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Atividades geográficas

Informe sôbre as atividades geográficas no Brasil (no período de janeiro de 1959 a julho de 1961). Apresentado pelo representante do Brasil junto à Comissão de Geografia do IPGH, Eng. Fábio de Macedo Soares Guimarães, à VI Reunião Pan-Americana de Consulta Sôbre Geografia, realizada na cidade de Buenos Aires, em agôsto de 1961. Rio de Janeiro: Instituto Pan-Americano de Geografia e História, Comissão de Geografia, 1985. 28 p.

Relatório sobre as atividades geográficas no Brasil, onde são ressaltadas características fundamentais para sua expansão: extraordinário movimento editorial; maior difusão e maior aceitação dos serviços técnicos dos geógrafos fora do seu próprio meio; e seguros passos na individualização e afirmação da profissão de geógrafo. Apresenta algumas possibilidades de aplicação prática dos conhecimentos geográficos no estabelecimento de políticas econômica e social. Relaciona as atividades geográficas desenvolvidas pelo Conselho Nacional de Geografia e Associação dos Geógrafos Brasileiros, assim como publicações geográficas editadas por órgãos especializados do país. Em anexo, a justificativa oferecida ao Projeto de Lei que dispõe sobre a profissão de geógrafo e, também, o Projeto de Lei que dispõe sobre a profissão de geógrafo e cria os Conselhos Federal e Regionais de Geógrafos Profissionais.

Trabalhos de campo e de gabinete da segunda expedição geográfica ao Planalto Central. Revista Brasileira de Geografia, v.11, n.4, p.471-542, out./dez. 1949.

Comenta a organização da segunda expedição ao Planalto Central, realizada com o objetivo de estudar os sítios adequados à localização da nova capital. Mostra itinerários, computando os quilômetros percorridos e explorados; técnicos componentes; e períodos de trabalho. Descreve método de pesquisa utilizado, cuja característica essencial foi a observação cuidadosa dos fatos que se apresentavam, seguida da sua interpretação. Resultados preliminares são relatados no artigo "O Planalto Central e o problema da mudança da capital do Brasil", publicado nesse mesmo número.

Divisão Regional

Conceito de geografia regional e terminologia das divisões geográficas. Boletim Geográfico, v.7, n.82, p.1089-1092, jan. 1950.

Constata a existência de várias maneiras para se apresentar os conhecimentos geográficos e esclarece a terminologia universalmente aceita que divide a Geografia em dois grandes ramos: geografia sistemática, utilizada pelos geógrafos de língua inglesa, estuda a superfície da terra em seu conjunto segundo as diferentes categorias de fenômenos; geografia regional, de influência alemã, em que os estudos são feitos segundo regiões, subdivididas em unidades menores considerando-se, em cada uma delas, a totalidade dos fenômenos, devidamente interrelacionados. Faz observações ao examinar manuais, tratados e estudos, concluindo que nem sempre os conceitos são devidamente claros quando se trata de designar os estudos geográficos, razão pela qual propõe a terminologia que se segue: geografia sistemática genérica, para trabalho de classificações, princípios, leis gerais etc.; geografia sistemática específica, para indicar trabalhos que embora usem esquemas da geografia sistemática genérica apresentam fatos especificamente localizados. Conceitua geografia regional e indica duas subdivisões, geografia regional genérica e geografia regional específica. Distingue a formação do geógrafo profissional da formação do professor de geografia. Inclui a classificação de alguns trabalhos geográficos, segundo tipos estabelecidos anteriormente.

Divisão regional do Brasil. Boletim Geográfico, v.6, n.68, p.964-965, nov. 1948.

Elabora síntese sobre divisão regional do Brasil em que introduz os conceitos de regiões e sub-regiões geográficas, suas aproximações e diferenças. Reconhece que o parcelamento do país em graus sucessivos constitui verdadeira hierarquia de subdivisões regionais. Apresenta a divisão regional estabelecida pelo Conselho Nacional de Geografia e aprovada em Assembleia Geral pela Resolução nº 143 de 13 de julho de 1945, segundo a qual o país divide-se em 5 grandes regiões, servindo a mesma de base para o agrupamento regional dos dados estatísticos sobre o Brasil. Admite 3 graus de aproximações ao delimitar as regiões considerando, no entanto, a divisão aprovada pelo IBGE em 1945 a que seria feita por considerações exclusivamente geográficas. Inclui 3 mapas de "Divisão Regional do Brasil", com as respectivas zonas fisiográficas.

Divisão regional do Brasil. Revista Brasileira de Geografia, v.3, n.2, p.318-373, abr./jun. 1941.

Mostra a necessidade imediata de uma "divisão única" e, também, da determinação do conceito de região natural, pois a variedade de critérios é a principal causa da divergência e do grande número de divisões já propostas. O conceito de região natural é estudado em cinco itens: definição – método a seguir na caracterização; número e extensão das regiões; problema da delimitação; regiões naturais e regiões humanas; base para divisão prática. Analisa divisões regionais propostas por diversos autores, concluindo que a melhor, baseada em região natural, é a do prof. Delgado de Carvalho, adotada no programa de geografia do ensino secundário. Finaliza dizendo que ao geógrafo, somente cabe fornecer ao administrador uma base para a divisão prática, única para fins administrativos, sobretudo "estatísticos."

Divisão regional do Brasil. Rio de Janeiro, IBGE, 1942. 49 p.

Comenta a grande variedade de divisões regionais propostas por diversos autores ou adotadas pelas instituições oficiais em nosso país. Atribui esta flutuação aos diferentes critérios utilizados, tendo como base regiões naturais ou aspectos isolados tais como regiões corográficas, climáticas, botânicas ou econômicas. Faz breve retrospecto das divisões regionais adotadas – Von Martius, André Rebouças, Elisée Réclus, Pierre Denis, Betim Paes Leme, Moacir Silva, IBGE, Delgado de Carvalho e Conselho Técnico de Economia e Finanças -, elegendo as duas últimas como as mais representativas, aquela baseada em regiões naturais de acordo com os fatos da geografia física, e esta relativa às regiões econômicas, portanto, interligada aos fatos da geografia humana. Inclui adendo: Resolução nº 72, de 14 de julho de 1941, que fixa o quadro de divisão regional do Brasil, para fins práticos, e promove a sua adoção pela Estatística Brasileira a partir de 01 de janeiro de 1941; Resolução nº 225, de 26 de julho de 1941, que manifesta apreço ao Conselho Nacional de Geografia pela aprovação da nova divisão regional do país; e o cartograma da referida divisão regional do Brasil.

O estudo da Geografia e as regiões naturais. Boletim Geográfico, v.2, n.24, p. 1862-1864, mar. 1945.

Parecer sobre moção intitulada "O estudo da Geografia e as regiões naturais", apresentada pelos membros da 9ª Comissão Técnica do X Congresso Brasileiro de Geografia: que seja reiterada a recomendação para que o estudo geográfico do Brasil seja feito segundo regiões naturais; que, no ensino secundário, tais regiões naturais sejam consideradas, entretanto, ao ser estudado cada um dos grupos de unidades federadas, estabelecidos na atual divisão regional do Brasil oficialmente adotada; que, além da divisão de cada agrupamento de unidades federadas em suas regiões naturais, sejam ainda subdivididas, em sub-regiões naturais, em estudos mais pormenorizados.

Observações sôbre o problema da divisão regional. Revista Brasileira de Geografia, v.25, n.3, p.289-311, jul./set. 1963.

Descreve a dualidade de métodos geográficos empregados para o estudo de um país: um analítico, que caracteriza a geografia geral ou sistemática, onde os fenômenos são agrupados em categorias distintas; e outro sintético, próprio da geografia regional, que estuda a totalidade dos fenômenos em cada uma das suas parcelas. Afirma que a maioria dos geógrafos está de acordo em que é na geografia regional que se apresenta mais nitidamente o ponto de vista geográfico. Assegura que o problema fundamental da geografia regional é, por definição, a individualização das parcelas ou unidades territoriais em que se divide a superfície terrestre e que devem ser estudadas sucessivamente. Mostra como os estudos regionais têm se desenvolvido ao longo do tempo. Coloca em discussão as questões relacionadas à divisão regional, seus problemas de delimitação e subdivisão. Conclui afirmando que as regiões naturais devem ser individualizadas sem a preocupação de coincidi-las com as unidades político-administrativas.

Região Centro-Oeste. Boletim Geográfico, v.2, n.13, p. 43-45, abr. 1944.

Apresenta a Grande Região Centro-Oeste, compreendendo os Estados de Goiás, Mato Grosso e o Território de Ponta Porã, de acordo com a divisão regional vigente estabelecida para fins práticos, especialmente estatísticos e didáticos. Discorre sobre os limites geográficos do Brasil Centro-Oeste, indicando três domínios ou regiões propriamente ditas, intimamente associadas pelas posições relativas e laços econômicos: Pantanal Matogrossense, a Vertente da Margem Direita do Paraná e os Chapadões Centrais. Descreve cada uma destas regiões, analisando sua formação geológica, relevo, clima e vegetação, bem como tecendo comentários sobre o vazio demográfico das citadas regiões, seu povoamento e colonização a cargo da Fundação Brasil Central. Inclui mapa da referida Região Centro-Oeste.

Região Leste. Boletim Geográfico, v.1, n.12, p. 41-43, mar. 1944.

Discorre sobre a Grande Região Leste, uma das cinco regiões em que se divide o território brasileiro, compreendendo os Estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Salienta seus limites naturais considerando, no entanto, ser a Região Leste não propriamente uma região natural mas, sim, um grupo de regiões naturais complementares dispostas em quatro faixas alongadas na direção norte-sul, assim denominadas: Litoral, Encosta Oriental, Planalto e Médio Vale do São Francisco. Faz descrição de cada uma destas faixas, incluindo apreciações sobre formação geológica, relevo, clima e vegetação, além de aspectos agrícolas e econômicos. Inclui mapa da citada Região Leste.

Regiões naturais do Brasil. Boletim Geográfico, v. 1, n.11, p.48-50, set. 1944.

Recorre à moderna metodologia geográfica que recomenda seja o estudo de um país feito não pelas suas circunscrições administrativas, mas pelas suas "regiões naturais". Após, define "região natural" e mostra suas implicações para o estudo da geografia regional do Brasil. Enumera as cinco Grandes Regiões Brasileiras, estabelecendo a "nota característica" a que pertence cada uma delas. Apresenta breve retrospecto das divisões regionais anteriormente adotadas para, então, apresentar o quadro da divisão regional brasileira, fixado pelo Conselho Nacional de Geografia através da Resolução nº 151, de 31 de janeiro de 1944, tendo em vista a nova divisão política do país. Inclui mapa do citado quadro da divisão regional do Brasil.

Divisão territorial

A propósito do problema da delimitação de unidades políticas. Revista Brasileira de Geografia, v.5, n.4, p. 638-645, out./dez. 1943.

Comentários sobre o problema da delimitação de unidades políticas, onde pode-se observar grande variedade de opiniões como, exemplifica, tem ocorrido nos inúmeros projetos de redivisão territorial do Brasil. Conceitua delimitação e demarcação; limites naturais e limites artificiais; limites internacionais e limites interiores. Conclui apresentando normas que presidem uma boa delimitação. Publicado, também, no capítulo II, de Estudos sôbre a delimitação dos Novos Territórios Federais ..., em Arquivos do Ministério da Justiça, v.2, n.9, p.97-136, out. 1944.

O planalto central e o problema da mudança da capital do Brasil. Revista Brasileira de Geografia, v.11, n.4, p.471-542, out./dez. 1949.

Relatório preliminar da expedição geográfica realizada sob a responsabilidade do autor deste artigo e a orientação científica do prof. Leo Waibel, que estudou o planalto central em seu conjunto, tendo em vista o problema da localização da capital e os tipos de sítios convenientes. O estudo geográfico compreendeu aspectos importantes referentes ao relevo, hidrografia, clima, vegetação, ocupação humana, tipos de economia etc. Considerando todas essas condições de uma boa posição em combinação com o critério de uma boa localização, a expedição classificou como mais favoráveis três zonas: Uberlândia/Tupaciguara; Patos de Minas; Goiânia/Anápolis. São recomendados estudos detalhados dessas 3 áreas, especialmente, levantamentos topográficos precisos e pesquisas realizadas por especialistas, sobretudo estudos hidrológicos, para determinação definitiva do melhor sítio para a localização da nova capital.

Território do Guaporé. Boletim Geográfico, v. 2, n.18, p.852-858, set. 1944.

Analisa o Território Federal do Guaporé nos seus aspectos predominantes: descreve seus domínios territoriais constituídos por parcelas que antes pertenciam aos Estados de Mato Grosso e Amazonas; indica os limites geográficos dessa abrangência; e situa esta Nova Unidade Política como pertencente à Grande Região Norte, assim considerada no quadro da divisão regional brasileira para fins práticos. Divide o Território do Guaporé em quatro regiões naturais e sobre cada uma delas faz apreciações no tocante ao relevo, clima, vegetação, vias fluviais, povoamento, transporte e economia, a seguir apontadas: planície amazônica; encosta setentrional do planalto brasileiro; chapada dos Parecis; e vale do Guaporé. Contém, em anexo, estudo e tabela da população do Território do Guaporé, elaborado pelo consultor técnico do IBGE em Demografia, prof. Giorgio Mortara.

Geografia brasileira

Geógrafos estrangeiros no Brasil. Boletim Geográfico, v.4, n.43, p.803-804, out. 1946.

Relata a contribuição de eminentes cientistas estrangeiros à geografia brasileira: faz referência aos holandeses (séc. XVII), cita os viajantes e exploradores estrangeiros (séc. XIX) e o decorrente impulso trazido por eles para o conhecimento da terra e da gente brasileira. Assinala a fase da moderna ciência geográfica (séc. XX) com a fundação dos cursos universitários de Geografia e a criação do Conselho Nacional de Geografia, período de decisiva influência dos mestres estrangeiros que contribuíram para a formação de uma nova geração de geógrafos no Brasil. Registra a participação, além de europeus – em sua maioria franceses -, de geógrafos americanos, resultando deste intercâmbio cultural entre estrangeiros e estudiosos brasileiros fecundo movimento de revitalização da geografia no país.

Noticiário: Ministério do Planejamento; IBGE. Boletim Geográfico, v.26, n.197, p.79-81, mar./abr. 1967.

Discurso proferido por ocasião do 30º aniversário do Conselho Nacional de Geografia, completados no dia 24 de março de 1967. Tece considerações históricas sobre o CNG, criado em 1937. Focaliza a situação da geografia brasileira, fazendo breve retrospecto dos fatos com a intenção de registrar as realizações desempenhadas por topógrafos e cartógrafos, citando o período colonial, as demarcações das fronteiras na segunda metade do séc. XVIII, as expedições nos séculos XIX e XX, para se fixar na década de 30 quando surgem os anseios para a criação de um órgão oficial e permanente para coordenar, impulsionar e executar estudos geográficos e trabalhos cartográficos no Brasil. Aponta as duas ordens de fatos que determinaram a criação do Conselho, sua organização, estrutura e iniciativas pioneiras no campo da cartografia e estudos geográficos. Descreve o Conselho como sendo uma escola de profissionais voltada para o aperfeiçoamento dos seus membros, concedendo bolsas de estudos no exterior e acolhendo geógrafos estrangeiros para atuarem no país. Dá destaque às publicações do Conselho, a cargo da Divisão Cultural que inclui obras periódicas e avulsas, o Atlas Escolar e o Atlas Nacional de Geografia. Relembra as tertúlias e assinala o apoio a associações culturais e congressos.

Teodoro Sampaio, geógrafo. Boletim Geográfico, v.13, n.129, p.603-613, nov./dez. 1955.

Transcrição da conferência proferida no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 28 de junho de 1955, no curso para comemoração do centenário de nascimento do grande geógrafo baiano Teodoro Sampaio. Publicada, também, no Jornal do Comércio de 21.8.1955.

Geografia física

Descontinuidade de serras. Boletim Geográfico, v.16, n.142, p. 55-101, jan./fev.1958.

Contesta algumas suposições consideradas infundadas em tormo da questão que envolve o estudo sobre continuidade de serras. Afirma que em geografia, ciência da superfície da terra, o que vale são os fatos que se observam nessa superfície e não simples afirmações. Atribui à falta de oportunidade em observar os fatos da natureza e o desconhecimento de noções de geografia física a idéia preconcebida de que as serras sejam sempre contínuas. Analisa os tipos de relevo – "superimpostos" ou "epigênicos", "capturas", "cuestas", "apalachiano" e "jurássico"-, em que é normal a existência de serras atravessadas por curso d’água. Ilustra com exemplos relevos em que tal situação ocorre, identificando-os na Europa, Ásia, África, América e Brasil. Acresce à sua análise observações sobre descontinuidades assinaladas por quedas d’água e, também, comentários sobre extensão das descontinuidades. Contém apêndice com ilustrações dos tipos de relevo, fotografias e mapas (parte 1); inclui notas explicativas que remetem às figuras e suas respectivas numerações (parte 2). Continuação do artigo "O têrmo geográfico serra", publicado no Boletim Geográfico, v.15, n.141, p.755-761, nov./dez. 1959. O estudo continua no v.16, n.143, p.248-274, mar./abr. 1958.

Distinção entre serra e divisor de águas. Boletim Geográfico, v.16, n.143, p. 248-274, mar./abr. 1958.

Define linha de cumiadas e divisor de águas, esclarecendo tratar-se de conceitos independentes um do outro: o primeiro refere-se estritamente ao relevo e o segundo à hidrografia e, por isso, não coincidem necessariamente. Afirma que nem toda linha de cumiadas é divisor de águas, nem todo divisor de águas é linha de cumiadas e, para confirmar tal assertiva desenvolve argumentações e apresenta exemplos. Salienta que serra não é a rigor uma linha, mas sim uma faixa estreita ou larga, com várias cristas, sendo a linha de cumiadas a linha que melhor a caracteriza. Analisa conceitos errôneos sobre o relevo e examina as idéias que predominavam anteriormente, comprovando-as com exemplos no Brasil e no mundo. Verifica as causas da persistência dos falsos conceitos, bem como a reação dos geógrafos sobre esta questão; observa os falsos conceitos sobre relevo em face dos problemas de delimitação; e indica os pontos de concordância entre os conceitos geográficos e populares sobre o relevo. Conclui, fazendo considerações sobre continuidade dos divisores de águas. Contém apêndice das ilustrações com comentários sobre as figuras e respectiva numeração (parte 1); inclui notas explicativas, algumas remetendo para as figuras (parte 2); e bibliografia e cartas que compõe o estudo (parte 3). Continuação do artigo "Descontinuidade de serras", publicado no Boletim Geográfico, v.16, n.142, p.55-101, jan./fev. 1958.

Esboço geológico do Brasil. Boletim Geográfico, v.1, n.3, p. 40-46, jun.1943.

Define a formação geológica do território brasileiro, identificando sua estrutura e evolução: embasamento de rochas cristalinas formadas nos períodos arqueano e algonquiano e capeamento sedimentar que abrange as eras paleozóica, mesozóica e cenozóica. Apresenta mapa geológico esquematizado, organizado por Avelino Inácio de Oliveira; e quadro de distribuição da área do país e das suas unidades federadas por grupos e sistemas geológicos, dados colhidos do Atlas Geológico do Brasil, elaborado pelo Ministério da Agricultura. Publicado também em Brasil 1941-1942, editado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Noções elementares de Geologia. Boletim Geográfico, v.2, n.21, p. 1346-1356, dez. 1944.

Apresenta conteúdo sobre "Lições de Geografia do Brasil", aulas ministradas no Curso de Extensão do Instituto de Resseguros do Brasil, em 1944. Na primeira parte conceitua Geologia, discorrendo sobre seu objeto e utilidade. Define rochas e minerais, dá exemplos e indica os diversos tipos de rocha e sua formação. A segunda parte contém apreciações sobre as propriedades das rochas, a divisão do tempo em Geologia dividido em intervalos sucessivos denominados eras e períodos, além de incluir breve registro dos movimentos da crosta terrestre. Acompanha, ao final de cada uma das partes, vocabulário técnico, questionário e exercícios.

Noções gerais de climatologia. Boletim Geográfico, v.2, n.23, p. 1703-1710, fev. 1945.

Conceitua atmosfera, expõe sua composição, discorre sobre suas propriedades e fenômenos físicos. Define tempo e seu objeto - a meteorologia -, introduzindo apreciações sobre clima e climatologia. Teoriza sobre temperatura, pressão atmosférica, ventos, umidade do ar e chuvas, principais elementos do clima, apresentando os fatores climáticos dos quais resultam os diferentes climas. Inclui, ainda, comentários sobre observações meteorológicas e normais climatológicas.

Relêvo do Brasil. Boletim Geográfico, v.1, n.4, p.63-73, jul. 1943.

Analisa o relevo do Brasil, caracterizando-o em suas feições principais: planaltos dispostos em patamares sucessivos, circundados por planícies sedimentares, estas compreendendo a planície amazônica, planície Paraguai-Paraná e baixadas litorâneas, e aqueles abrangendo o planalto guiano, ao norte da planície amazônica, e o planalto brasileiro, de grande extensão, rodeado pelas três planícies. Apresenta quadro de distribuição da área do Brasil e suas unidades federadas por zonas hipsométricas, tanto por números absolutos como por números relativos, bem como mapa esquemático das principais linhas de relevo do território brasileiro. Publicado, também, em Brasil 1941-1942, editado pelo Ministério das Relações Exteriores.

O têrmo geográfico "serra". Boletim Geográfico, v.15, n.141, p.755-761, nov./dez. 1957.

Expõe a dificuldade de se definir o termo geográfico "serra" por ser o mesmo de origem vulgar e definição imprecisa para a moderna geomorfologia. Situação idêntica ocorre com outras designações, tais como montes, colinas, maciços etc. A fim de evitar inconsistências criou a geomorfologia a sua própria nomenclatura geográfica, acrescentando aos termos vulgares designações técnicas à guisa de suplemento, identificando as formas do relevo com precisão. Exclui como fonte de consulta o recurso à etmologia dos vocábulos, evitando-se os dicionários estrangeiros e os não especializados, bem como os compêndios didáticos elementares, especialmente quando produzidos por autores que não pertençam à profissão de geógrafo. Exemplifica, mostrando o emprego do mesmo vocábulo em regiões e países com significados distintos. Apresenta o conceito de "serra" no Brasil, concluindo que deve ser eclético para atender à realidade dos fatos da natureza e não a convenções arbitrárias. Estabelece critérios para a toponímia das serras, distinguindo-as em dois grupos: "nomes locais" e "nomes gerais". Examina criticamente cada um dos grupos. Dá prosseguimento ao estudo no Boletim Geográfico, v.16, n.142, p.55-101, jan./fev. 1958, sob o título "Descontinuidade de serras".

Macroeconomia

As macroeconomias neoclássica e keynesiana: alguns reparos à "dinâmica macroeconomica" de Simonsen. Rio de Janeiro: UFRJ, Instituto de Economia Industrial, 1985. 12 p. (Texto para discussão, n.74).

Considerações críticas aos dois primeiros capítulos do manual "Dinâmica Macroeconomica" de Mário Henrique Simonsen, onde são abordados, respectivamente, a macroeconomia neoclássica e a teoria keynesiana. Discute as peculiaridades da visão simonseniana da teoria geral do emprego, do juro e da moeda de J.M. Keynes, mostrando as inconsistências encontradas.

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