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Presidente do IBGE: 2003-2011

Filho de Félix Pereira Nunes e de Rita Gouvêa Nunes, nasceu no dia 23 de setembro de 1953, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (1976), e obteve o título de Doutor em Ciência Econômica pela Universidade de Campinas – Unicamp (1998), além de Professor titular da Universidade Cândido Mendes.

Funcionário de carreira do IBGE, desde 1980, exerceu a chefia do Departamento de Contas Nacionais (2000-2003), e coordenou o projeto que possibilitou o cálculo do PIB dos estados, conhecido como Sistema de Contas Regionais. É autor de vários trabalhos publicados relativos às contas nacionais do país, às transações do setor público, entre outros assuntos específicos.

Presidente do IBGE no período de 6 de fevereiro de 2003 a 14 de setembro de 2011, em sua administração, o IBGE divulgou, anualmente, com regularidade e total independência técnica, informações estatísticas e geocientíficas. Atualizou metodologia das Contas Nacionais e Contas Regionais, e publicou o primeiro Atlas destinado ao público infantil. O IBGE, nesse período, também ampliou a sua rede de estações geodésicas por todo o território nacional com vistas ao acesso em tempo real às informações sobre posicionamento global (GPS). Implantou o sistema geodésico de referência SIRGAS 2000 e a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE); modernizou os métodos cartográficos por meio do uso de imagens de satélite, tornando-se gestor do Diretório Brasileiro de Dados Geoespaciais. Tais iniciativas proporcionaram ao IBGE prêmios internacionais conferidos pela UNESCO e pelo Fórum Latino-Americano de Informações Geoespaciais.

Ainda na gestão de Eduardo Pereira Nunes, foram realizados o Censo Agropecuário de 2006, a Contagem de População de 2007 e o Censo Demográfico de 2010. Foi introduzida a coleta eletrônica de dados por meio do uso de computadores de mão, com a finalidade de integrar as informações estatísticas e cartográficas. A elaboração de uma Cartografia Censitária totalmente digital, associando o Cadastro Nacional de Endereços para fins estatísticos aos mapas e cadastros dos setores censitários.

Cabe esclarecer que a produção técnica da Instituição foi subsidiada pela modernização de processos de trabalho nas áreas gerenciais de recursos humanos, financeira, material e de informática. A Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) tornou-se uma das escolas de nível superior mais bem equipadas do país.

Nos últimos oito anos e meio, o IBGE participou de audiências públicas no Congresso Nacional sobre temas relacionados à produção estatística e geocientífica. Importante, também, a criação de Comissões Municipais de Geografia e Estatística do Censo 2010, que facilitaram o acompanhamento dos dados populacionais municipais.

Eduardo Pereira Nunes abrilhanta seu currículo com significativas atuações internacionais, ou seja, foi Presidente eleito do Comitê de Estatística da Organização Mundial do Turismo (Madri, 2006-2011); do Grupo de Trabalho da Comissão de Estatística da ONU de Estatísticas sobre Pobreza (Grupo do Rio, 2003-2006); da 17a Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre Estatísticas do Trabalho (Genebra, 2003); e também como membro, da 2ª Conferência do Comitê Executivo da Comissão de Estatísticas das Américas (Santiago, 2003-2005), entre outras atuações.

Além disso, representou o Brasil nas Comissões de Estatística da ONU (Nova Iorque, 2003-2011); nas Conferências de Estatísticas da Europa e da Comissão de Estatística da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE (Genebra e Paris, 2003-2011); e na Conferência de Cartografia da ONU (Nova Iorque, 2005).


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