Núcleo virtual da Rede de Memória do IBGE. Divulga publicações, vídeos, instrumentos de pesquisa, sínteses históricas, depoimentos e demais produtos de memória empresarial construídos pelos servidores do IBGE


Quem é Bartolomeu?

 

O sapo Bartolomeu é um mascote criado em meados dos anos 1980 como marca do “Projeto Memória do IBGE”. Ele deu origem ao que se chamou então de “Comenda do Bartolomeu”, criada para ser concedida a servidores(as) de todas as unidades regionais e órgãos do IBGE que foram colaboradores do Projeto. Em sua origem, Bartolomeu simbolizava, portanto, a união de esforços, em âmbito nacional, com o objetivo de reconstituir a “evolução histórica da Entidade” (R.PR-59/85). Quase 30 anos depois, o resgate e a atualização da marca original do Projeto, bem como do sentido de que se revestiu (de articulação nacional em torno de objetivo comum de preservação da memória), pode servir ao esforço, ora em curso, de construção da Rede de Memória do IBGE, de caráter permanente. Tal projeto demandará, mais uma vez, o envolvimento de todos(as) os(as) servidores(as) do IBGE no trabalho ininterrupto de perpetuar a memória institucional.


Quem é Bartolomeu?

Na coleta das informações sobre os primeiros 50 anos anos de história do IBGE o envolvimento dos servidores foi de tamanha envergadura que ensejou a proposta de uma marca para o Projeto Memória – cuja característica, na concepção de suas idealizadoras, deveria ser a originalidade. Surgiu então o mascote “Bartolomeu”, simbolizado por um sapo, bem como a “Comenda do Bartolomeu”, utilizada como instrumento de mobilização de servidores(as) e entregue  aos “guardiões” da memória institucional como forma de reconhecimento/retribuição, principalmente pelas doações de documentos textuais, iconográficos e/ou audiovisuais para o acervo do Projeto, que hoje está sob a guarda da CDDI/GEBIS.

O mascote, sua origem, seu significado e sua associação com o Projeto Memória foram apresentados e amplamente divulgados na edição nº 3 da revista Nova Imagem. A primeira versão do desenho do sapo "Bartolomeu”, que ilustrou a capa deste número da revista, foi atribuída ao “desenhista Ricardo Franco do Nascimento”, advogado, que “participou, como Agente Censitário, do Censo de 1980”.

A escolha do batráquio foi fruto de uma livre associação entre a história do IBGE e o sapo de uma fábula infantil conhecida, que até hoje ainda é mencionada, vez ou outra, nos meios políticos e em órgãos midiáticos (principalmente em sátiras políticas). Na versão da fábula, um escorpião precisa da ajuda do sapo para atravessar um rio, para sobreviver a uma enchente na floresta. Apesar da resistência inicial, o batráquio aceita carregar o lacrau nas costas até a outra margem do rio, após ser convencido das boas intenções do escorpião, que morreria afogado caso ferroasse sua “carona” durante o trajeto.

Em sua forma original, a história termina de maneira trágica: o escorpião não resiste à tentação de ferroar seu salvador, mesmo sabendo que ambos morreriam afogados. Enquanto afundam para a morte, o anuro questiona o ato de seu algoz, que afinal morreria junto com ele. Ao que o aracnídeo responde: “Desculpe, amigo sapo. É a minha natureza”.

Mas, na versão criada pelas fundadoras do Projeto Memória, o fim da história é outro: “Bartolomeu” é o sapo que sobreviveu à ferroada do escorpião – e seu desenho retrata, de forma coerente, um batráquio machucado, repleto de curativos, mas que sorri e faz sinal de “positivo” com o polegar ferido. Quem explica a diferença é Maria das Graças de Oliveira Nascimento, em reportagem da Nova Imagem intitulada “Bartolomeu, um sapo que escapou do escorpião: Apesar de todos os pesares, conseguimos preservar nossa Memória": 

“No caso do Projeto Memória, Bartolomeu consegue sobreviver a todas as ferroadas, ao veneno letal de todos os elementos de desagregação que se desencadearam contra o IBGE ao longo dos anos. E a Instituição acabou conseguindo preservar o essencial de sua Memória. E só a grandeza desta façanha já bastaria para compensar o dano irreparável de certas perdas e destruições. Quem quiser fazer críticas ao símbolo tem de se lembrar primeiro da maldade das ferroadas. E acabará entendendo por que é uma honra ser membro do clube do Sapo Bartolomeu.”      

  (Nova Imagem, nº 3, mar.-abr. 1986, p. 28)


Por quê atualizar o mascote?

Quase 30 anos depois da criação do Projeto Memória, a proposta de construir uma Rede de Memória do IBGE em caráter permanente, sistemático e institucional, que não se restrinja nem se encerre em torno de uma efeméride, demandará o envolvimento de servidores(as) das diversas unidades regionais, órgãos, coordenações e setores da Casa.

Tal mobilização deverá alcançar abrangência nacional, como aconteceu no contexto dos preparativos para a efeméride do Cinquentenário da instituição – iniciados oficialmente com a criação do Projeto Memória do IBGE (R.PR-59/85). Por esse motivo, considera-se adequado e pertinente o resgate daquele símbolo original, em seu triplo sentido: de mascote e marca do Projeto Memória (agora ampliado para Rede de Memória do IBGE); de instrumento de estímulo em torno do objetivo comum e nacionalmente difundido de preservação da memória institucional; e de símbolo/metáfora da autonomia técnica e da resistência dos ibgeanos contra várias modalidades de tentativas de usos políticos instrumentais do órgão – que hoje é componente essencial da credibilidade da instituição e de sua auto-imagem. 


Bartolomeu ontem e hoje

Acompanhe o crescimento e amadurecimento do sapo que sobreviveu ao escorpião:

19862013
Bartolomeu original Bartolomeu, o sapo que sobreviveu ao escorpião
O Bartolomeu "original", marca do Projeto Memória do IBGE.
Autor: Ricardo Franco do Nascimento, Agente Censitário do Censo de 1980.
O Bartolomeu atual, marca da Rede de Memória do IBGE. 
Autor: João Carlos de Melo Rodrigues (CDDI/GEON).

 

 


© 2017 IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística