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Roberto Schmidt de Almeida (1946-    ), nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1946. Graduou-se em geografia pela Universidade Federal Fluminense - UFF, em 1971, com mestrado (1982) e doutorado (2000), também em geografia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ. Foi professor contratado no Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, entre 2004 e 2008. Ingressou no IBGE como estagiário, em março de 1970, quando teve contato com a nova geografia ou geografia quantitativa, sendo efetivado em julho de 1973. No IBGE, ocupou, entre outros, os cargos de Chefe da Divisão de Estudos Urbanos do Departamento de Geografia da Superintendência de Estudos Geográficos e Socioeconômicos da Diretoria Técnica (1983-1984), Chefe do Serviço de Assessoramento do Departamento de Geografia da Diretoria de Geociências (1991-1995) e Pesquisador Titular da Equipe de Memória Institucional do Centro de Documentação e Disseminação de Informações (1999-2003), além de importante participação em grupos de trabalhos temáticos, assessoramento de comissões técnicas, grupos de pesquisa, e em trabalhos de campo. Possui vasta produção bibliográfica, como artigos, trabalhos e livros publicados, que traduzem sua comprovada experiência na área geográfica, com ênfase em geografia urbana. Sua trajetória é também marcada por relevantes apresentações em congressos e encontros científicos. Aposentou-se pelo IBGE, em março de 2003.

 

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Área de Atividade: Geografia; Memória Institucional

Depoimento realizado no contexto do Projeto de História Oral. Integra o Sistema de Preservação e Disseminação da Memória Institucional e tem por objetivo reconstituir o processo de formação e evolução do IBGE.

Data: 08/04/2011

Local da gravação:Sala Manoel Antonio Soares da Cunha – IBGE/CDDI

Duração: 134 min

Dados biográficos do depoente

Nome completo: Roberto Schmidt de Almeida

Nascimento: Rio de Janeiro (RJ) – 13/01/1946

Data de entrada no IBGE: 05/03/1970

Data de saída ou aposentadoria: 21/03/2003

Formação ou cargo: Geógrafo

Principais atividades: Chefe Substituto do Departamento de Geografia da DGC (1990-1991); Chefe do Serviço de assessoramento do Departamento de Geografia da Diretoria de Geociências/DGC (1991-1995); Pesquisador Titular da Equipe de Memória Institucional do Centro de Documentação

Equipe

Levantamento de dados: Vera Abrantes; Leandro Malavota; Luigi Bonafé

Elaboração do roteiro: Vera Abrantes; Leandro Malavota; Luigi Bonafé

Entrevistadores: Vera Abrantes; Leandro Malavota; Luigi Bonafé

Gravação: José Luiz Felix da Costa (vídeo); Luigi Bonafé (áudio)

Sumário: Vera Abrantes

Copidesque do sumário: Luigi Bonafé

Indexação: Vera Abrantes; Luigi Bonafé

Assuntos:

  • expedições geográficas
  • inovações tecnológicas
  • aquisição de computadores
  • cartografia
  • XVIII Congresso Internacional de Geografia
  • estatística georreferenciada
  • geodésia
  • geografia crítica
  • Gelson Rangel de Lima
  • geografia física
  • geografia quantitativa
  • regionalização
  • Isaac Kerstenetzky
  • Jurandyr Pires Ferreira
  • memória institucional
  • pensamento geográfico francês
  • profissionalização dos geógrafos
  • capacitação profissional
  • Projeto Isaac Kerstenetzky
  • Simon Schwartzman
  • Revolução de 1964
  • criação do IBGE
  • Censo demográfico 1991
  • Speridião Faissol

Sumário do depoimento:

  • Formação escolar
  • emprego na White Martins Gases Industriais
  • atividade de montanhismo em 1965 e o início de um projeto de vida
  • o montanhismo vinculado à geografia
  • a decisão pela geografia como caminho para a universidade e a escolha pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
  • Gelson Rangel de Lima, professor da UFF e funcionário do IBGE, a ligação da geografia física e montanha, as mudanças que estavam ocorrendo na geografia
  • os anos 1968/ 1969
  • o convite informal e a orientação de Gelson Rangel em 1970, o contato com a nova geografia ou geografia quantitativa ao entrar para o IBGE como estagiário
  • a distorção do que seria a geografia quantitativa sem o conhecimento de estatística e matemática por parte de alunos e professores
  • a geografia francesa (ser humano e meio ambiente)
  • a ilegalidade no contrato dos estagiários ocasionada pelas modificações na estrutura do IBGE no início da década de 1970
  • Teixeira de Freitas e a criação do IBGE
  • a falta de homogeneidade no mapeamento dos municípios para o Censo de 1940 e a criação da geografia do IBGE em 1938
  • a vantagem de reunir estatística e geografia num único órgão
  • o IBGE como uma agência capilarizada do governo federal
  • a transformação do IBGE em Fundação, processo que vai de 1968 a 1973, e a mudança do regime de trabalho no governo militar
  • caos administrativo e caos acadêmico ocasionados pela mudança de estrutura no ano da sua entrada no IBGE (1970)
  • o geógrafo clássico e sua relação com a estatística feita pelo IBGE
  • a geografia francesa e os geógrafos
  • inovações tecnológicas e mudanças significativas na geografia
  • o uso do computador de grande porte como um banco de dados e a mudança para o uso difundido de terminais na gestão Simon Schwartzman
  • a gestão Isaac Kerstenetzky e a transformação do IBGE para agência de estatística em vez de apenas agência de rede de coleta
  • a multidisciplinaridade na estatística – existe uma rede de coleta, mas existe uma estrutura de estatística de qualidade
  • a formação escolar de alto nível da geografia
  • a “época de ouro” da geografia no Governo Juscelino Kubitschek de Oliveira
  • interferência da equipe técnica do governo e as mudanças ocorridas nas instituições
  • mudança de pensamento do governo federal, de tecnologia e de estrutura ocasionando melhorias no trabalho desenvolvido pelo IBGE
  • o avanço da informática, o georreferenciamento e o salto qualitativo na geografia
  • o poder da geodésia do IBGE por ser uma área extremamente técnica
  • a elaboração de mapas a partir das inovações tecnológicas
  • o início da geografia no IBGE como reconhecimento do território
  • as pesquisas geográficas de campo nas décadas de 1930, 1940, 1950
  • o incentivo da Instituição ao aperfeiçoamento dos geógrafos, o que não acontecia nas outras áreas do IBGE
  • o foco nos estudos de regionalização do país
  • os mestres formadores dos geógrafos do IBGE e como essa geografia passa a ser a mais importante do Brasil
  • o XVIII Congresso Internacional de Geografia (1956)
  • a importância de Jurandyr Pires Ferreira para a geografia
  • o computador Univac da Remington Rand
  • gestão Jessé Montello e a quebra da estrutura hierárquica da Casa
  • o processo de sindicalização no governo federal
  • Simon Schwartzman, a reestruturação da hierarquia no IBGE e o redimensionamento da questão sindical
  • o adiamento da realização do censo de 1990
  • o valor da história oral para a memória da Casa
  • a (re)constituição da memória institucional
  • Speridião Faissol e a geografia quantitativa
  • geografia crítica (marxistas) versus geografia quantitativa
  • o poder da geografia francesa na formação do geógrafo
  • as tomadas de decisões inerentes aos cargos de chefia
  • os cursos técnicos da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE)
  • o depoimento ao Projeto de História Oral e a sensação do dever cumprido como profissional da geografia.

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