorando o cinquentenário do município de Novo Horizonte (SP), 1967. Acervo IBGE.

    A Reforma Administrativa Federal, iniciada no governo Castelo Branco (1964-1967), transforma a antiga autarquia IBGE em Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (sem alteração da sigla). Com a mudança, o IBGE ficou subordinado ao Ministério do Planejamento e Coordenação Geral. Antes disso, o INE/IBGE fora ligado diretamente à Presidência da República, de 1934 a 1964, e ao Ministério Extraordinário para Coordenação dos Organismos Regionais, de 1964 a 1967.

    Com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa e financeira, a Fundação nasceu composta por três órgãos autônomos: Instituto Brasileiro de Estatística ― IBE; Instituto Brasileiro de Geografia ― IBG e Escola Nacional de Ciências Estatísticas ― ENCE. Os funcionários da Fundação teriam ainda que optar, até 1973, entre a migração para o regime de trabalho celetista e a permanência nos quadros em extinção do IBGE, sob o regime estatutário.

    Criação da Comissão de Cartografia ― COCAR, instância inserida na estrutura do IBGE e responsável pela elaboração da política nacional de cartografia.

    • I CONFEGE. Esq./dir.: Miguel Alves de Lima (em pé). Sentados: Speridião Faissol (2º), Rubem Porto (3º) e Ney Strauch (4º), 1968. Acervo IBGE.
    • Reunião da Comissão de Métodos Quantitativos da União Geográfica Internacional no Rio de Janeiro. Esq./dir.: Spiridião Faissol (1º); Miguel Alves de Lima (3º), 1971. Acervo IBGE.
    • Reunião da Comissão de Métodos Quantitativos da União Geográfica Internacional no Rio de Janeiro. Esq./dir.: Marília Galvão e Speridião Faissol, 1971. Acervo IBGE.

    Realização da I Conferência Nacional de Estatística ― CONFEST, de 29 de maio a 4 de junho, e da I Conferência Nacional de Geografia e Cartografia ― CONFEGE, de 23 a 30 de setembro.

    A I CONFEGE alarga os espaços institucionais para o desenvolvimento da Geografia Quantitativa no país – a exemplo do que já ocorria nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, por influência dos trabalhos de Brian Berry, John Peter Cole e de outros geógrafos estrangeiros, alguns dos quais visitaram o IBGE entre 1967 e 1969. Ao longo da década de 1970, a "revolução quantitativa" na metodologia de trabalho do Departamento de Geografia – DEGEO do IBGE, chefiado por Marilia Galvão (e especialmente do Grupo de Áreas Metropolitanas – GAM, sob a liderança de Speridião Faissol), marcaria a crescente utilização das análises espaciais como ferramentas do planejamento socioeconômico, garantindo a influência dos geógrafos do IBGE nessa área em expansão.

    • IBM 1401, perfuradoras tipo 24, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • IBM 1401, perfuradoras tipo 24, [s.d.]. Acervo Memória IBGE.
    • IBM 1401, perfuradoras tipo 24, [s.d.]. Acervo Memória IBGE.
    • Resolução do Conselho Diretor n.191, de 25 fev. 1970. Cria, no Instituto Brasileiro de Estatística, da Fundação IBGE, a Rede Nacional de Núcleos de Coleta Estatística.
    • Resolução do Conselho Diretor n. 281, de 11 nov. 1971. Cria no Instituto Brasileiro de Estatística da Fundação IBGE, a Rede Nacional de Agências de Coleta, e dá outras providências.
    • Agência de Coleta de São Raimundo das Mangabeiras (MA), resultado da reforma da estrutura da rede de coleta de informações estatísticas, iniciada em 1970, [s.d.]. Acervo IBGE.

    Criação do Instituto Brasileiro de Informática ― IBI como um dos órgãos autônomos da Fundação IBGE. O IBI seria o responsável pelo processamento dos dados necessários às atividades da instituição e pela automação do acesso a informações indispensáveis ao planejamento socioeconômico. Novos equipamentos da marca IBM seriam introduzidos para adequar o processamento dos dados às necessidades do órgão.

    Com a criação da Rede Nacional de Agências de Coleta (que seguiu-se à criação, no ano anterior, da Rede Nacional de Núcleos de Coleta Estatística), começa a configurar-se um novo modelo para o Sistema Estatístico Nacional: a progressiva extinção das Agências Municipais de Estatística, entre 1971 e 1973, explicita o reforço do papel do IBGE na produção direta de dados estatísticos, sem renunciar às atividades do órgão relativas à coordenação do SEN.

    • Discurso do ex-Ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso durante a II CONFEST/CONGEGE, em 1972, que transcorreu na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE). Além dele, compõem a mesa, da esquerda para direita, o ex-Presidente do IBGE,Isaac Kerstenetzky (2º) e o Coronel Waldyr da Costa Godolphin(5°). Acervo IBGE.
    • Inauguração da II Conferência Nacional de Estatística, Geografia e Cartografia, em 1972, no hall da Caixa Econômica, Rio de Janeiro. Entre os presentes, da esquerda para direita, o ex-Ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso (1º)e o ex-Presidente do IBGE,Isaac Kerstenetzky (2º). Acervo IBGE.
    • Durante a II Conferência Nacional de Estatística, Geografia e Cartografia, presentes na plateia, da esquerda para direita, em primeiro plano, o ex-Presidente do IBGE Isaac Kerstenetzky (1º) e o ex-Ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Velloso (2º). Na terceira fileira, da esquerda para direita, Miguel Alves de Lima (3º). Acervo IBGE.

    Realização, como eventos conjuntos, da II CONFEST e II CONFEGE, entre 28 de novembro e 11 de dezembro.

    • Isaac Kerstenetzky em seu gabinete na presidência do IBGE, [s.d.]. Acervo Memória IBGE.
    • Isaac Kerstenetzky em seu gabinete na presidência do IBGE, [s.d.]. Acervo Memória IBGE.
    • Ato solene de lançamento do VIII Recenseamento Geral do Brasil, em 1 de setembro de 1970. Sentados esq./dir.: João Batista de Oliveira Figueiredo (1º), Emílio Garrastazu Médici (2º), João Paulo dos Reis Veloso (3º), Isaac Kerstenetzky (4º). Em pé dir./esq. Eurico de Andrade Neves Borba (1º), 1970. Acervo Memória IBGE.
    • Regiões Metropolitanas 1974. LIMA, Maria Helena Palmer (org.) Divisão Territorial Brasileira, IBGE/DGC, 2002 [online]. Disponível: http://www.ipeadata.gov.br/doc/DivisaoTerritorialBrasileira_IBGE.pdf. Acesso em: 22 set. 2020.
    • Regiões Metropolitanas 2009. Fonte: ATLAS geográfico escolar. 5ª ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. p. 147. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv44152_cap4_pt2.pdf. Acesso em: 22 set. 2020.

    Durante a presidência de Isaac Kerstenetzky (1970-1979), a Fundação passa por profundas reformas estruturais: em 1973, foi superada a autonomia dos seus quatro órgãos (IBE, IBG, IBI e ENCE) por meio da integração dos serviços estatísticos, geográficos, cartográficos e geodésicos do IBGE. Em 1975, novo estatuto completa as transformações estruturais na Fundação, que afirma-se como órgão de produção de informações e estudos destinados especificamente ao planejamento econômico e social e à segurança nacional, agora sob a supervisão da Secretaria de Planejamento da Presidência da República.

    Criação das primeiras 9 Regiões Metropolitanas do Brasil: São Paulo, Porto Alegre, Recife, Curitiba, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador. A esse conjunto seria somada a Região metropolitana do Rio de Janeiro, um ano depois. A Constituição Federal de 1988 facultaria aos estados a instituição de Regiões Metropolitanas, que no Censo 2010 já eram 36 (além de 3 Regiões Integradas de Desenvolvimento – RIDEs).

    • Pesquisadores e família a ser entrevistada, 1974/1975. Acervo Memória IBGE.
    • Pesquisadores coletando dados. 1974/1975. Acervo Memória IBGE.
    • Pesquisador coletando dados, 1974/1975. Acervo Memória IBGE.
    • Capa de publicação com análise dos resultados do ENDEF. FUNDAÇÃO IBGE. Estudo das informações não estruturadas do ENDEF e de sua integração com os dados quantificados. Rio de Janeiro: IBGE, 1978. Parte II, v.2. (Estudo Nacional da Despesa Familiar).

    Início da realização dos trabalhos de campo do Estudo Nacional da Despesa Familiar ― ENDEF, concluídos em 1975. Para a coleta dos dados, os agentes do IBGE visitavam cada domicílio durante uma semana. Eram pesquisadas informações detalhadas sobre orçamentos e hábitos alimentares das mais de 50 mil famílias da amostra. O ENDEF constituiu uma pesquisa pioneira, na medida em que associava métodos de pesquisas qualitativas, típicos das ciências sociais, à produção de dados quantitativos por meio de pesquisas domiciliares, que o IBGE já executava desde fins dos anos 1960.

    Realização do primeiro levantamento sobre saneamento básico no Brasil, através de convênio celebrado entre o Ministério da Saúde e o IBGE, cabendo ao IBGE a responsabilidade pela operação de coleta. A partir de 1977 o IBGE passa a executar todas as etapas da pesquisa.

  • O IBGE inaugura a Reserva Ecológica do Roncador ― RECOR, a 30 km do centro de Brasília, em gleba que fora doada pelo Governo do Distrito Federal em 1961. Concebida para ser uma unidade de conservação e pesquisa científica sobre o Cerrado, foi rebatizada, em 1978, como Reserva Ecológica do IBGE, mantendo-se a sigla original. Antes disso, ainda em 1973, o IBGE criara a Superintendência de Recursos Naturais – SUPREN, que em 1975 passou a chamar-se Superintendência de Recursos Naturais e Meio Ambiente. Com tais iniciativas, o IBGE assinalava sua sintonia com as questões ambientais, então emergentes na agenda mundial, como evidenciado no Relatório do Clube de Roma (1972) e na I Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente, em Estocolmo (1972). Em 1993 a RECOR foi incluída pela UNESCO entre as Áreas Núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado; e desde 2002 também faz parte da Área de Proteção Ambiental do Planalto Central.

    Novo Estatuto completa as transformações estruturais a que o IBGE vinha sendo submetido desde 1967, consolidando-se o órgão como instância de produção de informações e estudos destinados ao planejamento econômico e à segurança nacional.

    • Reunião do Conselho do IPCA, 1985. Acervo IBGE.
    • Reunião do Conselho do IPCA, 1985. Acervo IBGE.
    • Reprodução de imagem de vídeo de divulgação. O que é inflação ― IBGE Explica IPCA e INPC. Canal do IBGE no YouTube. Disponível em: youtu.be/JVcDZOlIMBk. Acesso em: 22 set. 2020.

    Criação do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor ― SNPC, com a finalidade de disponibilizar instrumentos que permitissem o acompanhamento da variação de preços e de produtos e serviços no país. No ano seguinte teriam início as séries históricas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA.

    • Capa da publicação Matriz de Relações Intersetoriais, Brasil 1970. Acervo IBGE.
    • Folder de divulgação do estudo Panorama Nacional e Internacional da Produção de Indicadores Sociais, 2016. Acervo IBGE.
    • Folder de divulgação da Síntese de Indicadores Sociais, 2012. Acervo IBGE.
    • Folder de divulgação da Síntese de Indicadores Sociais, 2016. Acervo IBGE.

    Publicação da versão final da primeira Matriz de Relações Intersetoriais (matriz de insumo-produto), sistematizando dados relativos aos principais fluxos reais verificados na economia nacional.

    Publicação do primeiro relatório de indicadores sociais produzido pelo IBGE, trabalho voltado ao estudo da estrutura social brasileira, articulando a análise das características mais gerais da esfera de produção e repartição (divisão de trabalho, mobilidade ocupacional, distribuição de renda) à análise específica das condições de subsistência social dos grupos de baixa renda.

    • Material de divulgação da PME, [s.d]. Acervo IBGE.
    • Material de divulgação da PME, 2005. Acervo IBGE.
    • Material de divulgação da PME, 2010. Acervo IBGE.

    Implantação da Pesquisa Mensal de Emprego ― PME, inquérito voltado à produção de indicadores mensais sobre a força de trabalho, a partir de levantamentos realizados em domicílios brasileiros. Inicialmente a pesquisa abrangia as Zonas Metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, mas poucos meses após o seu lançamento foi expandida às Zonas Metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

    • Lançamento do Censo 1980: em 2 de setembro de 1980, o general-presidente João Batista Figueiredo é recenseado por Jessé Montello, presidente do IBGE de 1979 a 1985. Sentados esq./dir.: Jessé Montello (2º) e João Batista de Oliveira Figueiredo (cabeceira), 1980. Acervo IBGE.
    • Manifestação na entrada da unidade do IBGE em Mangueira, 1985. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.
    • Manifestação nos arredores da unidade do IBGE em Mangueira, 1985. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.
    • Passeata de servidores nos arredores da unidade do IBGE em Mangueira, 1985. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.
    • Cartaz de divulgação do Seminário “O IBGE que queremos”, 1985. Acervo IBGE.
    • Assembleia dos servidores do IBGE, 1985. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.

    No ocaso da ditadura militar, em um contexto marcado pelo surgimento de novas lideranças, estratégias e formas de organização no movimento sindical, a chapa "Revirada" vence eleição da Associação dos Servidores do IBGE (ASSIBGE) com mais de 70% dos votos. A proposta de uma atuação sindical combativa, autônoma e atrelada aos movimentos e lutas sociais dá impulso a um processo de forte mobilização dos trabalhadores ibgeanos. Seguindo tal tendência, em 1987 a ASSIBGE se filiaria à Central Única dos Trabalhadores ― CUT, ratificando uma pauta de novo tipo, incorporando, para além das relações de sociabilidade, as lutas envolvendo questões salariais, institucionais, políticas e demais interesses gerais dos trabalhadores. Em 1992, a ASSIBGE e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Instituições e Fundações Públicas Federais de Pesquisas Estatísticas e Geográficas (SINPEG), surgido de um racha no movimento em 1989, seriam fundidos no Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística, atual ASSIBGE – Sindicato Nacional (ASSIBGE-SN).

    A ENCE dá início à oferta de cursos de pós-graduação lato sensu.

    • Logomarca do Projeto RADAM. Representava a aeronave Caravelle utilizada no transporte de equipamentos de radar e câmeras fotogramétricas. Autor: Paulo Sérgio Rizzi Lippi.
    • Capa da publicação Levantamento dos Recursos Naturais, 1977. Acervo IBGE.

    Com o retorno à democracia, o IBGE passa por grandes mudanças: durante a gestão de Edmar Bacha (1985-1986) é criada uma Comissão de Reforma Administrativa (CRA), que propõe "Um novo IBGE para uma Nova República". Entre os objetivos da CRA estavam a revisão da missão institucional do IBGE, a desburocratização, a descentralização de decisões, a informatização de técnicas e processos, a melhoria nas relações com a imprensa e com o conjunto de funcionários e a "promoção da comunidade ibgeana", entre outros.

    O Projeto RADAM-BRASIL, criado em 1970 com o nome de RADAM (ligado ao Ministério de Minas e Energia) para coletar dados sobre os recursos naturais do território brasileiro, é transferido ao IBGE – o que se efetivaria apenas a partir do ano seguinte, com a absorção do acervo de dados e do corpo técnico do Projeto. Além disso, a Região Amazônica é integrada ao SGB (com a ajuda do sistema TRANSIT de rastreio de satélites artificiais, adotado em 1978), viabilizando o mapeamento sistemático da área.

    • Exposição comemorativa do cinquentenário do IBGE. Edmar Lisboa Bacha, discursa. Em segundo plano, esq./dir.: Régis Bonelli (3º) e Suzana Müller (4º), 1985. Acervo Memória IBGE.
    • A HORA DO BOM SENSO: informativo da Comissão de Reforma Administrativa. Rio de Janeiro, n. 1, out. 1986. Acervo IBGE.
    • Cartaz de divulgação do acesso aos dados do IBGE via telex e terminais, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Produtos de disseminação editados pelo CDDI, [198-]. Acervo IBGE.

    Como resultado dos trabalhos da CRA, o IBGE passa por uma ampla reestruturação organizacional, entre cujas medidas destaca-se a criação do Centro de Documentação e Disseminação de Informações – CDDI: no espírito da "Nova República", o IBGE procurava abrir-se à sociedade.

    O IBGE assume o cálculo das contas nacionais, função desempenhada pela Fundação Getúlio Vargas desde 1947.

    • Reprodução de imagem de vídeo de divulgação. Quanto o brasileiro gasta e com o quê ― IBGE Explica. Canal do IBGE no YouTube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=944F0paMei0. Acesso em: 22 set. 2020.

    Início da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF. Tendo como precedente a experiência pioneira do ENDEF, a POF tem como objetivo fornecer informações sobre a composição dos orçamentos domésticos, a partir da investigação dos hábitos de consumo, da alocação de gastos e da distribuição dos rendimentos, segundo as características dos domicílios e das pessoas. As informações da pesquisa são aplicadas na atualização das estruturas de ponderações, necessárias para a produção dos Índices de Preços ao Consumidor e também da da participação das despesas das famílias no cálculo das Contas Nacionais. Além disso, permitem estudar a evolução dos hábitos de consumo das famílias e possibilitam os mais variados estudos sobre diferentes aspectos relacionados à população brasileira, servindo ainda como base para o desenvolvimento de ações de planejamento econômico.

    • III Conferência Nacional de Estatística

    Cartaz de divulgação da III Conferência Nacional de Estatística, 1989. Acervo IBGE.

    • Delegacia Estadual do IBGE no Espírito Santo (DEGE/ES) entre os anos de 1972 e 1980, [197-]. Acervo IBGE.
    • Fachada da sede da DEGE/ES (1980-1990), ESET/ES (1990-1992) e DIPEQ/ES (1992-1996), [s.d.]. Acervo IBGE.

    É promulgada, com efeitos financeiros a partir de 1991, a Lei 8.112/90, que instituiu o Regime Jurídico Único (RJU), aplicável a todos os servidores públicos civis da União, das autarquias e fundações públicas federais. A partir de então, o regime de trabalho dos servidores do IBGE deixaria de ser o celetista, implementado na Fundação desde 1967, e passaria ao regime estatutário.

    As tradicionais Delegacias do IBGE – DEGEs dão origem a Escritórios Estaduais – ESETs, coordenados por 10 Departamentos Regionais – DEREs então criados. Cada DERE é subordinado diretamente ao Presidente do IBGE e coordena um ou vários ESETs. Em 1992, todos os ESETs seriam transformados em Divisões de Pesquisa – DIPEQs (uma para cada Unidade da Federação), sob a coordenação de 8 DEREs.

    • Simon Schwartzman em seu gabinete na presidência do IBGE, 1994. Acervo IBGE. Acervo IBGE.
    • Jacob Ryten na divulgação dos resultados do Programa de Comparação Internacional (PCI) na América do Sul – Consumo domiciliar em 2005, Rio de Janeiro, em 28 jun. 2006, no Auditório Teixeira de Freitas (CDDI). Acervo IBGE.
    • Capa do relatório produzido pela Missão Canadense. COOMBS, John et al. Relatório sobre a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: missão do Statistics Canada – 26 de agosto a 9 de setembro, 1994. Rio de Janeiro: IBGE, 1994. Acervo IBGE.
    • Seminário Agências Executivas, Rio de Janeiro, em 16 e 17 abr. 1998, no Auditório Teixeira de Freitas (CDDI). À direita, Nuno Bittencourt. Acervo IBGE.

    Logo no início da gestão Simon Schwartzman (1994-1998), é contratada uma Missão do instituto de estatística canadense, que visita o IBGE entre 26 de agosto e 9 de setembro de 1994 com o objetivo de produzir avaliação global da instituição. Liderados por Jacob Ryten, os técnicos do Statistics Canada propuseram mudanças como a melhoria da comunicação interna, o desenvolvimento de uma consciência de custos, uma orientação voltada ao cliente e a garantia de estabilidade de sua direção superior, a salvo de interferências políticas.

    Após uma década de grave instabilidade institucional no IBGE (e no país), coincidem os processos de estabilização monetária da economia brasileira, devido à implementação do Plano Real, e de estabilização política do órgão, que consolidaria cada vez mais sua autonomia técnica. A gestão Simon Schwartzman deixou um legado de grandes transformações institucionais, mas terminou sem concretizar seu projeto de conversão do IBGE em Agência Executiva com autonomia financeira, regime de trabalho celetista e um contrato de gestão com o governo federal.

    • Cartaz de divulgação do acesso aos dados do IBGE via internet, 1995. Acervo IBGE.
    • Cartaz de divulgação do acesso aos dados do IBGE via celular, 2000. Acervo IBGE.
    • Evolução do layout e do número de usuários do site do IBGE (1996-2010). Infográfico elaborado por Marcos Balster a partir de dados da Gerência de Serviços Online (CDDI/GEON) e do Portal do IBGE. Fonte: Revista do IBGE, Rio de Janeiro, nº Zero, p. 22-23, out.-dez. 2011.
    • Páginas do IBGE na Internet. In: SENRA, Nelson. História das Estatísticas Brasileiras. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. Vol. 4, p. 573.

    Ganha impulso o processo, iniciado em 1984, de transformação da base de informática do IBGE: de um sistema tradicional, centralizado num mainframe, para um modelo descentralizado em redes interligadas de microcomputadores e servidores, com conexão à intranet por meio de redes locais distribuídas.

    Essa "revolução tecnológica" resultou na progressiva implantação de terminais de microcomputadores para o uso de parcela crescente dos servidores da instituição, somada à utilização da internet como instrumento de divulgação de informações produzidas pelo IBGE. Data desse mesmo ano a primeira “versão” do portal do IBGE na web, em momento coincidente com o primeiro boom da internet no Brasil.

    Realização de pesquisa de atualização cadastral, o Censo Cadastro, propiciando a Montagem do Cadastro Central de Empresas — CEMPRE. Com isso, os censos econômicos quinquenais são substituídos por pesquisas anuais de base amostral.

    • Cartaz de divulgação do Encontro Nacional de Produtores e Usuários de Informações Sociais, econômicas e Territoriais, 1996. Acervo IBGE.
    • Localização das estações RBMC-IP, [s.d.]. Acervo IBGE.

    Realização do I Encontro Nacional dos Produtores e Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais (IV CONFEST/III CONFEGE).

    Começa a ser implantada a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo — RBMC, com a instalação das estações de Curitiba (PR) e Presidente Prudente (SP). A RBMC é constituída por um conjunto de estações com receptores GNSS que operam 24 horas por dia. Foi a primeira rede estabelecida na América do Sul, com o objetivo de materializar a estrutura geodésica no Brasil e servir de ligação com as redes geodésicas internacionais. As estações da RBMC são materializadas através de pinos de centragem forçada cravados em pilares estáveis. Além dos receptores GPS de dupla frequência, que coletam e armazenam continuamente observações do código e da fase da onda portadora dos satélites, as estações são dotadas de antenas do tipo choke-ring, microcomputadores e sistemas de fornecimento de energia elétrica.

    • Cartaz de divulgação da pesquisa CDHP 2007. Acervo IBGE.
    • Cartaz de divulgação da pesquisa CDHP 2011. Acervo IBGE.
    • Aspecto do site do BDIA. Disponível em: https://bdiaweb.ibge.gov.br. Acesso em: 22 set. 2020.
    • Inauguração das instalações do IBGE na Avenida Chile, Rio de janeiro, ago. 1997. Esq./dir.: Simon Schwartzman (2º). Antônio Jandir (3º) e Lenildo Fernandes Silva (4º). Acervo IBGE.

    Primeira edição do Curso de Desenvolvimento de Habilidades em Pesquisa — CDHP, que simula as etapas de uma pesquisa domiciliar por amostragem, do planejamento até a coleta de dados em campo. Alicerçado no modelo do Survey Skills Development Course do Statistics Canada, o CDHP foi uma das principais inovações introduzidas em meio a um processo de reformulação da política de capacitação do IBGE, iniciada em 1995.

    Criação do Banco de Dados de Recursos Naturais – BDRN, em ambiente digital, utilizando Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) e a tecnologia de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Posteriormente evoluiu para o Banco de Dados e Informações Ambientais (BDIA), como é conhecido atualmente.

    Inauguração das novas instalações do IBGE na Avenida Chile, região central do Rio de Janeiro, após esvaziamento do Complexo de Mangueira.

    • Aspecto do prédio da ENCE, [s.d.]. Acervo IBGE.
    • Vista aérea do Rio Negro, 2005. Autor: James Martins. Conteúdo sob licença Creative Commons (CC BY 3.0). Disponível em: https://bityli.com/0Px5P. Acesso em: 22 set. 2020.

    A ENCE passa a oferecer curso de pós-graduação stricto sensu — Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais.

    O IBGE assume parceria com o Sistema de Vigilância da Amazônia — SIVAM e elabora a conversão para o meio digital e a atualização do mapeamento da Amazônia Legal na escala de 1:250.000. Também é executado o mapeamento temático de Vegetação, Geomorfologia, Pedologia e Geologia.

    • Unidade Estadual do Ceará, [s.d]. Acervo IBGE.
    • Unidade Estadual de Minas Gerais, [s,d.]. Acervo IBGE.
    • Edifício Palácio do Café, sede da Unidade Estadual do Espírito Santo, [s.d.]. Autor: Evandro Zouain. Acervo IBGE.

    Nova reformulação na rede de coleta do IBGE, de acordo com recomendações do Projeto Presença (1999): são extintos os DEREs e as DIPEQs. Cada Unidade da Federação passa a contar com uma Unidade Regional do órgão: são as 27 Unidades Estaduais (Ues) do IBGE, que incorporam prerrogativas administrativas antes restritas aos DEREs.

  • Adotado o Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas — SIRGAS, por meio do decreto Nº 5.334, publicado em 07 de janeiro. O SIRGAS 2000

    somava-se aos demais referenciais então em uso no Brasil: South American Datum 1969 — SAD 69 e Córrego Alegre.

    • Capa da cartilha sobre a proposta do novo plano de carreira própria para o IBGE. IBGE. CARTILHA do Plano de Carreira Própria do IBGE. Rio de Janeiro: IBGE, 2005. Acervo IBGE.
    • Jogo Rápido: boletim informativo da ASSIBGE – Sindicato Nacional, nº 190, 2005. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.
    • Jogo Rápido: boletim informativo da ASSIBGE – Sindicato Nacional, nº 195, 2006. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.
    • Jogo Rápido: boletim informativo da ASSIBGE – Sindicato Nacional. Charge (autor não identificado). Rio de Janeiro, n.195, 2006. Acervo ASSIBGE-SN, Núcleo Canabarro.
    • Capa do programa do II Encontro Nacional dos Produtores e Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais, 2006. Acervo IBGE.

    O IBGE, desde 1993 vinculado à carreira de Ciência e Tecnologia (C&T), passa a dispor de um Plano de Carreiras e Cargos próprio – como ocorreria, durante o governo Lula (2003-2011), em diversos outros órgãos do governo federal.

    Realização do II Encontro Nacional dos Produtores e Usuários de Informações Sociais, Econômicas e Territoriais.

    • Cartaz de divulgação da PNAD 2007. Acervo IBGE.
    • Lançamento da PNAD 2005. Esq./dir. Wasmália Bivar, Eduardo Pereira Nunes, Márcia Quintsrl. Acervo IBGE.
    • Professor em sala de aula. Foto Rodrigo Sanchez. Conteúdo sob licença Creative Commons (CC BY SA 3.0).
    • Programa de inclusão profissional para portadores de deficiência. Foto Thomaz Silva. Conteúdo sob licença Creative Commons (CC BY 3.0).

    Após longo período de debates, é estruturado o Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares ― SIPD, um modelo de produção de pesquisas amostrais domiciliares baseado na condução coordenada do planejamento, execução, análise e disseminação dos resultados de diversas pesquisas. Uma característica importante do SIPD é que a amostra de cada uma das pesquisas que o integram corresponde a uma parte ou a integralidade de uma amostra mestra, sendo harmonizados os conceitos e processos nelas utilizados. O novo arcabouço foi criado com o objetivo de, a partir da otimização de esforços e recursos, garantir uma oferta eficiente de informações estatísticas, mais adequada às demandas da sociedade brasileira.

  • Instituição da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais — INDE, com o objetivo inicial de integrar e disseminar dados geoespaciais mantidos por instituições das três esferas do governo brasileiro. Tais dados são utilizados, por exemplo, para subsidiar a elaboração de políticas públicas e privadas, como o traçado de uma rodovia, a construção de uma usina hidrelétrica ou a instalação de um pólo industrial. O Portal SIG Brasil, inaugurado em 2010, reúne e disponibiliza gratuitamente, por meio de geoserviços, os dados e informações geoespaciais (IG) integrados à INDE, fornecidos gratuitamente a qualquer usuário com acesso à internet.

    Lançamento da Escola Virtual IBGE, ferramenta através da qual a ENCE passa a oferecer cursos na modalidade de Ensino a Distância.

    • Material de divulgação do Censo 2010 apresenta o Personal Digital Assistant – PDA, ou “Assistente Pessoal Digital”, equipado com GPS. Fonte: Revista Vou te Contar, Rio de Janeiro, n. 20, jan./fev. 2011, Disponível em: https://censo2010.ibge.gov.br/materiais/revista-vou-te-contar.html. Acesso em: 22 set. 2020.
    • Uniforme e equipamentos utiizados pelos recenseadores, 2010. Acervo IBGE.
    • Layout do perfil do IBGE no Twitter, 2020.
    • Layout da página do IBGE no Facebook, 2020.
    • Layout do canal do IBGE no YouTube, 2020.
    • Layout do perfil do IBGE no Instagram, 2020.

    O Censo 2010 introduziu nova base territorial digital única que viabilizou a utilização, por todos os recenseadores, de computadores de mão equipados com GPS (os "PDAs", testados em operações censitárias desde 2007). Assim, além da possibilidade de investigação de novos temas, o XII Censo Demográfico do Brasil incrementou garantias de qualidade dos dados coletados e agilizou a apuração e divulgação dos resultados produzidos.

    Presença do IBGE no microblog Twitter inaugura a participação do Instituto nas redes sociais. Em 2012 a página oficial do IBGE estreia no Facebook, em 2014 no Youtube e em 2015 no Instagram.

  • Wasmalia Bivar é a primeira mulher a ser nomeada presidenta do IBGE, no ano inaugural do governo de Dilma Roussef.

    Disponibilização da primeira versão do Banco de Nomes Geográficos do Brasil – BNGB.

    Início da implantação, ainda em caráter experimental, da PNAD Contínua. Já no ano seguinte a pesquisa é efetivada, abrangendo todo o território nacional. A PNAD Contínua constitui uma das pesquisas que compõem o SIPD, tendo como objetivo a produção de informações sobre a força de trabalho no país, migração, entre outros temas socialmente relevantes. Por contemplar maior número de municípios, setores censitários e domicílios, permitindo um ganho considerável na precisão das estimativas, em pouco tempo a PNAD Contínua substituiria a PNAD e a PME, que em meados da década seriam encerradas.

  • Início da participação do IBGE no Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais, atuando na validação e geração de bases cartográficas para o mapeamento de suscetibilidade a movimentos de massa, enchentes e inundações.

  • O IBGE disponibiliza a Base Cartográfica Contínua do Brasil na escala de 1:250.000 — BC250 que passa a recobrir todo o território nacional numa escala em maior detalhe com relação à Base Cartográfica Contínua do Brasil ao Milionésimo (1:1.000.000) — BCIM. Fundamental como ferramenta para as atividades de gestão e planejamento estatal e privado, a nova escala também é instrumento relevante para órgãos e setores que trabalham com o meio ambiente.

    • Cartaz de divulgação do Programa de Pós-graduação da ENCE. Acervo IBGE.

    Além do curso de mestrado, a ENCE passa também a oferecer curso de doutorado no agora renomeado Programa de Pós-graduação em População, Território e Estatísticas Públicas.

    • Layout da intranet do IBGE em 2017.
    • Layout do site do 60º Congresso Mundial de Estatística. Disponível em http://isi2015.org/ . Acesso em 22 set. 2020.
    • Pedro Luís do Nascimento Silva, 2015. Autor: Rebeca Dourado. Acervo IBGE.

    Após a elaboração e publicação da Política de Comunicação, entra no ar a nova Intranet do IBGE, com o papel estratégico de facilitar os fluxos de informação e a interação entre os ibgeanos, ativos ou aposentados, de todo o país.

    Realização do 60º Congresso Mundial de Estatística, organizado pelo International Statistical Institute — ISI, na cidade do Rio de Janeiro. Durante o Congresso, o professor da ENCE Pedro Luís do Nascimento Silva foi nomeado Presidente do Instituto de Estatística Internacional.

    Realização da 27ª Conferência Internacional de Cartografia, organizada pela International Cartographic Association — ICA, na cidade do Rio de Janeiro. Realizado pela primeira vez na América Latina, o evento conta com importante participação do IBGE, consolidando sua inserção no cenário cartográfico internacional.

    Webcast marca a evolução da comunicação de áudio e vídeo online do IBGE. Com transmissão ao vivo, o sistema permite a integração das unidades e agências do IBGE, em todo o país, independentemente de sua localização e recursos tecnológicos disponíveis.

    O SIRGAS 2000 torna-se o único sistema geodésico de referência oficialmente adotado no Brasil.

    • Material de divulgação da 3ª INFOPLAN. Acervo IBGE.
    • O presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, discursa durante cerimônia de abertura da 3ª INFOPLAN, 5 dez 2016. Acervo IBGE.
    • Sessão realizada durante a 3ª INFOPLAN. Esq./dir.: os presidentes do IBGE Paulo Rabello de Castro (1º), Sérgio Bersseman Vianna (2º), Simon Schwartzman (3º). Foto Álvaro Vasconcellos. Acervo IBGE.

    No ano em que o IBGE completa 80 anos, o Brasil assume pela primeira vez a Presidência da Comissão de Estatística da ONU, sendo representado por Wasmália Bivar, servidora de carreira e então presidente do IBGE.

    Realização da 3ª Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Informações Estatísticas, Geográficas e Ambientais — INFOPLAN. Marco nas comemorações dos 80 anos do IBGE, o evento apresentou sessões plenárias centradas no tema “Informações para o Planejamento” que constituíram um espaço importante para reflexões, avaliações e proposições a partir de questões e desafios que foram colocados em torno da abordagem “Coordenação para o Planejamento”. Durante a 3ª Conferência aconteceu a exposição “80 anos de IBGE, 80 anos de Brasil”, uma viagem ao longo do tempo através de textos, imagens e gráficos que mostravam diversos momentos da história do país nas últimas oito décadas.

    A RBMC passa a operar com 131 estações. Destas, 99 possuem serviço de posicionamento em tempo real distribuídas em todos os estados do território nacional.

    • Logomarca da Agência de Notícias IBGE
    • Cartaz de divulgação do Censo Agro 2017. Acervo IBGE.
    • Logomarca do Censo Agro 2017. Acervo IBGE.
    • Reprodução de imagem de vídeo de divulgação. Módulos temáticos da PNAD Contínua, Canal do IBGE no YouTube. Disponível em: youtu.be/6yewpDSBvNw. Acesso em 22 set. 2020.
    • Defesa da tese intitulada Potencialidades e desafios na utilização de registros administrativos e de imagens noturnas de satélite para a realização de estimativas populacionais municipais intercensitárias no Brasil, de autoria de Luiz Felipe Barros, 13 dez. 2017. Fonte: Agência IBGE de notícias
    • Capa da publicação Divisão Regional do Brasil em Regiões Geográficas Imediatas e Regiões Geográficas Intermediárias. Acervo IBGE.
    • Capa da publicação Tipologia Intraurbana ― espaços de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil. Acervo IBGE.

    Criação da Agência IBGE Notícias, grande avanço na área da comunicação das estatísticas e geociências. A agência se propõe a produzir conteúdo multimídia e constituir interfaces entre o IBGE e a sociedade.

    Início dos trabalhos do 11° Censo Agropecuário brasileiro, o décimo realizado pelo IBGE. O Censo Agro 2017 foi inteiramente digital e monitorado via internet, sendo os dados coletados por meio dos Dispositivos Móveis de Coleta — DMCs, semelhantes a smartphones comuns.

    Os primeiros módulos temáticos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD-C, foram divulgados e mostraram a desigualdade econômica e social e as diferenças regionais por meio das estatísticas de Educação, Trabalho Infantil, Rendimentos de Todas as Fontes, Outras Formas de Trabalho e Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores.

    Na Escola Nacional de Estatísticas – ENCE, a defesa da primeira tese de Doutorado mostrou a consolidação da ENCE como centro de excelência em pesquisas.

    Na área de geociências, o estudo Tipologia Intraurbana - Espaços de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil mostrou as condições de vida em que vivem as populações nos centros urbanos. Outros marcos importantes foram a conclusão do Mapeamento de Recursos Naturais - 120 folhas, na escala 1:250.000 (temas geologia, geomorfologia, pedologia e vegetação) e a atualização da Divisão Regional do Brasil em Regiões Geográficas Imediatas e Regiões Geográficas Intermediárias, trabalho que apresentou um novo quadro regional vinculado aos processos sociais, políticos e econômicos sucedidos em território nacional nos últimos vinte anos.

    • Layout do Portal IBGEeduca, 2020.
    • Aspecto da Exposição O IBGE mais perto de você, com a participação de dirigentes do IBGE e autoridades governamentais, 2018. Agência IBGE de Notícias.
    • Reprodução de imagem de vídeo de divulgação. Mudanças no SNIPC. Canal do IBGE no YouTube. Disponível em: youtu.be/FjydDqkxQsc. Acesso em: 22 set. 2020.
    • Deslizamento de terra no município de Petrópolis (RJ), 2017. Divulgação/Prefeitura de Petrópolis. Fonte: Agência Brasil.
    • Layout do Portal BdiA Web, 2020.
    • Mesa de abertura do III Encontro de Produtores de Informação Visando à Agenda 2030, 24 abr. 2018. Esq./ dir.: Priscila Rosa Pimentel, Henrique Villa, Roberto Olinto, José Antônio Marcondes e Francisco Gaetani. Agência IBGE de Notícias.
    • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://odsbrasil.gov.br. Acesso em: 22 set. 2020.

    O IBGE lança na internet o Portal Educa , que a partir das informações produzidas pelo instituto oferece conteúdos relacionados a aspectos sociais, econômicos, culturais e territoriais da população brasileira, fundamentalmente voltados aos diferentes públicos escolares.

    Realização da exposição O IBGE mais perto de você, no Salão Negro do Congresso Nacional (Brasília-DF).

    O IBGE atualiza a metodologia de cálculo dos índices de preço ao consumidor (IPCA, INPC e IPCA-15), adotando uma nova forma de inclusão dos serviços domésticos e mão de obra no domicílio. Neste mesmo ano, a área de abrangência do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) foi ampliada, aumentando a representatividade do Norte e Nordeste no cálculo da inflação do país.

    Em um trabalho em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o IBGE lança o estudo inédito População em áreas de risco no Brasil, um grande levantamento sobre a ocupação de espaços sujeitos a enchentes e deslizamentos de terra nos municípios brasileiros.

    Lançamento do Portal BdiA Web, permitindo a visualização e consulta de dados e mapas (em escala de 1:250.000 ) do Banco de Informações Ambientais (BDiA) do IBGE sobre os temas vegetação, pedologia, geologia e geomorfologia.

    A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) é reconhecida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como um dos instrumentos de monitoramento de mercado de trabalho mais alinhados às suas recomendações.

    O IBGE e a Secretaria de Governo organizam em Brasília o III Encontro de Produtores de Informação Visando à Agenda 2030, com o objetivo de avançar na elaboração dos indicadores globais para acompanhamento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil. Na ocasião foi lançada, a Plataforma Digital dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Plataforma ODS), primeiro conjunto de indicadores já desenvolvidos, contendo fichas metodológicas, tabelas, gráficos e mapas.

    • Sala do ECOSOC na sede da ONU em Nova York, 21 jun. 2006. Autor: Kjetil Ree. Conteúdo sob licença Creative Commons (CC BY-SA 3.0). Disponível em: https://cutt.ly/dhTmHzs. Acesso em: 22 set. 2020.
    • Capa da publicação Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas. Acervo IBGE.
    • Material de divulgação do Censo Experimental, 2019. Acervo IBGE.

    Após eleição promovida no Conselho Econômico e Social da ONU ― ECOSOC, o Brasil foi mais uma vez eleito como integrante da Comissão Estatística da ONU, cabendo ao IBGE representar o país na entidade no quadriênio 2020-2023.

    Lançado o Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas. A publicação fortalece a relação entre as áreas de geociência e estatística, ao fornecer um referencial para acesso e compreensão dos dados oficiais, de forma comparável e espacialmente integrada.

    Pela primeira vez a PNAD Contínua investiga hábitos de turismo da população.

    Como resultado de uma parceria entre o IBGE e o Banco Mundial, foi realizado em Brasília o workshop O Futuro da Estatística: uma discussão sobre o uso de registros administrativos no Brasil. O evento teve como objetivo promover uma profunda reflexão sobre o uso de registros administrativos para a produção de estatísticas e os desafios para a modernização dos sistemas estatísticos em diversos países.

    Como parte dos preparativos para o Censo Demográfico de 2020, foi realizado na cidade de Poços de Caldas-MG o Censo Experimental. Também foram realizados testes com frações amostrais em municípios espalhados por 8 estados do país, incluindo terras indígenas, comunidades quilombolas, aglomerados subnormais e comunidades não falantes de português.