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Cartografia

Atualidade da cartografia brasileira. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, p. 462-470, jul. 1940.

Conferência proferida no Instituto de Estudos Brasileiros em 28 de junho de 1940. Discorre sobre a importância da ciência geográfica quanto ao seu objeto e a sua metodologia, estabelecendo relações entre Geografia e Cartografia. Prossegue, esclarecendo quais as finalidades do Conselho Nacional de Geografia, órgão coordenador do sistema nacional das atividades geográficas do país e, após, centra sua análise na Cartografia e nas ações realizadas pelo Conselho: o empreendimento dos mapas municipais; a constituição de comissão técnica para elaborar as diretrizes gerais para uniformização da cartografia brasileira; e a atualização da Carta Geográfica do Brasil ao Milionésimo. Registra as campanhas geográficas congregadas pelo Conselho e os esforços e contribuições em proveito do melhor conhecimento do território nacional e, entre outras realizações, a Campanha da Descrição das Linhas Divisórias, Campanha das Coordenadas Geográficas, Campanha Altimétrica e a já mencionada Campanha dos Mapas Municipais.

Comunicação do Engº C. Leite de Castro na Quarta Reunião Anual do American Congress on Surveying and Mapping. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 300-303, abr./jun. 1944.

Comunicação apresentada na 4ª Reunião Anual do Congresso Americano de Levantamento e Mapeamento, realizada em Washington, D. C. , em 03 de junho de 1944. Expressa agradecimento pelo convite e a oportunidade de externar convicções, entre elas, a crença nos países das Américas, destinado a dar ao mundo exemplo construtivo de confraternização entre os povos. Divulga a 2a Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia e Cartografia, a ser realizada no Rio de Janeiro, de 14 de agosto a 2 de setembro de 1944, promovida pelo Instituto Pan-Americano de Geografia e História (Comissão de Cartografia) e organizada pelo Conselho Nacional de Geografia. Apresenta o programa oficial, distribuído em 4 Comissões Técnicas: 1ª - Geodésia e astronomia de campo; 2ª - Topografia e aerofotogrametria; 3ª - Mapas topográficos. Cartas aeronáuticas, hidrográficas e outras; e 4ª - Toponímia. Terminologia. Assuntos gerais. Dá destaque ao tema do programa "A Geografia nos problemas do após-guerra", projeção para as grandes transformações que irão modificar o mapa político e a vida econômica e social das nações. Apresenta a visão do Brasil no após-guerra e a missão que compete à Geografia, discorrendo sobre a organização geográfica em curso no país, em que a Cartografia e a análise regional se incluem.

Geografia e cartografia. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 7, n. 3, p. 483-485, jul./set. 1945.

Trabalho elaborado em atendimento à solicitação da imprensa brasileira, através da Agência Nacional, dando a conhecer as finalidades do novo órgão do Instituto Pan-Americano de Geografia e História - o Comitê de Cartografia e Geografia -, criado em atendimento às Resoluções aprovadas pela II Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia e Cartografia (1944), cuja presidência coube ao Secretário-Geral do Conselho Nacional de Geografia. Assinala os campos de ação da Geografia e Cartografia, conceitua uma e outra e, ao estabelecer relações entre elas, exemplifica referindo-se aos planos nacionais de Cartografia dependentes do conhecimento geográfico para mapeamento da extensa área territorial do país.

Teixeira de Freitas e a sua influência na implementação do Conselho Nacional de Geografia. In: ENCONTRO Comemorativo do Centenário de Teixeira de Freitas. Rio de Janeiro, IBGE, 1991. 80 p. (Documentos para disseminação. Memória institucional, 2). p. 33-43.

Palestra proferida em 10.10.90, por ocasião da comemoração do centenário de Teixeira de Freitas. Relata a adesão do Brasil à União Geográfica Internacional. Assinala as realizações do Conselho Nacional de Geografia e a influência de Teixeira de Freitas na implantação do sistema nacional de coordenação geográfica. Faz referência à Campanha dos Mapas Municipais, sua respectiva legislação e a avaliação da qualidade técnica do material produzido. Expressa a importância da Cartografia, registrando a evolução das disposicões legais decorrentes e a orientação técnica adotada. Demonstra a contribuição do Conselho no aperfeiçoamento da formação do geógrafo e a participação no desenvolvimento da pesquisa geocientífica.

Divisão territorial

A mudança da capital do país. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 10, n. 3, p. 449-451, jul./set. 1948.

Comunicação feita ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 31 de agosto de 1938. Apresenta o resultado do trabalho realizado pela comissão de técnicos nomeados pelo Presidente da República para proceder ao estudo de localização da nova capital. Relata os procedimentos legais desenvolvidos pela comissão e o resultado dos estudos que indicam duas opções para a localização da futura capital, ambas situadas no planalto central: uma, com 78 000 Km2, formada de terras do leste do Estado de Goiás, indicação da maioria dos membros da comissão; outra, decisão da minoria, com cerca de 6.000 Km2, de terras do oeste de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro. Acompanha, anexada à comunicação, a cópia da mensagem presidencial que encaminha ao Congresso Nacional o relatório final da comissão encarregada de realizar os estudos para a localização da nova capital do país.

A mudança da capital do país à luz da ciência geográfica. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, p. 279-285, abr./jun. 1947.

Conferência pronunciada no Instituto de Educação, Belo Horizonte, em 3 de março de 1947. Agradece a indicação para sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Destaca a complexidade do problema da mudança da capital, enfocando 3 aspectos: a grande corrente de políticos influindo na opinião pública; a corrente dos cientistas e técnicos a procura de solução; e a corrente de técnicos de administração a quem cabe efetivamente realizar a mudança. Esquematiza idéias, distinguindo algumas questões sobre o porquê, para onde e como se fará a transferência da capital do país para o planalto central. E, ao respondê-las, esclarece: necessidade de formação da consciência nacional em torno do problema; indispensável definição da faixa pioneira planaltina rumo à interiorização e em direção ao oeste; importância de verificar as condições da região, clima e sítio; e a inevitável organização do plano de mudança sem perda da continuidade institucional, evitando-se repetir o que aconteceu nas Constituições de 1891 e 1934, quando nada de concreto sobre a transferência da capital foi possível realizar.

A transferência da capital do país para o planalto central. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 8, n. 4, p. 567-572, out./dez. 1946.

Entrevista concedida à imprensa do país, através da Agência Nacional, na qualidade de membro da comissão de técnicos de reconhecido valor nomeados pelo Presidente da República para realizarem estudos acerca da localização da nova capital do país, prevista no parágrafo 1º do artigo 4º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição de 18 de setembro de 1946. Considera que existe consciência nacional em torno do problema da mudança da capital brasileira, manifestada em três Assembléias Constituintes (1891, 1934 e 1946), que afirmaram a necessidade de se estabelecer novos rumos à vida nacional. Faz retrospecto das mudanças de sede de governos das unidades políticas que a história brasileira aponta e, a seguir, expõe o pensamento de alguns defensores da causa que preconizavam a idéia de interiorização. Discute questões envolvendo o problema e indica algumas soluções, em que a contribuição da Geografia poderá ser de grande valia no estudo dos fenômenos de caráter social, político e econômico, à luz dos fatores fisiográficos. Apresenta, de forma sucinta, o método a ser seguido pela comissão em seus estudos acerca da transferência da capital para o planalto central.

Estatística Territorial

O Serviço de Geografia e Estatística Fisiográfica. Revista Brasileira de Estatística, Rio de Janeiro, v.4, n.14, p.225-230, jun. 1943.

Conceitua a Estatística em seu sentido amplo, situando-a em sua especialidade ao definir a estatística territorial e discorrer sobre os aspectos singulares que caracterizam este ramo da ciência estatística. Assinala a mutabilidade da estatística territorial a partir dos seguintes valores: alteração de aperfeiçoamento, alteração evolutiva e alteração da distribuição espacial no tempo. Analisa a dependência da Estatística à Cartografia e observa a importância da Geografia na interpretação estatística ao considerar os fenômenos e seus fatos ambientais em que os mesmos se desenvolvem. Faz retrospecto da história da estatística territorial brasileira a partir de 1933. Apresenta fundamentos, situação atual e perspectivas, relatando a participação do Ministério da Agricultura, do Ministério da Viação e Obras Públicas, do Conselho Nacional de Geografia e do IBGE na evolução da estatística fisiográfica.

IBGE

Histórico da criação do Conselho Nacional de Geografia. Revista Brasileira de Geografia, Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 9, jan. 1939.

Aponta duas ordens de fatos que determinaram a criação do Conselho Nacional de Geografia e sobre eles discorre: a adesão do Brasil à União Geográfica Internacional e o conjunto de medidas empreendidas para a constituição de um organismo de coordenação das atividades geográficas no país. Inicialmente, essas duas tendências atuaram isoladamente e depois, agruparam-se, constituindo o órgão oficial brasileiro de geografia. Assinala a participação dos professores Alberto José de Sampaio (1931) e Emmanuel de Martonne (1934) no período de estruturação das idéias de adesão, aos quais vêm se unir em torno dos mesmos interesses os professores Pierre Deffontaines e Pierre Monbeig, além do pronunciamento significativo da Associação dos Geógrafos Brasileiros, iniciativas que culminam com a criação do Conselho Nacional de Geografia (1936) e, posterior filiação à União Geográfica Internacional.

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