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Amazônia

Hiléia Amazônica. v.5, n.54, p.629-630, set. 1947.

Demonstra a importância da Amazônia ao relatar dois acontecimentos significativos: a visita feita à região pelos parlamentares brasileiros que constituem a Comissão de Valorização da Amazônia, e a realização na cidade de Belém, do dia 12 a 18 de agosto de 1947, sob o patrocínio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), de reunião com a finalidade de estudar as bases para a organização do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, cujo funcionamento foi previsto para iniciar-se em 1948. Relaciona os países sul-americanos participantes, compreendidos na Amazônia - Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela -, além das Guianas, Estados Unidos da América e instituições internacionais e brasileiras. Enumera os itens sugeridos para o evento pelo Conselho Nacional de Geografia e as publicações preparadas pelo órgão em edição especial: Documentário Amazônico, com mapas e fotografias da Hiléia; o Clima da Amazônia, do prof. José Junqueira Schmidt; e a Amazônia Brasileira, de Artur César Ferreira Reis.

Associação dos Geógrafos Brasileiros

Associação dos Geógrafos Brasileiros. v.5, n.57, p.965-966, dez.1947.

Tece comentários sobre a Associação dos Geógrafos Brasileiros, destacando aspectos do seu Estatuto: finalidade, ingresso, produção científica, número de sócios efetivos, caráter e localização das Assembleias Gerais. Informa que em 1946 a Associação reuniu-se em Assembleia Geral na cidade de Lorena (SP), com estudo regional na Serra da Bocaina; e, em 1947, entre 24 e 30 de novembro realizou Assembleia Geral no Rio de Janeiro, incluindo excursão de estudos geográficos à região da baixada de Campos.

Reunião de geógrafos em Belo Horizonte. v.7, n.83, p.1235-1236, fev.1950.

Faz relato da V Assembleia Geral da Associação dos Geógrafos Brasileiros, realizada em Belo Horizonte (MG), em fevereiro de 1950. Reverencia a presença de ilustres geógrafos estrangeiros, professor Francis Ruellan (FRA); professor Preston E. James (EUA); e professores Jorge Chebataroff e Alberto Pochintesta (URU),interessados em criar no seu país uma associação similar a existente no Brasil. Credita ao governo mineiro o patrocínio da reunião e a instalação de duas importantes seções do Departamento Geográfico do Estado: a Seção de Estudos Geográficos e a Seção de Aerofotogrametria.

Reunião Geográfica de Lorena. v.3, n.35, p. 1373-1374, fev. 1946.

Informa sobre a Assembleia Geral realizada pela Associação dos Geógrafos Brasileiros, entre 21 e 27 de janeiro de 1946, na cidade de Lorena (SP), sendo na oportunidade apresentadas comunicações científicas referentes a assuntos administrativos e estudos geográficos da região sede do evento e circunvizinhanças. Situa São Paulo como sede da Associação, fundada em 1934; faz referência à sua linha de pesquisa; destaca a importância da revista Geografia, posteriormente transformada em Boletim da Associação; e informa sobre a reforma dos seus estatutos no que se refere ao ingresso e categorias de sócios, salientando que a Assembleia Geral de Lorena inicia a nova série, marcada pelo espírito de excelência que caracteriza a vida administrativa e científica da Associação.

Atividades geográficas

Biblioteca Geográfica Brasileira. v.3, n.28, p. 519-520, jul. 1945.

Faz retrospecto das resoluções que deram existência efetiva a Biblioteca Geográfica Brasileira. Apresenta a previsão de publicações agrupadas em três séries - livros, folhetos e manuais -, de modo a permitir modalidade adequada aos trabalhos geográficos de atualidade e interesse variado. Atribui à iniciativa relevância pela política cultural adotada, de que tanto necessita a geografia do país.

Boletim Geográfico. v.1, n.4, p. 3-4, jul. 1943.

Informa a alteração do título do periódico Boletim do Conselho Nacional de Geografia para Boletim Geográfico, tendo como subtítulo Mensário do Conselho Nacional de Geografia, mudança decorrente da amplitude de objetivos, não exclusivamente restritos à divulgação das atividades dos órgãos do Conselho, mas estendendo suas notícias, informações, contribuições e comentários a todos os fatos da geografia nacional. A Resolução nº 134, de 09 de junho de 1943, baixada pelo Diretório Cultural do Conselho delibera sobre a questão.

Feliz coincidência. v.3, n.25, p. 5-6, abr. 1945.

Comenta os dois anos de publicações do Boletim, assinalando que a data coincide com a passagem do centenário de nascimento do Barão do Rio Branco, figura ímpar da geografia nacional pela sua atuação diplomática que assegurou vitórias ao Brasil nas delicadas e complexas questões de fronteiras.

Geografia atual. v.6, n.62, p.125-126, maio 1948.

Recorre ao lema da geografia brasileira - ciência moderna ao serviço do homem -, para assinalar a utilidade que esta ciência vem oferecendo à vida do país e sua contribuição em resolver os problemas sociais, políticos e econômicos de ordem nacional, regional e local. Referenda esta assertiva o discurso oficial pronunciado pelo eminente prof. Frederico Daus, ao encerrar-se a Semana Geográfica Argentina, em 1947. Assinala a inauguração das novas instalações da Divisão de Geografia, por ocasião das comemorações do 11º aniversário de criação do Conselho Nacional de Geografia.

Geografia do Brasil. v.7, n.84, p.1393-1394, mar. 1950.

Elabora anteprojeto do plano que prevê o início da Geografia do Brasil, atendendo ao programa das atividades do Conselho Nacional de Geografia previsto para 1950. Aprova critérios de excelência para o estudo do plano: atualização e uso da moderna metodologia da ciência geográfica; e publicação na forma de fascículos sucessivos, com sentido próprio e independente uns dos outros.

Recursos naturais e proteção da natureza. v.7, n.77, p.453-454, ago. 1949.

Focaliza o trabalho que vem sendo desenvolvido pela UNESCO, direcionado para o estudo dos recursos naturais e proteção da natureza, em perfeito entrosamento com as pesquisas geográficas que se realizam no país. Cita a criação do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBCC), parte do programa de cooperação intelectual da UNESCO nos seus desdobramentos nacionais; e a constituição da União Internacional para a Proteção da Natureza (UIPN) que fez realizar, simultaneamente, dois eventos - Conferência Científica das Nações Unidas para a Conservação e Utilização dos Recursos Naturais e Conferência Técnica Internacional para a Proteção da Natureza.

Um ano de divulgação geográfica. v.2, n.13, p.3-4, abr. 1944.

Avaliação do Boletim Bibliográfico, enumerando as alterações ocorridas no transcurso do primeiro ano de circulação do periódico: de forma, quando a partir do 40 número passa a receber a atual titulação, mais adequada à matéria geográfica que encerra; de fundo, modificando o arranjo, de modo a adaptá-lo a estrutura requerida pelas novas seções e teor cultural das matérias. Justifica os atrasos devidos não só às alterações introduzidas como, sobretudo, pelo fato da nação estar em guerra e o Conselho necessitar dar prioridade a empreendimentos outros, condizentes com o esforço praticado pelo país.

Utilidade da geografia. v.7, n.79, p.685-686, out. 1949.

Enaltece a notável evolução da geografia moderna e sua contribuição qualitativa e quantitativa para o conhecimento, distinguindo-a sob dois aspectos: o fundamento científico de suas investigações denominado características de excelência; e o sentido humano dos seus objetivos, designado características de utilidade. Para referendar estas categorias, recorre à I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia onde houve o predomínio dos modernos conceitos da ciência geográfica. É da mesma ocasião a aprovação da resolução a que deverá submeter-se a Comissão de Geografia do Instituto Pan-Americano de Geografia e História na sua missão de promover o desenvolvimento da Geografia no continente.

Cartografia

Cartografia Mundial. v.7, n.75, p.223-224, jun.1949.

Faz referência à reunião realizada entre 21 e 31 de março de 1949, na sede da Organização das Nações Unidas, Lake Sucess (EUA), e cita a Assembléia Geral da ONU que aprovou a resolução proposta pelo Brasil para efetivar campanha em favor da Cartografia Mundial. Louva o interesse da iniciativa em convidar delegados técnicos de países e instituições vinculadas mais diretamente aos problemas da coordenação da Cartografia a fim de oferecer àquele organismo internacional projeto preliminar nessa área específica da ciência. Cita os resultados inestimáveis alcançados nesse particular pela obra realizada pelo Instituto Pan-Americano de Geografia e História através da sua Comissão de Geografia.

Cartografia Pan-Americana. v.6, n.68, p.819-820, nov.1948.

Assinala o desenvolvimento da Cartografia nos países americanos atestado pela apresentação da Exposição Cartográfica anexa à IV Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Cartografia, realizada na Argentina, de 15 de outubro a 12 de novembro de 1948, em que predominou a riqueza de documentação cartográfica e possibilitou o intercâmbio entre os países participantes.

Mapa do Brasil. v.3, n.34, p.1265-1266, jan. 1946.

Informa o lançamento, no final de 1945, da primeira tiragem do novo Mapa do Brasil editado com recursos próprios pelo Conselho Nacional de Geografia. Descreve as características do mapa: quanto à cor e desenho; quanto à atualização dos limites do Brasil, das Unidades Federadas e dos Municípios; quanto ao conteúdo, incluindo relevo, estradas de ferro, principais rodovias e cidades, rios e acidentes geográficos e quanto à projeção cartográfica escolhida - projeção bipolar oblíqua cônica -, justificando sua adoção pelas vantagens técnicas introduzidas. Destaca, ainda, a existência de cartogramas esquemáticos apresentando a divisão regional oficial, o clima, o relevo, a geologia e a vegetação.

Mapas Estaduais. v.6, n.65, p.451-452, ago. 1948.

Divulga o resultado da deliberação firmada pela Assembleia Geral do Conselho Nacional de Geografia, na sua VIII Sessão Ordinária realizada em julho de 1948, em que foram aprovadas as Resoluções números 217 e 245 autorizando convênios com os governos dos Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte para o preparo dos seus mapas estaduais. Faz saber que a atuação dos convênios prevê o regime de cooperação, significando que o Conselho contribuirá com a produção técnica e material, excluindo os ônus específicos que a execução acarretar, a cargo dos respectivos Estados. Sugere a possibilidade de criação de um serviço cartográfico estadual onde não houver o desenvolvimento adequado do órgão existente.

Plano Nacional de Cartografia. v.6, n.66, p.555-556, set. 1948.

Tendo como referência o disposto no Decreto-Lei nº 9210, de 29 de abril de 1946, que fixa normas para a uniformização da cartografia brasileira e prevê nos artigos 9º e 10º o estabelecimento e a natureza de um Plano Geral de Cartografia Terrestre, elabora o Conselho anteprojeto a fim de se iniciarem os estudos sobre o previsto Plano, em cooperação com os Estados Maiores do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A fundamentar o anteprojeto encontram-se dois aspectos: o preparo de cartas geográficas básicas; e o estabelecimento de uma estrutura cartográfica de 1ª ordem em que se possam apoiar os levantamentos de precisão secundária. Inclui, no tocante a pesquisa de campo, programas para a determinação astronômica de coordenadas geográficas, triangulação geodésica de 1ª ordem e nivelamento de alta precisão.

Uniformização da cartografia brasileira. v.3, n.31, p.913-914, out. 1945.

Relata os resultados da campanha que o Conselho Nacional de Geografia empreendeu ao aprovar a Resolução nº 199/1945, que trata das convenções cartográficas para os mapas na escala 1:500 000, proporcionando a possibilidade de os especialistas da área utilizarem nos seus desenhos a mesma expressão gráfica, em uma demonstração de profundo e evidente significado cultural. Apresenta as etapas a serem vencidas em cumprimento ao programa de trabalho instituído pelo Plano Nacional de Uniformização Cartográfica: as convenções para a Carta ao Milionésimo, de acordo com as convenções internacionais da Carta do Mundo, atualizadas e adaptadas ao caso brasileiro; as convenções para os mapas topográficos na dependência do pronunciamento do Serviço Geográfico do Exército; e as convenções para as cartas geológicas, mineralógicas e petrográficas, cujos estudos se realizam cooperativamente com o Ministério da Agricultura.

Censo 1950

O Censo das Américas. v.6, n.72, p.1341-1342, mar.1949.

Divulga a realização em fevereiro de 1949, no Rio de Janeiro, da II Sessão do Comitê do Censo das Américas 1950 (COTA), que se projetou dentro de três características fundamentais: a totalidade, de modo que o censo seja efetuado em todos os países americanos; a simultaneidade, para que os censos se efetivem dentro de um período de tempo razoável, tendo de permeio o ano de 1950; a uniformidade, permitindo dados comparáveis e métodos quanto possíveis análogos. Atribui à Cartografia e ao Censo duplo sentido: àquela, pelo preparo de mapas censitários; e a este, por apresentar as anotações colhidas pelos seus agentes e que representam correções ou enriquecimento dos mapas.

Cursos de aperfeiçoamento

Aperfeiçoamento de professores de geografia. v.3, n.30, p.815-816, set. 1945.

Avalia o curso de aperfeiçoamento destinado aos professores de geografia do ensino secundário, resultado do esforço cooperativo da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro que o promoveu, do Conselho Nacional de Geografia que lhe deu patrocínio, e da Divisão do Ensino Secundário do Departamento Nacional de Educação do Ministério da Educação e Saúde que o oficializou. Apresenta o programa do curso, carga horária e número de inscritos. Faz projeção para futuros Cursos Anuais de Informações, através dos quais os professores de geografia tenham oportunidade de conhecer como se desenvolvem as atividades e progressos da didática do ensino desta disciplina.

Curso de aerofotogrametria. v.7, n.81, p.929-930, dez. 1949.

Expressa satisfação pelo encerramento em 05 de dezembro de 1949 do primeiro curso de aerofotogrametria realizado no país com caráter público, sob os auspícios do Conselho Nacional de Geografia, a interferência da Embaixada da França, a cooperação do Serviço Geográfico do Exército e do Departamento Administrativo do Serviço Público. Apresenta a estrutura do curso, conteúdo, duração e número de inscritos; assinala a participação nas aulas práticas de interpretação do ilustre professor Francis Ruellan; e sugere o prosseguimento dos ensinamentos no ano seguinte, 1950.

Cursos de férias. v.5, n.59, p.1215-1216, fev. 1948.

Realça a iniciativa do Conselho Nacional de Geografia em patrocinar cursos de férias destinados aos professores do ensino secundário, ora oferecendo bolsas de estudos, ora realizando preleções radiofônicas, palestras e conferências: no Rio de Janeiro, organizados pela Associação Brasileira de Educação e pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil; em São Paulo, sob a responsabilidade do Governo. Todos proporcionando elementos de aperfeiçoamento dos professores com vistas ao ensino da moderna didática de Geografia.

Divisão territorial

Áreas territoriais. v.4, n.48, p.1565-1566, mar. 1947.

Divulga a estrutura da divisão política do Brasil, alterada com a promulgação em 19 de setembro de 1946 da nova Constituição Brasileira: vinte e seis Unidades Políticas, sendo vinte Estados, cinco Territórios Federais e um Distrito Federal. Comunica o teor da Resolução nº 262 de 3 de fevereiro de 1947, em que o Conselho Nacional de Geografia aprova as novas áreas territoriais brasileiras.

Aspecto histórico da mudança da capital do Brasil. v.5, n.49, p.3-4, abr. 1947.

Faz considerações sobre a mudança da capital brasileira da cidade do Rio de Janeiro para o Planalto Central, conforme determina a Constituição vigente. Analisa os antecedentes históricos sobre o povoamento brasileiro situando a mudança da capital como encerramento de um ciclo, entre vários outros ciclos sucessivos que aponta. Discute a posição do Rio de Janeiro diante da imperiosa necessidade de mudança da capital.

Divisão territorial. v.5, n.60, p.1399-1400, mar. 1948.

Consagra a Lei Nacional nº 311/1938, por ocasião das comemorações do 10º aniversário da sua promulgação, que instituiu a sistemática para a divisão administrativa e judiciária das Unidades da Federação e a invariabilidade quinqüenal dos quadros territoriais. Proclama as vantagens do ato legal que assegurou aos municípios e distritos inalterabilidade durante pelo menos 5 anos consecutivos, permitindo que o censo de 50 encontre um quadro territorial fixo para a consecução de sua programação.

O exemplo de Pernambuco e Alagoas na solução dos casos de limites interestaduais. v.4, n.40, p.401-402, jul. 1946.

Registra a assinatura dos decretos-leis ratificando o Acordo Definitivo de Limites celebrado em 02 de abril de 1946 entre os Estados de Alagoas e Pernambuco, evento este realizado como parte das comemorações do 10º aniversário da instalação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Destaca a participação do Conselho Nacional de Geografia como agente colaborador, sobretudo na parte técnica de levantamento e reconhecimento da região limítrofe, cujos mapas e dados proporcionaram elementos seguros e suficientes para a harmonia dos interesses em jogo.

Geografia e administração. v. 6, n. 61, p. 3-4, abr. 1948.

Anuncia a entrada em vigor , a partir de 01 de janeiro de 1949, do terceiro período qüinqüenal permitido pelo Decreto-Lei nº 311/1938, ocasião em que será revista a atual divisão municipal e distrital das Unidades da Federação. Discorre sobre os três aspectos essenciais à lei de divisão administrativa e judiciária de cada Estado - um fundamento político, uma forma técnica e um sentido nacional -, comentando a complexidade do problema ao se proceder a simultaneidade da implementação das leis qüinqüenais, tanto à nível do Governo Estadual quanto Federal.

Limites interestaduais. v. 2, n. 21, p. 1289-1292, dez. 1944.

Assinala a relevância do Decreto-Lei nº 6.550, de 31 de maio de 1944, que modificou os limites dos novos Territórios Federais do Amapá, Guaporé, Iguaçu, Ponta Porã, Rio Branco e, conseqüentemente, alterou os limites dos Estados do Pará, Amazonas, Mato Grosso e Paraná. Registra o encerramento das questões de limites interestaduais entre o Estado do Rio de Janeiro e o de Minas Gerais, e entre este último e o Estado de Goiás. Enumera atos legislativos próprios, decretos-leis estaduais que surgiram como decorrência dos acordos e convênios firmados entre as partes interessadas. Cita, ainda, outro caso de limite interestadual referente ao Estado do Amazonas e Território do Acre.

A mudança da capital do país. v.4, n.47, p.1435-1436, fev.1947.

Investiga o problema da localização da nova capital e apresenta algumas referências básicas que devem ser consideradas: conceituação de planalto central e sua delimitação; função civilizadora a ser atribuída à nova capital; definição do clima; seleção do local topográfico; e escolha do local que possibilite a mudança do governo dentro de quatro anos.

A nova divisão territorial do país. v.1, n.2, p.3-4, maio 1943. (Boletim do Conselho Nacional de Geografia até junho de 1943 e, após, Boletim Geográfico).

Comenta o Decreto-Lei nº 311, de 02 de março de 1938, na qualidade de Secretário-Geral do Conselho Nacional de Geografia. Considera a sistematização da divisão territorial do país, de que trata o Decreto-Lei referido, uma das mais expressivas e fecundas conquistas do Estado Novo: inalterabilidade da divisão territorial durante 5 anos; fixação da data comemorativa do Dia do Município; e definição de normas gerais para a extinção, alteração ou criação de municípios e distritos. Acresce, também, a importância do Decreto-Lei nº 3.599, de 06 de setembro de 1941, que trata da eliminação no país de duplicatas de nomes de cidades e vilas, regulamentado pela Resolução nº 118, oriunda da Assembléia Geral do Conselho Nacional de Geografia.

A sistemática da divisão territorial do país. v.2, n.24, p.1825-1828, mar. 1945.

Faz registro dos benefícios que o Decreto-Lei nº 311/1938 trouxe para a administração e para o público no que se refere à divisão territorial do país. Comenta os antecedentes da criação da lei, mostrando as inconsistências das sedes administrativas e judiciárias onde os conceitos de comarca, de termo, de cidade e de vila variavam não só quanto à sua divisão e nomenclatura mas, também, quanto aos seus limites, situação que se reverteria a partir de 01 de janeiro de 1939, quando da implementação da nova sistemática. Enumera, através de oito itens, as características fundamentais dessa sistemática que implementa a ordem no mecanismo da divisão administrativa e judiciária do país, destacando os dois primeiros ciclos qüinqüenais resultantes da nova legislação e suas respectivas composições.

A transferência da capital do Brasil. v.4, n.45, p.1087-1088, dez. 1946.

Divulga os nomes dos técnicos que constituem a comissão encarregada dos estudos sobre a localização da nova capital, em cumprimento ao disposto na Constituição do Brasil, promulgada em 18 de setembro de 1946, que estabelece em seu art. 4º, do Ato das Disposições Transitórias, a transferência da capital federal para o planalto central. Apresenta resumo do conteúdo da entrevista concedida à Agencia Nacional, em que esboça um programa de aproximação sucessiva para os estudos em questão.

IBGE

Assembleia Nacional de Geografia. v.4, n.41, p.551-552, ago. 1946.

Divulga a instalação da VII Sessão Ordinária da Assembleia Geral do Conselho Nacional de Geografia realizada no Rio de Janeiro, em 01 de julho de 1946 e designada, pela sua abrangência, Assembléia Nacional de Geografia. Salienta a relevância do evento pelo seu caráter técnico-administrativo ao definir em reuniões anuais as bases de estrutura, planos e programas de trabalho do Conselho, a par de contribuir para o desenvolvimento da Geografia e Cartografia nacionais.

A Biblioteca Pública de Manaus. v.3, n.33, p. 1157-1158, dez. 1945.

Relata o incêndio ocorrido no edifício da Biblioteca Pública de Manaus, em 22 de agosto de 1945, que destruiu o prédio e a coleção de 45000 livros. Faz breve histórico da Biblioteca e sua preciosa coleção e manifesta pesar pelo acontecimento, motivo de expressiva solidariedade do Conselho Nacional de Geografia ao propor, através da Resolução nº 200/1945, campanha em favor da doação de livros para a restauração do acervo. Acusa oferta de 2000 obras e cita as instituições e personalidades que participam desse movimento.

Centenário expressivo. v.5, n.55, p.743-744, out. 1947.

Comemora a 100ª reunião do Diretório Regional do Conselho Nacional de Geografia do Estado de São Paulo em cerimônia realizada em 12 de setembro de 1947, perfazendo 87 resoluções aprovadas sobre oportunos e relevantes assuntos da geografia daquele Estado. Faz breve resumo sobre a organização do IBGE, inspirada no respeito ao princípio geral federativo e cita a sua atuação junto aos governos dos municípios, de que é exemplo a campanha de instalação de agências por delegação das respectivas Prefeituras, atendendo ao Convênio de Estatística Municipal.

Comemoração expressiva. v.7, n.73, p.3-4, nov.1949.

Elege o dia 24 de março como data oficial para a comemoração do aniversário do Conselho Nacional de Geografia, conforme decisão do Diretório Central constante da Resolução nº 234, de 18 de março de 1946, influindo na decisão o fato do CNG ter sido criado em 24 de março de 1937. Inclui no programa das comemorações exposição aberta ao público dos trabalhos executados no período de 1948-1949.

Congresso Internacional de Geografia. v.7, n.74, p.115-116, maio 1949.

Menciona o XVI Congresso Internacional de Geografia, realizado na cidade de Lisboa em abril de 1949, marco na história da geografia mundial e de especial interesse para o país por ser o primeiro congresso mundial de geografia a contar com a participação do Brasil após 1938, quando se instituiu o IBGE. Atesta a oportunidade que se apresenta de mostrar a contribuição da Geografia aos problemas nacionais e o esforço empreendido pelo governo ao dotar o país de um serviço oficial de investigação geográfica. Exemplifica, mostrando como o Brasil situa a Geografia no contexto da administração pública: delimitação da Amazônia para o planejamento regional; preparo do Atlas de Colonização; análise do sudeste do planalto central em relação à localização da nova capital do país, estudos da Bacia do Rio São Francisco em relação à sua valorização econômica e investigações geográficas dentro da orientação regionalista.

A criação do Serviço de Geografia e Cartografia. v.2, n.18, p.813-816, set. 1944.

Faz considerações sobre o Decreto-Lei nº 6.828, de 25 de agosto de 1944, que criou o Serviço de Geografia e Cartografia como repartição central do Conselho Nacional de Geografia. Assinala três aspectos decorrentes do fato, comentando-os: o da oportunidade, tendo em vista criar um serviço técnico ao encerrar-se a II Reunião Pan-Americana sobre Geografia e Cartografia, tornando realidade as deliberações desta Assembléia; o da atividade, possibilitando ampliar o aparelho geográfico brasileiro; e o da função, cabendo ao novo órgão a missão de executar os trabalhos geográficos, cartográficos e fotogramétricos determinados pelo Conselho Nacional de Geografia.

Fotografias aéreas. v.6, n.64, p.329-330, jul. 1948.

Divulga o acervo de documentação geográfica reunido pelo Conselho Nacional de Geografia, que consta de Biblioteca, Mapoteca, Fototeca e Arquivo Corográfico, todo devidamente tratado e organizado, disponibilizando-o ao público interessado. Dedica atenção especial ao setor de fotografias aéreas pelo fato do mesmo cobrir quase a metade do território nacional, significando quatro milhões de quilômetros quadrados registrados em suas características físicas e humanas. Descreve as notáveis contribuições da fotografia aérea para os estudos geográficos.

Geógrafos na Bahia. v. 7, n. 76, p. 325-326, jul. 1949.

Reverencia o 4º centenário da fundação de Salvador (BA), ao transferir para aquela cidade a IX Sessão Ordinária da Assembléia Geral do Conselho Nacional de Geografia, a realizar-se em julho de 1949. Noticia que a decisão teve o aval do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, concedendo ao Conselho Nacional de Estatística a mesma prerrogativa de realizar também, na oportunidade, sessão análoga e simultânea como parte das festividades.

Intercâmbio cultural com a França. v.4, n.46, p.1263-1264, jan. 1947.

Assinala, após o término da II Guerra Mundial, promissor intercâmbio cultural com a ciência geográfica européia, retomando sua participação nos países do continente, até então influenciados pelo desenvolvimento científico-americano. Situa a aproximação com a França, ao registrar a visita de ilustres cientistas deste país: o sociólogo André Siegfried, o professor Pierre Deffontaines, eminente geógrafo, e o professor Philippe Shereschewsky, especialista em meteorologia.

Intercâmbio cultural internacional. v.2, n.20, p.1127-1128, nov. 1944.

Avalia a atuação do Conselho Nacional de Geografia e sua crescente projeção fora das fronteiras do Brasil, oferecendo panorama bastante expressivo de intercâmbio internacional quando se considera os poucos anos de existência do órgão. Assinala a participação internacional do Conselho de várias maneiras: correspondência com instituições e personalidades estrangeiras sobre assuntos técnicos e científicos; permuta de publicações; adesão a instituições e eventos internacionais e pela vinda de técnicos especializados ao Brasil. Situa a realização da II Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia e Cartografia, realizada no Rio de Janeiro, de 14 de agosto a 02 de setembro de 1944 deliberando-se, na oportunidade, sobre a criação da Comissão de Geografia Aplicada, interligada ao Instituto Pan-Americano de Geografia e Cartografia.

Nono aniversário da instalação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. v.3, n.26, p.159-162, maio 1945.

Destaca, por ocasião do nono aniversário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o reconhecimento pela eficiência e êxito alcançados, salientando a complexidade da sua estrutura, o arrojo dos seus empreendimentos e a dificuldade dos seus problemas. Os órgãos do Instituto, Conselho Nacional de Estatística, Conselho Nacional de Geografia e Serviço Nacional de Recenseamento são descritos sucintamente em seus objetos e atuações.

Perspectivas de 1945. v.2, n.22, p.1475-1476, jan. 1945.

Ressalta as realizações do Conselho Nacional de Geografia no transcurso do seu 8º ano de existência, sob a influência dos melhores ideais e propósitos que caracterizam esses anos de fecundas experiências. Projeta ações que consolidam as atividades administrativas e técnicas: a instalação do Serviço de Geografia e Cartografia; o lançamento das análises regionais, possibilitando o conhecimento das unidades fisiográficas e culturais do país e sua interpretação por geógrafos especializados; e o preparo e a consecutiva publicação de folhas da Carta do Brasil ao Milionésimo e as folhas da Carta Brasileira na escala de 1:500 000.

Perspectivas de 1948. v.5, n.58, p.1081-1082, jan. 1948.

Projeta o ano de 1948, anunciando quatro certames internacionais, situação auspiciosa quer para a Geografia quer para a Cartografia, devendo o Brasil participar com subsídios técnicos e científicos em condições expressivas. Relaciona os eventos: IV Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Cartografia, a realizar-se em Buenos Aires, em abril; XVI Congresso Internacional de Geografia, que se efetuará em Lisboa, em agosto; IX Congresso Internacional de Fotogrametria, em setembro; e a I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia, em novembro, no Rio de Janeiro. Divulga o Plano do Conselho Nacional de Geografia no tocante à instalação de sua Divisão de Geografia, formada por geógrafos graduados, cujas experiências elevará o renome da geografia brasileira entre os profissionais dos países participantes dos certames programados.

Programa de 1949. v.6, n.70, p.1143-1144, jan. 1949.

Apresenta o programa do Conselho Nacional de Geografia fixado para o ano de 1949, através da Resolução nº 324, de 30 de dezembro de 1948, contemplando atividades no campo internacional, nacional e outras de caráter interno, específicas dos órgãos pertencentes ao Conselho. Estabelece prioridades para as seguintes iniciativas: realização da I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia; impressão das folhas da Carta Geográfica do Brasil, de mapas escolares e de cartogramas do Brasil e dos Estados com a nova divisão municipal e distrital, relativa ao qüinqüênio de 1949-53; triangulação geodésica de 1ª ordem em torno do paralelo 25º sul; e determinação astronômica das coordenadas geográficas das sedes dos municípios e dos distritos.

Significativa visita. v.7, n.82, p.1087-1088, jan. 1950.

Recepciona o eminente geógrafo professor George Babcock Cressey, da Universidade de Siracusa, New York (EUA), que exerce a elevada função de presidente da União Geográfica Internacional e se encontra no país em caráter oficial, a convite do Conselho Nacional de Geografia, visitando as cidades de Belém, Rio de Janeiro e São Paulo.

Instituto Pan-Americano de Geografia e História

IV Assembléia Geral do Instituto Pan-Americano de Geografia e História. v.3, n.32, p.1045-1048, nov. 1945.

Divulga a IV Assembleia Geral do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, a ser realizada na cidade de Caracas, de 29 de novembro a 9 de dezembro de 1945, sob o patrocínio do Governo da República da Venezuela. Relaciona as Assembléias anteriores, apontando a cidade do México como sede inaugural do Instituto (1930). Apresenta o programa da IV Assembléia, distribuído por quatro seções de estudo destinadas aos assuntos topografia, cartografia, geodésia e geomorfologia. Enumera os técnicos que farão parte da delegação, bem como as teses de eminentes geógrafos e historiadores brasileiros a serem apresentadas oficialmente no evento.

O Brasil na Reunião Pan-Americana de Geografia e História. v.4, n.42, p.677-678, set. 1946.

Participa a instalação da IV Assembléia Geral do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, a ser realizada na cidade de Caracas, Venezuela, em 22 de agosto de 1946. Discorre sobre as providências necessárias à participação do Brasil no evento: nomeação de delegação oficial; apresentação de moções e indicações referentes à temática; indicação de 24 teses originais de autoria de expoentes da cultura geográfica, cartográfica e história nacionais; remessa de 8000 publicações brasileiras para doação aos delegados participantes e às instituições culturais venezuelanas; envio de 40 filmes sobre motivos brasileiros para exibição em sessões públicas e gratuitas naquele país; e encaminhamento de pleito para dar ao Brasil posição destacada na Diretoria do Instituto, a ser eleita pela Assembléia de Caracas.

Comissão Pan-Americana de Geografia. v.4, n.39, p.263-264, jun. 1946.

Representa o Brasil na reunião do Comitê Executivo do Instituto Pan-Americano de Geografia e História realizada na cidade do México, preparatória para a IV Assembléia Geral do mesmo Instituto a efetuar-se em agosto de 1946, em Caracas, Venezuela. Destaca a criação da Comissão de Geografia como a mais importante deliberação do encontro no México e, ao ser eleito para presidi-la, coloca o Brasil em posição de liderança diante da tarefa a executar. Transcreve a Resolução de 02 de abril de 1946, que cria a Comissão de Geografia do Instituto e que terá organização análoga a da existente Comissão de Cartografia.

Conferência Pan-Americana de Geografia e Cartografia. v.4, n.44, p.939-940, nov. 1946.

Dá a conhecer os resultados da IV Assembléia Geral do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, realizada na cidade de Caracas, Venezuela, entre 22 de agosto e 03 de setembro de 1946, onde foram aprovadas novas decisões quanto à organização do Instituto e se elegeu para presidi-lo o representante do Brasil no certame, Embaixador José Carlos de Macedo Soares. Registra as indicações das Comissões permanentes de Cartografia, Geografia e História, confiadas aos governos dos Estados Unidos, Brasil e México. Assinala que a Comissão de Geografia organizada segundo deliberação aprovada por representantes dos países americanos, também foi entregue aos cuidados do Brasil, sendo eleito seu presidente o Secretário-Geral do Conselho Nacional de Geografia, o Eng. Christovam Leite de Castro. Indica a próxima Assembléia Geral do Instituto a ser realizada em Santiago do Chile, após o quatriênio 1946-1950.

Geografia das Américas. v. 7, n. 78, p. 597-598, set. 1949.

Faz comentários sobre a realização em setembro de 1949, na cidade do Rio de Janeiro, da I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia, assim denominada pelo fato de ser uma modalidade que pretende estudar os problemas comuns que ocorrem nos países americanos. Divulga o programa da reunião dividido em três partes: a primeira, preparatória, de caráter informativo, a segunda, consultiva, reservada ao estudo dos problemas e busca de soluções para as questões que se oferecem nos países americanos; e a terceira, complementar, aberta às contribuições científicas.

Reunião conjunta dos presidentes dos Comitês Científicos da Comissão de Geografia do I.P.G.H. v.8, n.86, p.131-132, maio 1950.

Convoca reunião, na qualidade de presidente da Comissão de Geografia do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, para o mês de junho de 1950, na cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o encontro entre os presidentes dos Comitês Científicos que integram aquela Comissão do referido Instituto. Expressa o empenho dos participantes no estudo das decisões preparatórias para a II Reunião Pan-Americana de Consulta, a ser realizada em Santiago em outubro de 1950. Prossegue ao cumprimento das decisões acordadas na I Reunião de Consulta, entre elas o plano de ajuda técnica aos países membros que dela necessitam e a elaboração dos números em atraso da Revista Geográfica do Instituto para difusão da experiência geográfica do Novo Mundo.

A reunião do Instituto Interamericano de Estatística e os mapas censitários. v.3, n.36, p.1513-1514, mar. 1946.

Noticia a reunião dos diretores do Instituto Interamericano de Estatística - IASI - , realizada entre 7 e 11 de janeiro de 1946, no Rio de Janeiro, dirigida pelo Dr. Mário Augusto Teixeira de Freitas, Presidente da organização, cuja sede se situa na cidade de Washington. Cita a composição dos membros da diretoria e relaciona os assuntos tratados: planificação do censo continental de 1950; preparação do Anuário Interamericano de Estatística; desenvolvimento dos aparelhos nacionais de estatística e a sua cooperação na elaboração das estatísticas internacionais; articulação entre o IASI e a União Pan-Americana; realização em 1946 de um Congresso Pan-Americano de Estatística; aperfeiçoamento e comparação das estatísticas econômicas das nações; criação do Comitê de Educação e Estatística; desenvolvimento das atividades da Secretaria-Geral do IASI. Realça o papel dado à Cartografia nas conclusões apresentadas pela Conferência. Sugere que o Brasil indique técnico para atuar como especialista em mapas censitários junto aos dois Institutos Pan-Americanos, de Geografia e Estatística, com vistas a auxiliar os países membros a prepararem seus mapas censitários para o censo continental de 1950.

I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia. v.6, n.71, p.1265-1266, fev.1949.

Discorre sobre a I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia, explicando tratar-se de uma conferência internacional promovida pelo Instituto Pan-Americano de Geografia e História, através da sua Comissão de Geografia, e organizada pelo governo brasileiro, com interveniência do Conselho Nacional de Geografia, a realizar-se no Rio de Janeiro, em agosto de 1949. Destaca as características fundamentais da Reunião, tecendo comentários sobre cada um dos aspectos enfocados: quanto à constituição - reunião oficial de geógrafos dos países americanos; quanto à finalidade - informativa, cultural e, sobretudo, consultiva; quanto ao mecanismo - debates, visitas, excursões e exposição.

Reunião Pan-Americana de Geografia. v.6, n.69, p.999-1000, dez.1948.

Dá ciência da escolha da cidade do Rio de Janeiro para sede da I Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia, a ser realizada em agosto de 1949, decisão tomada pelo Comitê Executivo do Instituto Pan-Americano de Geografia e História por ocasião da IV Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Cartografia - Buenos Aires, outubro de 1948.

Secção Brasileira do Instituto Pan-Americano de Geografia e História. v.5, n.56, p.869-870, nov.1947.

Comunica a instalação, em 17 de outubro de 1947, no salão de conferências do Palácio Itamarati, da Seção Brasileira do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, instituída pelo Conselho Nacional de Geografia através da Resolução nº 3 de setembro de 1947, de acordo com os Estatutos do órgão pan-americano. Cita os membros natos, nomeados pelo Presidente da República em decreto de 18 de agosto de 1947, para representar o Brasil nas Comissões Científicas do Instituto Pan-Americano: professor Allyrio Hugueney de Mattos, Comissão de Cartografia; engenheiro Christovam Leite de Castro, Comissão de Geografia; e Dr. Virgílio Correia Filho, Comissão de História.

A volta do Brasil ao Instituto Pan-Americano de Geografia e História. v.2, n.23, p.1665-1666, fev. 1945.

Relata a origem do Instituto Pan-Americano de Geografia e História, em 1928, sua instalação na cidade do México e suas atividades. Registra a participação do Brasil como um dos seus fundadores, a retirada da Instituição e o reingresso em 1944, sob o influxo do Conselho Nacional de Geografia, no propósito de atuação efetiva e ativa. Ao retornar, o Brasil sedia a II Reunião Pan-Americana de Consulta sobre Geografia e Cartografia, realizada naquele ano de 1944, resultando desse encontro a criação da Comissão de Geografia Aplicada, da qual se encarregará o Brasil.

Municipalismo

Campanha municipalista. v.8, n.85, p.3-4, abr. 1950.

Faz considerações sobre o I Congresso Nacional dos Municípios Brasileiros realizado em Petrópolis, entre 02 e 09 de abril de 1950, oportunidade em que se promoveu o revigoramento dos ideais municipalistas como célula da nacionalidade, desenvolvimento e progresso. Registra a adesão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística à campanha municipalista e ilustra esta participação relatando algumas realizações em causa: instalações de agências municipais; legislação adequada à estabilidade territorial durante um quinquênio, caracterização de limites municipais e divisas interdistritais e preparo de seus mapas territoriais.

Rui Barbosa

Rui Barbosa e a Geografia. v.7, n.80, p.817-818, nov. 1949.

Homenageia Rui Barbosa por ocasião do centenário do seu nascimento ocorrido em 05 de novembro de 1949, enaltecendo a memória do grande brasileiro cuja produção intelectual constitui afirmação notável do saber humano. Comenta a obra de Rui Barbosa sob o ponto de vista da Geografia, apreciada pelos conferencistas Almirante de Esquadra Jorge Dodsworth Martins e pelo cronista Dr. Virgílio Correia Filho. Reconhece a atuação de Rui Barbosa em várias questões de limites, no projeto de reforma do ensino primário e no ensino da Geografia.

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