Djalma Galvão Carneiro Pessoa

Djalma Galvão Carneiro Pessoa (1940- ), engenheiro formado pela Universidade Federal de Pernambuco onde despertou sua aptidão para matemática e probabilidade estatística. Fez mestrado em Matemática no Instituto Tecnológico de Aeronáutica e doutorado em Estatística na Universidade de Berkeley, Califórnia (EUA). Trabalhou no IBGE como professor (1987-1992) e foi diretor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE (1993-1995), quando reestruturou a escola. Dirigiu, também, a Diretoria de Planejamento e Coordenação no período de 1992 a 1993.


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Ficha técnica

Nome: Djalma Galvão Carneiro Pessoa

Área de Atividade: Educação; Gestão pública

Depoimento realizado no contexto do Projeto de História Oral. Integra o Sistema de Preservação e Disseminação da Memória Institucional e tem por objetivo reconstituir o processo de formação e evolução do IBGE.

Data: 06/08/2002

Local da gravação: IBGE/CDDI - Rio de Janeiro (RJ)

Duração: 90 minutos

Dados biográficos

Nome completo: Djalma Galvão Carneiro Pessoa

Nascimento: Limoeiro (PE) – 11/10/1940

Falecimento: [Rio de Janeiro?] - 01/08/2020

Data de entrada no IBGE: 1987

Data de saída ou aposentadoria: 1995 (aposentadoria)

Formação ou cargo: Engenheiro

Principais atividades: Professor e diretor da ENCE (1987/1992 e 1993/1995); diretor da Diretoria de Planejamento e Coordenação (1992/1993)

Assuntos

  • educação;
  • gestão pública;
  • Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE);
  • vinculação ENCE/IBGE;
  • extinção do curso técnico da ENCE

Sumário

  • infância, o início da escolaridade e a graduação no curso de engenharia civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • o convívio na UFPE com o grupo de professores portugueses excluídos do regime salazarista e a aptidão para matemática e probabilidade estatística;
  • o primeiro emprego na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), no período de Celso Furtado;
  • a realização do curso de mestrado em matemática no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a experiência como professor de matemática e probabilidade estatística;
  • o curso de doutorado em estatística (1966/1970) na Universidade de Berkeley, Califórnia (EUA);
  • o retorno ao Brasil e ao ITA e as atividades como professor colaborador no programa de mestrado da Universidade de São Paulo (USP), Departamento de Estatística;
  • o convite do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) para organizar curso de mestrado na área de estatística;
  • a contribuição do curso do IMPA para a formação de quadros técnicos e seus reflexos no ensino de estatística nas universidades;
  • a prioridade dada pelo IMPA à matemática pura em detrimento à matemática aplicada e a dissolução do curso de mestrado por divergências de orientação em 1987;
  • a nomeação na gestão de Edmar Bacha (1985/1986) para dirigir a ENCE no contexto da proposta de sua desvinculação do IBGE recomendada pela Comissão de Reforma Administrativa (CRA);
  • o movimento de professores, alunos e funcionários contrário à desvinculação da ENCE e a nomeação de Comissão pela direção do IBGE para reavaliar a questão;
  • a confirmação no cargo na gestão de Edson Nunes (1987/1988) para dirigir a ENCE com base no diagnóstico e nas recomendações da Comissão nomeada pela direção do IBGE;
  • a ênfase dada pela Comissão à continuidade da integração ENCE/IBGE e as questões relativas a atividade de pesquisa, endogenia e isolamento acadêmico;
  • o ensino e a pesquisa direcionados para o IBGE enquanto linha de trabalho nas gestões de Djalma Galvão Carneiro Pessoa (1987/1992 e 1993/1995), e o encaminhamento dado às questões relativas a pesquisa, metodologia, renovação do corpo docente, melhoria das instalações, intercâmbio, mudança de grade curricular, utilização da microinformática, treinamento de funcionários e edição da Revista Brasileira de Estatística;
  • a desativação pela direção do IBGE do curso técnico da ENCE entre os anos de 1991/1994;
  • a iniciativa de desvincular completamente a ENCE do IBGE durante a gestão de Edmar Bacha e os atritos com a direção eleita da ENCE e com o movimento de professores, alunos e funcionários;
  • o término do processo de eleição direta na ENCE com a substituição de Edson de Almeida Miguel Relvas por Djalma Galvão Carneiro Pessoa;
  • a integração ENCE/IBGE explicitada em função do necessário processo contínuo de qualificação profissional e implantação de novas metodologias;
  • a nomeação para a Diretoria de Planejamento e Coordenação e a experiência com a integração das áreas técnicas e as restrições orçamentárias entre 1992/1993;
  • a passagem dos servidores para o Regime Jurídico Único e os impactos do processo de aposentadoria e proibição de novas contratações no corpo docente da ENCE;
  • abordagem sobre a relevância da microinformática e intercâmbios internacionais para a qualidade dos trabalhos e o registro das dificuldades ainda existentes para o avanço de novas metodologias;
  • a permanência no IBGE como consultor e a opinião de que a existência da ENCE se deve à sua qualidade.