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Administração pública

A reforma administrativa brasileira. Revista do Serviço Público, Rio de Janeiro, ano XVI, v. 2, n.2, p. 5-31, maio 1953.

Resposta aos 12 quesitos formulados pelo Diário de Notícias, em edição de 06.01.1953, à propósito do projeto de reforma de base da administração pública brasileira. Esclarece o sentido integral da reforma e aponta dois rumos que lhes são essenciais: previsão e delineamento do sistema de coordenação intergovernamental extensivo aos Estados e aos Municípios; fixação dos princípios orgânicos da reestruturação do funcionalismo federal.

Censo 1920

O recenseamento de 1920 em Minas Gerais. Belo Horizonte: IBGE: Junta Executiva Regional de Minas Gerais, 1939. 62p.

Relatório apresentado ao Dr. José Luiz Sayão de Bulhões Carvalho, Diretor Geral de Estatística, no desempenho da função de Delegado Geral no Estado de Minas, em 31.12.1921. Exposição das linhas essenciais do plano censitário, contemplando condições, apreciações, resultados, custos e conclusões da campanha. Inclui sugestões administrativas para a unificação e funcionamento da Delegacia de Estatística no Estado de Minas Gerais. Documento original datilografado, publicado em 1951 na Série B, Documentos censitários, 2.

Recenseamento do centenário. Belo Horizonte: Imprensa Official do Estado de Minas, 1920. 29 p.

Conferência lida em 13 de maio de 1920, na sede do Clube Acadêmico de Belo Horizonte na função de Delegado Geral de Recenseamento no Estado de Minas Gerais. Breve retrospecto dos censos anteriores. Introduz o programa do 5. Recenseamento Geral da República, a ser realizado por ocasião das comemorações do Centenário da Independência, arrolando demografia, economia, indústria e agricultura.

Divisão territorial

Brasília, Capital do Brasil. In: A LOCALIZAÇÃO da nova capital da República. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. parte 2: esclarecimentos e sugestões, cap. 3, p.71-91.

Entrevista concedida ao Diário Trabalhista do Rio de Janeiro e publicada a sua súmula na edição do dia 13.09.1948. Situa os objetivos das pesquisas do Serviço de Estatística da Educação e Saúde e sua vinculação com o Ministério da Educação e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Destaca a importância das publicações Anuário Estatístico do Brasil e O Ensino no Brasil. Reconhece as deficiências da obra educativa nacional e indica como uma das causas o fato do Brasil ser um país ainda por se organizar. Sugere alterações para reverter este panorama ao defender, com algumas modificações, o Plano Segadas Viana apresentado em 21.10.1932. Discorre sobre a transferência da Capital da República para o Planalto Central e apresenta razões e prognósticos que sinalizam a necessidade de se efetivar o processo de interiorização do Brasil.

A criação de novos territórios. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. 3, n.12, p. 1041-1060, out./dez. 1950.

Carta dirigida ao Deputado Hugo Carneiro em que preconiza a emenda da Constituição no sentido de facilitar a criação de novos Territórios Federais, visando não apenas à descentralização do governo, mas também, e sobretudo, a canalizar os recursos indispensáveis para criar núcleos populacionais nas áreas que ainda se encontram à margem pela desigualdade na distribuição do patrimônio territorial brasileiro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e a segurança nacional. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 1, n.1, p. 100-103, jan./mar. 1940.

Estabelece relação entre segurança nacional e o conhecimento exato da realidade geográfica e estatística da Nação brasileira, através dos suportes Território e Povo.

Notas para o estudo da sugestão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística relativa à mudança da Capital do Brasil para Belo Horizonte. Rio de Janeiro: IBGE, 1943. 22 p.

Estudo sobre a localização do futuro Distrito Federal: a escolha do planalto central de Goiás - região de Formosa; Belo Horizonte como capital provisória; e a compensação política e o destino da cidade do Rio de Janeiro. Enfatiza o reajustamento do quadro territorial brasileiro e sugere a criação de departamentos como unidades político-territoriais.

Palavras de agradecimento. In: A LOCALIZAÇÃO da nova capital da República. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. parte 2: esclarecimentos e sugestões, cap.2: p.37-69.

Carta enviada ao General Djalma Poli Coelho, em 09 de junho de 1947, acusando recebimento do relatório preliminar sobre a localização da futura capital do Brasil: manifesta apoio irrestrito aos argumentos expostos naquele documento e solidariza-se com as ideias coincidentes sobre a transferência da Capital da República para o Planalto Central; justifica a mudança provisória da Capital Federal para Belo Horizonte; faz sugestões que contemplam a integração equitativa do território nacional; e discorre sobre os benefícios humanos, econômicos e políticos advindos com a transferência da sede do governo para o interior ao tecer considerações sobre as bases do plano que objetiva a reconstrução nacional.

Problemas de base do Brasil. 3.ed. Rio de Janeiro: IBGE, 1950. 76p.

Estudo sobre problemas brasileiros focalizados a partir de uma ampla visão da situação nacional, anexo à Resolução número 279, de 19 de julho de 1945, elaborado em 1941 pela Secretaria-Geral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Aponta diretrizes para a política brasileira, orientada pela necessidade de se reorganizar o país. Elenca objetivos intervinculados a serem atingidos pela reestruturação nacional, cuja enumeração é possível em decorrência das revelações que os inquéritos geográfico-estatísticos propiciam: equilíbrio e equidade na divisão territorial política; interiorização da Metrópole Federal, com a demarcação da área do futuro Distrito Federal; ocupação efetiva do território; instituição de Colônias-Escola; unificação, racionalização e tecnicidade do aparelho administrativo; articulação, solidariedade e interação das órbitas governamentais autônomas; e unidade da língua nacional.

Problemas de organização nacional. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 2, n. 6, p. 277-282, abr./jun. 1941.

Projeto de diretivas para a criação dos territórios militares federais nas zonas despovoadas e ainda não organizadas do Brasil.

A propósito de um discurso na Assembleia Constituinte. In: A LOCALIZAÇÃO da nova capital da República. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. parte 2: esclarecimentos e sugestões, cap. 1: p.31-36.

Carta ao Deputado João d'Abreu, representante de Goiás, datada de 15 de junho de 1946, em que congratula pelo discurso proferido na Assembleia Constituinte, a propósito da mudança da Capital Federal para o Planalto Central de Goiânia, próximo à cidade de Formosa. Apela aos Constituintes mostrando o papel histórico na decisão e execução do projeto de transferência da sede do governo; exalta as vantagens geomorfológicas e socioeconômicas do processo de interiorização como fator de unidade nacional.

O reajustamento territorial do quadro político do Brasil. Rio de Janeiro: IHGB, 1932. 65p.

Conferência realizada em sessão de 28 de outubro de 1932, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), na função de Diretor Geral de Informações, Estatística e Divulgação do Ministério da Educação e Saúde Pública. Analisa plano de redivisão do quadro político brasileiro tendo como base estudos estatísticos e cartográficos, fixando limites e indicando os pontos das novas capitais e a delimitação da futura Capital da República. Publicado: Revista do Instituto Histórico e Geographico; Boletim, em 1936, com preâmbulo do Conde de Afonso Celso; Revista Brasileira de Estatística, v.8, n.29, p.109-124, jan./mar. 1947, com ulterior revisão do texto, gráfico e mapa, pelo autor.

A redivisão política do Brasil. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 3, n.3, p. 533-554, jul./set. 1941.

Estudo apresentado em 1º de dezembro de 1937 perante um grupo de brasileiros de elevadas responsabilidades na direção de negócios públicos. Posteriormente editado pela relevância, interesse e atualidade do tema. A questão da redivisão territorial é examinada em todos os seus aspectos, fixando as grandes linhas de sua solução, quer pelo estabelecimento de relativa equivalência de área entre as grandes unidades políticas, quer pela simultânea transformação do quadro municipal em um sistema de comunas interconsorciadas em departamentos. Republicado, também, em 1948, 2.ed. pelo IBGE.

O revisionismo territorial brasileiro. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. 2, n. 8, p. 793-808, out./dez. 1949.

Entrevista concedida ao jornal A Manhã onde são formuladas considerações em torno do tema de grande repercussão nacional. Dividida em duas partes, inicialmente discorre sobre aspectos da vida brasileira e mostra o alcance que as medidas revisionistas trariam para a sociedade; no segundo momento, esclarece o conceito redivisão territorial, e faz explanação do plano que contempla novas bases geográficas e políticas no que se refere a divisão, nomenclatura, e localização de estados, municípios, territórios e capital federal.

A transferência da Capital. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. 4, n.13, p. 59-63, jan./mar. 1951.

Transcrição da entrevista concedida à revista O Observador Econômico e Financeiro e publicada em janeiro de 1951, acerca da relevante questão da mudança da Capital da República para o Planalto Central. Destaca a importante decisão da Câmara dos Deputados ao se pronunciar sobre a escolha definitiva do local para a transferência da metrópole brasileira. Relata as vantagens do lugar escolhido pelo fato de propiciar a integração de um sistema nacional de comunicações. Analisa as repercussões que a medida exercerá sobre a vida do país e, de modo particular, com referência aos problemas do Rio de Janeiro.

Educação

A evasão escolar no ensino primário brasileiro. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 1, n. 4, p. 697-722, out./dez. 1940.

Estudo sobre aproveitamento escolar no ensino primário, em que realiza acompanhamento integral da população escolarizada no período 1932-1937. Tomando como referência a tese Dispersão demográfica e escolaridade, apresentada no IX Congresso Brasileiro de Geografia, realizado em Florianópolis entre 7 e 16 de setembro de 1940, aprofunda sua análise através dos elementos fornecidos pela estatística educacional, para depois traçar panorama do rendimento escolar naquele período. Adverte que os números reproduzidos apresentam regressão cultural não por falta de escolas, mas por falta de ensino; sinaliza despesa improdutiva em virtude dos fatores apontados; e denuncia que os índices reproduzem situação de extrema severidade que atestam o fracasso da obra do governo em sua missão educativa.

Ainda a evasão escolar no ensino primário brasileiro. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 2, n. 7, p. 553-642, jul./set. 1941.

Esclarecimentos prestados à Sociedade Brasileira de Estatística, em sua sessão pública de 16 de julho de 1941, a propósito do trabalho Evasão escolar no ensino primário brasileiro, tendo em vista os comentários do professor Lourenço Filho, em sessão anterior realizada na mesma Sociedade. Recorre aos dados estatísticos para responder às críticas, expondo os pontos em torno dos quais giram dúvidas e divergências: o ano-base de 1932; a taxa de mortalidade, a evasão escolar da população de 7 anos; o crédito e o débito; promoções e não-promoções; alfabetização escolar; o superavit e o optimum dos índices; e a incapacidade pedagógica e social da escola. Denuncia que os erros do passado continuam mantidos e se acumulam. Confirma a situação grave que a interpretação de alguns índices aponta, requisitando não mais escolas e, sim, melhores escolas de ensino fundamental.

Ainda em prol da educação rural. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 5, n.17, p. 126-142, jan./mar. 1944.

Palestra realizada na Sociedade dos Amigos de Alberto Torres, em sessão de 06 de março de 1934, em que sugere a criação de um centro de organização agrária apropriado às condições sociais e econômicas da população rural.

Dispersão demográfica e escolaridade. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 1, n.3, p. 497-527, jul./set. 1940.

Tese apresentada no 9º Congresso Brasileiro de Geografia, Florianópolis, setembro de 1940: estudo sobre a situação do ensino primário brasileiro realizado em 1937, tendo como base os elementos fornecidos pela estatística educacional.

O ensino primário brasileiro no decênio 1932-1941. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 7, n. 26, p. 261-320, abr./jun. 1946.

Relatório apresentado ao Ministro da Educação e Saúde sobre os trabalhos do Serviço de Estatística da Educação e Saúde, em 1945 - parte terceira. Divulga e interpreta resultados estatísticos da educação popular no Brasil, distinguindo ensino urbano e rural. Oferece visão panorâmica do sistema educacional durante um decênio em seus segmentos matrículas e aprovação escolar. Publicado, também, como separata do mesmo número da revista.

A escolaridade média no ensino primário brasileiro. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 8, n. 30/31, p. 395-474, abr./jun. 1947.

Estudo para determinar a permanência média dos alunos nas escolas primárias rural e urbana. Identifica a escolaridade efetiva nas modalidades restrita e global, no período 1932/1941.

A Estatística e a organização nacional. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 2, n. 5, p. 90-105, jan./mar. 1941.

Palestra pronunciada em 27 de janeiro de 1941, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, como ponto do programa do curso de férias oferecido ao magistério primário estadual pela Associação Brasileira de Educação, sob o patrocínio daquela entidade e do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos. Publicado, também, na Bahia em 1941.

O exército e a educação nacional. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 8, n. 32, p. 920-937, out./dez. 1947.

Conferência dedicada ao Exército Nacional e pronunciada no Instituto de Educação do Rio de Janeiro, encerrando a Semana de Educação, de 1935, na qualidade de Diretor do Serviço de Estatística da Educação e Saúde e presidente da Associação Brasileira de Educação. Focaliza a realidade brasileira, situando-a no contexto de tendências desencontradas e rumos incertos que a ordem estabelecida indica. Delineia o processo de solução, apontando a educação como caminho determinante da construção da organização nacional.

Formação do homem brasileiro como trabalhador e cidadão da democracia: flexibilidade dos cursos como fator da educação democrática. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 7, n. 25, p. 83-112, jan./mar. 1946.

Estudo solicitado pela Associação Brasileira de Educação e destinado ao IX Congresso Brasileiro de Educação, realizado na cidade do Rio de Janeiro, de 23 a 28 de junho de 1945. Expressa princípios, diretrizes, critérios, dados estatísticos e previsão de orçamento de um Sistema de Educação Primária e Profissional Popular. Publicado, também, In: Estatística e educação; coletânea de pronunciamentos e decisões do Conselho Nacional de Estatística oferecida e dedicada ao Seminário Interamericano de Alfabetização e Educação de Adultos. Rio de Janeiro: IBGE, 1949, p.178-209.

Os grandes rumos da organização nacional observados à luz da Geografia e Estatística. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v. 2, n. 5, p. 1-44, jan./mar. 1949.

Conferência lida ao Corpo Discente da Escola de Estado Maior do Exército, em 13 de novembro de 1948. Expõe aspectos fundamentais do problema da organização nacional como fator de segurança da Pátria. Propõe programa de reestruturação baseado na reforma administrativa e reforma político-territorial. Discorre sobre a conveniência de se mudar a capital para o interior, analisando suas vantagens em proveito da integração nacional.

Novos objetivos para a educação no Brasil. In: ESTATÍSTICA e educação; coletânea de pronunciamentos e decisões do Conselho Nacional de Estatística oferecida e dedicada ao Seminário Interamericano de Alfabetização e Educação de Adultos. Rio de Janeiro: IBGE, 1949, p.209-219.

Ensaio publicado em O Jornal, em 15 de abril de 1945, focaliza os fundamentos da educação brasileira e sobre eles discorre: justiça, ordem e eficiência. Propõe a organização de um sistema educacional democrático, exequível e gratuito que atenda a esses objetivos, indo do ensino primário, complementar e secundário até ao ensino superior, propiciando formação completa de modo a desenvolver a consciência social e o preparo cultural e psicológico das novas gerações. Estabelece distinção entre formação científica, humanística ou clássica para a juventude. Critica a organização da escola primária quanto à insuficiência no seu número e ineficiência na qualidade; aponta algumas causas que interferem nos resultados e faz apelo para que a escola regenerada se integre ao seu verdadeiro papel social.

O órgão de estatística do Ministério da Educação e Saúde, antes e depois do IBGE. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 4, n.14, p. 235-248, abr./jun. 1943.

Súmula sobre a criação e desenvolvimento do Serviço de Estatística da Educação e Saúde, destacando programa, atribuições e estrutura de pessoal. Identifica propósitos comuns entre o órgão de estatística do Ministério da Educação, o IBGE e o Conselho Nacional de Estatística.

Problemas de organização nacional. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 2, n. 6, p. 277-282, abr./jun. 1941.

Projeto de diretivas para a criação dos territórios militares federais nas zonas despovoadas e ainda não organizadas do Brasil.

O que dizem os números sôbre o ensino primário. São Paulo: Companhia Melhoramentos de São Paulo, 1937. 174 p.

Desenvolve dois estudos, apresentados, respectivamente, à Associação dos Amigos de Alberto Torres, em abril de 1936 e ao 1º Congresso Brasileiro de Ensino Rural, realizado em São Paulo, em agosto de 1937. Aponta as falhas e os desequilíbrios da educação primária no Brasil, expostos através de dados minuciosamente recolhidos e rigorosamente interpretados.

A radio difusão educativa. Revista Nacional de Educação, Rio de Janeiro, ano I, n.8, p.69-72, maio 1933.

Conferência pronunciada em 23 de maio de 1933 na Hora Católica do Radio Clube do Brasil. Focaliza a realidade brasileira, situando-a no contexto de difusão da instrução primária. Sugere o apoio de instrumentos auxiliares – livro, jornal, rádio e cinema –, no sentido de manter e ampliar a alfabetização proporcionada pela escola. Constata a falta de sistematização e critérios de orientação para o uso da rede nacional de radiodifusão para fins culturais.

Ensino e difusão do esperanto

O esperanto e a educação. O Brasil Esperantista, [s.l., s.v., s.n.], p. 5, jan./mar. 1944 (xerox).

Artigo transcrito do jornal Folha Carioca, enaltece os valores que dignificam a humanidade no seu esforço construtivo de buscar a paz, cooperação e fraternidade entre os indivíduos. Atribui ao esperanto, pelo caráter universal da língua, a possibilidade de ser instrumento de educação entre os povos. Vertido para o espanhol e publicado no informe do Instituto de Esperanto Montevideo, n.3, sob o título El mundo de post-guerra necessita el esperanto.

O esperanto no Brasil. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 6, n. 22, p. 197-206, abr./jun. 1945.

Resenha histórica sobre os antecedentes e o desenvolvimento do movimento esperantista no Brasil, sua área de atuação, congressos realizados, e sua aproximação com instituições nacionais na área administrativa e educacional. Publicado, também, em Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. 140 p. (Documentos para disseminação. Memória Institucional, 1).

O idealismo e o esperanto. Rio de Janeiro: IBGE, 1954. 51p.

Discurso pronunciado na sessão inaugural da I Convenção Fluminense de Esperanto, realizada no salão nobre do Liceu Nilo Peçanha em Niterói, a 05 de novembro de 1953. Estabelece sinergia entre idealismo e a paz, conclamando os homens a refletirem sobre o futuro da humanidade. Exalta o esperanto como instrumento para a comunhão universal de ideias e sentimentos e situa a importância desse universalismo na divulgação da estatística no Brasil e no mundo.

A nova era: a era da mundialidade e o esperanto. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 9, n. 36, p. 643-656, out./dez. 1948.

Conferência pronunciada na Sociedade Brasileira de Estatística, sob os auspícios do Departamento de Cultura do Clube Militar. Teixeira de Freitas expõe a importância da participação do Esperanto na obra de entendimento humano, condição essencial à paz universal.

Estatística

Despesas federaes com assistencia cultural e medico-sanitaria em 1932. Districto Federal: Ministério da Educação e Saude Publica, 1935. 17 p.

Exposição dos levantamentos estatísticos sobre finanças públicas federais referentes a assistência cultural e médico-sanitária no ano de 1932 levados a efeito pela Diretoria Geral de Informações, Estatística e Divulgação. O trabalho analisa onze tabelas, distribuídas em três grupos: Sinopse Geral; Despesas com educação e cultura; Despesas com saúde e assistência médico-social, concluindo que a União teria que dispender em todas as suas Unidades mais do que realmente gastou em 1932 para o desenvolvimento cultural de suas populações.

Em defesa das "Estatísticas Brasileiras" . Rio de Janeiro: IBGE, 1952. 65p.

Explanação encaminhada ao Ministro da Justiça, Dr. Francisco Negrão de Lima pelo Secretário-Geral do Conselho Nacional de Estatística, em 27 de fevereiro de 1952, prestando esclarecimentos sobre a crise no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referente a controvérsia de natureza técnica no que diz respeito à economia, atualidade e exatidão dos processos estatísticos em vigor.

Os cinco últimos septênios da evolução estatística brasileira. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 4, n.15, p. 515-530, jul./set. 1943.

Entrevista concedida ao jornal A Manhã, publicada em 09 de agosto de 1943, por ocasião da edição comemorativa do segundo aniversário do matutino. Destaca a evolução da estatística oficial do país nos últimos trinta e cinco anos, registra um longo panorama das atividades geográficas e estatísticas, e reconstitui fatos de marcante relevo para este setor da administração pública. Publicado, também, em Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. 140 p. (Documentos para disseminação. Memória Institucional, 1).

A estatística e a reforma social. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 11, n. 44, p. 527-552, out./dez. 1950.

Conferência apresentada no Curso de Informações, do Conselho Nacional de Estatística, em 11 de setembro de 1950. Abordagem conceitual sobre política e a ordem social, geopolítica e a sociopolítica. Expõe as condições de trabalho do aparelho investigador, suas necessidades, ideário e a situação do órgão que responde pelas pesquisas estatísticas no Brasil.

A estatística e o equilíbrio econômico-social. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 5, n.17, p. 107-116, jan./mar. 1944.

Relator do parecer sobre a tese do professor Oscar Egídio de Araújo, cujas conclusões foram aprovadas no I Congresso Brasileiro de Economia. Focaliza temas referentes à Estatística como instrumento de orientação da economia brasileira, elevação do padrão de vida do país e contribuição dos inquéritos para melhorar as condições de alimentação, trabalho e bem-estar das classes populares. Publicado artigo-resumo sobre o mesmo tema no periódico Oeste, de Goiânia, em maio de 1944.

Estatísticas necessárias ao estudo e orientação da economia brasileira. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 6, n. 21, p. 29-34, jan./mar. 1945.

Trabalho apresentado no I Congresso Brasileiro de Economia, em colaboração com João Mesquita Lara. Aborda a importância da aplicação do método estatístico ao estudo dos fatos sociais, indicando a necessidade de se aprofundar as investigações em outros setores que ultrapassem a esfera da administração pública nacional.

Estudo estatístico do movimento do registro geral da propriedade immovel no Districto Federal. Rio de Janeiro: Diretoria do Serviço de Estatística do Ministério da Agricultura, Indústria e Commercio, 1913. 233 p.

Memória apresentada à Diretoria do Serviço de Estatística, 3ª Seção, em 10.10.1912, como participante da Comissão encarregada de elaborar o movimento estatístico do registro geral das transações realizadas no triênio 1907 e 1909, em colaboração com o também 3º oficial Milcíades José Gonçalves. Contém sinopse sobre o movimento do registro geral no período de 1890 e 1909 sem, contudo, entrar na análise e no comentário dos dados estatísticos referentes a este período. Inclui índice dos assuntos estatísticos abordados no trabalho.

Labéu infamante atirado à face de tôda uma honrada classe de servidores da Nação. CONSELHO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. Atas das sessões realizadas em 1952: ata da nonagésima primeira sessão extraordinária da Junta Executiva Central. 1952. 23 p.

Carta dirigida ao Presidente Getúlio Vargas, em 05.01.1952, à propósito da crise gerada pelas declarações do General Djalma Polli Coelho, presidente do IBGE, que em carta publicada no Correio da Manhã, de 30.12.1951, faz acusações consideradas gravíssimas aos serviços estatísticos. Rebate a improcedência das imputações infamantes que estigmatizam e ferem a honra da classe de servidores e a dignidade nacional. Transcrita em Ata por indicação do Dr. Raul Lima, Diretor de Estatística da Produção. Apresenta-se, também, em documento para divulgação, datilografado.

Os serviços de estatística do Estado de Minas Gerais. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v. 4, n.13, p. 107-130, jan./mar. 1943.

Conferência pronunciada na Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, em sessão realizada em 2 de outubro de 1931: trabalho sobre as principais realizações do sistema estatístico em âmbito regional, referência para outras iniciativas de grande alcance para o progresso da estatística no Brasil. Publicado, também, em Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. 140 p. (Documentos para disseminação. Memória Institucional, 1).

Teses estatísticas. Florianópolis: IBGE, 1939. 58p.

Recomendação apresentada à 2ª sessão ordinária da Assembleia Geral do Conselho Nacional de Estatística, realizada em 18 de julho de 1938, onde propõe ao estudo dos estatísticos brasileiros as 33 teses que forneceram os precedentes da organização do Instituto Nacional de Estatística e as diretrizes práticas que orientaram as atividades iniciais. As 33 teses constituem indicações que deveriam ser submetidas à 1ª Conferência Nacional de Estatística, convocada para 12.10.1930 e não realizada em virtude dos acontecimentos políticos de 1930. Publicada, também, em Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. 140 p. (Documentos para disseminação. Memória Institucional, 1).

Unificação e aperfeiçoamento das estatísticas nacionais. Belo Horizonte: Serviço de Estatística Geral de Minas Gerais, 1935. 10 p. (original datilografado).

Indicação apresentada à Comissão de Diretores dos Serviços Federais de Estatística, reunida em sessão de 15 de maio de 1935. Aponta a necessidade dos Estados iniciarem a coordenação, levantamento e divulgação dos elementos cartográficos, estatísticos, corográficos, históricos e administrativos da vida comunal dos seus municípios a fim de elaborar publicações periódicas: Atlas Municipal Estatístico-chorographico e Annuário de Legislação e Administração Municipal.

IBGE

O Conselho Nacional de Estatística e suas atividades em 1946. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v.7, n.27, p.519-528, jul./set. 1946.

Discurso-relatório apresentado no encerramento da VII Sessão Ordinária da Assembleia Geral do Conselho Nacional de Estatística, em julho de 1946. Reúne resenhas dos trabalhos realizados e constata que os resultados apontados pelos relatórios correspondem aos objetivos fixados. Expressa moções gratulatórias, prossegue com matéria deliberativa, comprova a assertiva dos serviços em andamento e exalta o sistema estrutural estatístico à nível nacional e internacional.

O Conselho Nacional de Estatística no "batismo cultural" de Goiânia. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v.3, n.11, p. 451-460, jul./set. 1942.

Discurso-relatório pronunciado no encerramento da V Sessão Ordinária da Assembleia Geral do Conselho Nacional de Estatística, em julho de 1942, onde são ressaltadas iniciativas cívicas e culturais apoiadas pela Instituição, são propostos procedimentos deliberativos e traçadas diretrizes organizacionais para as Agências Municipais de Estatística.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e os governos regionais. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v.1, n. 2, p.270-276, abr./jun. 1940.

Discurso pronunciado na sessão solene em que o IBGE homenageou os chefes dos governos regionais, em novembro de 1939. Enaltece as realizações políticas do presidente Getúlio Vargas no tocante à consolidação da unidade nacional. Destaca a confiança no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por parte do Governo da República, na empresa fundamental e grandiosa de conhecimento das condições existenciais do território brasileiro.

Instituto Nacional de Estatística. Resolução número 135, da Assembléia Geral do Conselho Nacional de Estatística, de 21 de julho de 1937 (Anexo).

Discurso pronunciado em 29 de maio de 1936, em solenidade realizada no Palácio do Catete, na qualidade de Diretor da Estatística do Ministério da Educação, falando em nome dos estatísticos brasileiros no ato de instalação do Instituto Nacional de Estatística. Publicado, também, em Teixeira de Freitas: pensamento e ação. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. 140 p. (Documentos para disseminação. Memória Institucional, 1).

Municipalismo

A celebração do "Dia do Município". Boletim Geográfico, Rio de Janeiro, v.1, n.3, p. 3-4, jun.1943.

Breve apreciação em que enaltece o significado da celebração do Dia do Município, instituído pelo Decreto-Lei nº 846, de 9 de novembro de 1938. Comenta a execução do Decreto-Lei Nacional número 311, que anula as anomalias do quadro territorial brasileiro através da Lei Geográfica do Estado Novo, submetendo-o a critérios disciplinadores no que diz respeito a nomenclatura, nucleação e hierarquia.

A Fundação Serviço Social Rural. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v.4, n.15, p.345-352, jul./set.1951.

Entrevista concedida à Agência Nacional onde relata impressões à respeito do projeto de lei que visa instituir a Fundação Serviço Social Rural. Responde aos quesitos: urgência da assistência social nos meios rurais; o verdadeiro alcance do Serviço Social Rural; a sua forma jurídica como entidade de Direito Privado, cujo objetivo será exercer o serviço social rural na totalidade dos municípios brasileiros; e a apreciação do projeto e o esquema em que se apoia o governo para implantá-lo. Faz sugestões não indispensáveis ao projeto - que considera conciso -, mas que o tornariam mais proveitoso no tocante aos aspectos financeiro, administrativo e técnico.

O municipalismo e as pesquisas estatísticas. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v.3, n.10, p. 324-336, abr./jun.1950.

Declarações prestadas à Revista Brasileira dos Municípios sobre o I Congresso Nacional dos Municípios Brasileiros, realizado em Petrópolis de 02 a 09 de abril de 1950, marco que assinala nova consciência na evolução política nacional. Relata as deliberações votadas, destaca a importância dos levantamentos estatísticos e geográficos na interpretação na base municipal. Registra as dificuldades da pesquisa educacional e seus resultados; a atualidade dos serviços estatísticos; a inclusão dos serviços geográficos e sua conveniente estruturação; o êxito da estatística educacional e sua experiência pioneira na utilização do princípio de cooperação interadiministrativa.

O problema do município no Brasil atual. [Belo Horizonte?]: Officina Graphica do Departamento de Educação, 1935. 42 p.

Conferência pronunciada na cidade de Ponte Nova, Minas Gerais, em outubro de 1934, promovida pela Sociedade dos Amigos de Alberto Torres, por ocasião da II Semana Ruralista Brasileira. Propõe um conjunto de ideias: agrupamento dos municípios em departamentos, atuando entre a organização estadual e municipal; e estímulo à cooperação interadministrativa e suas consequências no âmbito da Estatística e da Geografia. Publicada, também, na Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v.4, n.16, p.699-714, out./dez.1943.

Socialização rural. Revista Brasileira dos Municípios, Rio de Janeiro, v.1, n. 3-4, p. 291-302, jul./dez.1948.

Conferência realizada na Fundação Getúlio Vargas dirigindo-se aos integrantes do Curso de Professores e Orientadores Rurais com o objetivo de debater tema relevante à organização da vida rural brasileira. Partindo da premissa de que a verdadeira socialização daquela parcela desprivilegiada ainda está por se realizar, propõe que sejam revistas as condições sociais do homem do campo através da formulação de diretivas para funcionamento das sociedades rurais. Tais associações, na forma prevista, integrar-se-iam ao plano de cooperação interadminstrativa traçado pelo IBGE.

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