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Astronomia

Catalogo de pares de estrellas para determinação da hora pelo methodo Zinger. Rio de Janeiro: Ministério da Viação e Obras Públicas, Inspectoria Federal de Obras Contra as Secas, 1925. 181 p. (Publicação n. 68, Série II, L).

Na qualidade de Assistente do Observatório Nacional elabora catálogo de pares de estrelas, empregado na determinação de medidas longitudinais – determinação da hora local -, utilizando o método denominado "Zinger", método este de alturas iguais de estrelas diversas, escolhidas em lados opostos do meridiano. Supre, assim, a falta de catálogo que tem sido um obstáculo para a aplicação mais generalizada do método. Publicado, também, em 1960, em edição revista e ampliada, apresenta alterações quanto à metodologia e quanto ao conteúdo.

Cartografia

As necessidades da cartografia brasileira. In: XI Congresso Brasileiro de Geografia, Porto Alegre, 1954. [s/d., 21 p., dat., cópia — Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência, Arquivo Pessoal Allyrio Hugueney de Mattos (CAHM, PTCm, Cx.170, P.2, 3)]

Trabalho apresentado no Décimo Primeiro Congresso Brasileiro de Geografia em que o autor procura evidenciar as necessidades da cartografia brasileira, propondo soluções concretas. Analisa especialmente a cartografia no âmbito do Conselho de Geografia, órgão do IBGE, que produz trabalhos paralelos aos do Serviço Geográfico do Exército e da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha. Examina as atribuições do Conselho e constata que as atividades não são definidas com clareza e que a União Geográfica Internacional (UGI), órgão do qual o CNG é associado, só se ocupa dos estudos geográficos de natureza descritiva, analítica e pedagógica, não se preocupando em absoluto com o levantamento de mapas. Propõe modificações no Conselho de Geografia, tendo em vista a necessidade urgente da elaboração de mapas que representem o território brasileiro com a maior fidelidade possível. Avalia as atribuições da Comissão Censitária para o Recenseamento Geral de 1940 e atesta que a revisão da área do Brasil e da Carta ao Milionésimo (Carta do Centenário), e a descrição das divisas municipais e distritais são atribuições de caráter estritamente cartográfico e só poderiam ser efetivadas por um órgão preparado para isso. Cita a Campanha de Coordenadas das Sedes Municipais, que tinha por objetivo a determinação das coordenadas astronômicas de cada sede municipal, de modo que cada cidade tivesse sua posição certa no mapa, e o estabelecimento de controle geodésico com o auxílio de triangulação (1944). Destaca que a partir de 1946, a Divisão de Cartografia do Conselho de Geografia passou a desenvolver intensamente os seus serviços, depois da criação das Seções de Triangulação, Nivelamento, Astronomia e Bases, e Levantamentos Mistos. Mostra como deve ser a elaboração de um mapa em seus elementos essenciais.

Primeira Consulta Pan-Americana de Cartografia e Geografia. Boletim Geográfico, v.1, n.7, p.5-6, out. 1943.

Relata os resultados da Primeira Consulta Pan-Americana de Cartografia e Geografia, realizada entre os dias 30 de setembro e 17 de outubro de 1943, em Washington (EUA). Resume o programa em três pontos fundamentais: o problema da construção de cartas aeronáuticas, de cartas topográficas, e a discussão sobre o estabelecimento de um "datum" continental. Evidencia a necessidade de colaboração entre os países para a execução dessas propostas e complementa com a informação sobre a triangulação da América do Sul, trabalho necessário e ainda existente de forma esparsa que só um contínuo entendimento entre governos e instituições interessadas tornará possível sua realização. Divulga o calendário da próxima reunião a ser realizada na cidade do Rio de Janeiro, em agosto de 1944, a fim de que sejam colocadas em prática as medidas complementares para a consecução das propostas encaminhadas. Apresenta relatório de visitas a todas as instituições que confeccionam mapas nos Estados Unidos.

Princípios gerais da cartografia. Revista Brasileira de Geografia, v.7, n.4, p.621-630, out./dez. 1945.

O autor se detém inicialmente na definição de cartografia e discute seus objetivos, assim como os padrões a serem seguidos para alcançá-los. Expõe algumas observações críticas sobre as diversas definições e, de sua parte, entende a cartografia como todo trabalho necessário a confecção de mapas. Examina as operações de campo como são usadas no Brasil: entra em considerações sobre o emprego da fotogrametria e sugere a utilização do trimetrogon para regiões onde a cartografia é nula ou muito pobre. Analisa os métodos de maior precisão, mostrando que a fotogrametria traz como resultado a obtenção de mapas em menos tempo e menor quantidade de trabalho de campo. Continua com as diversas operações de campo e gabinete para produção de mapas, e os processos usados nos desenhos e métodos de reprodução. Termina fazendo uma ligeira apreciação sobre as projeções mais usadas nos mapas topográficos.

Uma projeção conforme adequada ao Mapa Geral do Brasil. Revista Brasileira de Geografia, v.8, n.1, p.119-124, jan./mar. 1946.

Apresenta uma nova projeção cartográfica, que oferece a vantagem de representar o território brasileiro na escala de 1:2 000 000 com deformações menores que as projeções em uso. A observação do mapa das Américas editado pela American Geographical Society, no qual foi usada uma "projeção cônica bipolar oblíqua conforme", levou o autor ao estudo da possibilidade de resolver o problema para a Carta Geral do Brasil pela adoção de uma "projeção monopolar oblíqua conforme", a fim de conseguir deformações menores que as já obtidas. A projeção foi calculada como mostram os anexos que acompanham o artigo.

Geodésia

Aula inaugural do Curso Técnico de Geodésia. Cadernos de Geociências, n. 2, p. 75-80, ago. 1989.

Ao transcorrer o centenário de nascimento de Allyrio Hugueney de Mattos – 29/07/1989, a revista Cadernos de Geociências publicou sua aula proferida no Centro de Ensino Tecnológico de Brasília (CETEB) em 07 de outubro de 1968. Nesta aula o autor apresenta inicialmente sua luta para fazer funcionar o curso de Engenheiros Geógrafos na antiga Universidade do Brasil. Avalia a necessidade de criação do Curso Técnico de Geodésia do CETEB. Faz referência ao preparo intelectual necessário à elaboração de cartas e mapas. Registra que a produção das cartas era quase um monopólio militar e que muitos países tinham um serviço militar encarregado de confeccionar cartas. Enumera os serviços cartográficos públicos e privados. Destaca que o IBGE se dedica em primeiro lugar à implantação dos marcos geodésicos e do nivelamento geral. Afirma que aumentou a procura de profissionais habilitados para as várias tarefas exigidas pela confecção de cartas. Aponta os recursos que podem ser utilizados nas operações geodésicas. Aborda as discussões sobre a palavra geodésia e sua pronúncia. Cita os trabalhos de gabinete. Faz apreciações a respeito do profissional Operador de Geodésia.

Ajustamento preliminar de uma rêde de nivelamento. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. 29 p.

Relata o início da implantação da rede de nivelamento de 1a ordem, em 1945, a cargo do Conselho Nacional de Geografia, quando se procedia a triangulação da região carbonífera de Santa Catarina. Faz avaliação, concluindo que no início o trabalho de nivelamento progrediu lentamente para firmar-se, depois, como um serviço de qualidade. Registra que a rede de nivelamento ajustada compreende oito circuitos fechados, ligados entre si por dois nós, com extensão de 2 890 Km, esclarecendo que o sistema está referido à cota de referência de nível da cidade de Torres (RS). Inclui tábuas e croquis dos circuitos e linhas referentes ao nivelamento de 1ª ordem realizado na região em pauta.

Determinação da altitude do Pico da Bandeira na Serra do Caparaó. Revista Brasileira de Geografia, v.5, n.4, p.551-558, out./dez. 1943.

Mostra os resultados da determinação da altitude do Pico da Bandeira, na Serra do Caparaó, levada a efeito por ele e seus alunos em 1941, apoiado em triangulação e nivelamentos geométrico e trigonométrico, esclarecendo dúvidas quanto ao ponto culminante da região.

Determinação do azimute pela observação de sigma octantis. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. 29 p. (Publicação n.3, série C, Manuais).

Elabora manual com instruções para a determinação rigorosa do azimute pela observação de sigma octantis com o objetivo de proporcionar aos técnicos e profissionais que se aplicam em operações de campo – seja nas pesquisas geográficas, seja nos levantamentos cartográficos -, elementos orientadores para trabalhos especializados. Inclui tábuas e breve notícia sobre o autor.

Notas sôbre nivelamentos barométricos. Revista Brasileira de Geografia, v.17, n.2, p.175-192, abr./jun. 1955.

Faz referência ao artigo Barômetros, Aneróides e Altímetros, publicado em 1951 na Revista Brasileira de Fotogrametria, onde analisa os instrumentos ali citados com o objetivo de esclarecer certos pontos que, não levados em consideração, podem desmoralizar o método de nivelamento barométrico. Ao retomar o assunto, resume as funções principais de cada instrumento e conclui que todos eles servem apenas para medir a pressão atmosférica, e que o chamado nivelamento barométrico tem por finalidade determinar as altitudes com o auxílio de fórmulas usuais que, baseadas em princípios teóricos, relacionam altitude a pressão atmosférica. Mostra que os chamados altímetros de fabricação americana ou européia têm a graduação baseada em condições atmosféricas completamente diferentes das existentes em climas tropicais, principalmente no que se refere a umidade. Desaconselha o uso de graduações altimétricas e aconselha o uso de graduação barométrica, acompanhada de medidas de temperatura e umidade. Examina diversos processos utilizados, anexa tábuas e gráfico para uso corrente e manifesta a convicção de que com precaução é possível obter-se altitudes com erro inferior a um metro.

Problemas de intervisibilidade na triangulação. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. 26 p. (Publicação n.2, série C, Manuais).

Elabora manual destinado a oferecer, de maneira prática, solução dos problemas que se apresentam aos operadores de campo, aplicados nos trabalhos de triangulação, que constantemente se defrontam com dificuldades de intervisibilidade dos pontos de observação. Assegura que, de modo geral, a solução dos problemas se baseia no nivelamento trigonométrico e, em muitos casos, a determinação de altitudes é feita com auxílio de barômetros. Inclui tábuas e breve notícias sobre o autor.

Tábuas para o cálculo mecânico de posições geodésicas. Rio de Janeiro: IBGE, 1948. 67 p.

Elabora tábuas para o cálculo das posições geodésicas com o uso de máquinas de calcular. Faz, no entanto, algumas advertências que auxiliam na compreensão da metodologia utilizada: os coeficientes são calculados com os elementos do eclipsóide internacional; as fórmulas diferem, em parte, das usadas correntemente mas o seu uso, junto aos gráficos destinados ao cálculo dos termos corretivos menores, reduzem muito o tempo gasto no cálculo; não faz distinção entre cálculos de posição de 1a, 2a ou 3a ordem; os formulários de cálculo são os mesmos, tudo se resumindo em reduzir o número de casas decimais; os termos das fórmulas são calculados ao décimo milésimo de segundo, reduzindo-se uma decimal no resultado final; o uso da máquina aliado ao dos gráficos facilita, sobremodo, essas operações e nas triangulações menores poder-se-á reduzir, então, uma casa decimal em cada caso; e, por último, lamenta que por motivos econômicos seja necessário se limitar a extensão das tábuas até a latitude de 40 graus.

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