Núcleo virtual da Rede de Memória do IBGE. Divulga publicações, vídeos, instrumentos de pesquisa, sínteses históricas, depoimentos e demais produtos de memória empresarial construídos pelos servidores do IBGE

Mauro Pereira de Mello (1947- ), nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 21 de dezembro de 1947. Graduou-se em Engenharia Cartográfica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ (1970), possuindo, também, o Mestrado em Ciências Geodésicas pela Universidade Federal do Paraná - UFPR (1972). Ingressou no IBGE, em 1968, como estagiário do Departamento de Geografia, saindo em 1970 para cursar a pós-graduação na área de geodésia. Contratado pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas (1971-1973), inicialmente como bolsista e depois como pesquisador, participou dos primeiros estudos sobre aproveitamento de imagens do sistema de sensores LANDSAT. Retornou ao IBGE em 1973, sendo lotado na 4ª Divisão de Levantamentos Geodésicos, da então Superintendência de Geodésia e Cartografia, na época, permanecendo até 1997. Exerceu, no IBGE, os cargos de Superintendente de Geodésia, Diretor de Geodésia e Cartografia, e Diretor de Geociências, além de Secretário-Executivo da Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR), como representante do Instituto. Participou do processo de transferência do Projeto RADAMBRASIL para a Secretaria de Planejamento, até sua absorção pelo IBGE. No período de 1980 a 1994 representou o Brasil na Comissão de Cartografia do Instituto Pan-americano de Geografia e História – IPGH, da Organização dos Estados Americanos – OEA, tendo sido vice-presidente e presidente da Seção Nacional do Instituto. Enriquecem, ainda, sua trajetória profissional experiências como o Projeto Nossa Natureza envolvendo Carajás, Terra Sul no Mato Grosso do Sul, cujos resultados deram condições à proposta de diagnósticos sobre o binômio natureza e sociedade, sob uma ótica geográfica, que passou a nortear projetos voltados para a gestão territorial e o desenvolvimento de políticas ambientais. Na área acadêmica, atuou como professor (1997-2003) nos Cursos de Pós-graduação Lato Sensu em Planejamento Ambiental e Gestão do Território, e no de Mestrado em Produção e Análise da Informação Geográfica da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE. Em 2014, ainda lecionava na Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), trabalhando, principalmente, com os temas cartografia, sistemas de informação geográfica, geodésia, fotogrametria e metrologia cartográfica.

 

 

Veja o clipe com trechos selecionados da entrevista:

 

Se não conseguir visualizar o clipe da entrevista na janela abaixo, clique aqui.

Ver ficha técnica

Área de Atividade: Geodésia, Cartografia, Ensino.

Depoimento realizado no contexto do Projeto de História Oral. Integra o Sistema de Preservação e Disseminação da Memória Institucional e tem por objetivo reconstituir o processo de formação e evolução do IBGE.

Data: 31/03/2004

Local da gravação:IBGE/ CDDI - Rio de Janeiro (RJ)

Duração: 150 min.

Dados biográficos do depoente

Nome completo: Mauro Pereira de Mello

Nascimento: Rio de Janeiro (RJ) – 21/12/1947

Data de entrada no IBGE: 1968 (saída em 1970; retorno em 1973)

Data de saída ou aposentadoria: 1997

Formação ou cargo: Engenharia cartográfica (UERJ), Mestre em Ciência Geodésica (Universidade Federal do Paraná)

Principais atividades: Tecnologista sênior; Superintendente de Geodésia; Diretor de Geodésia e Cartografia; Diretor de Geociências; Chefe de Gabinete do Presidente Simon Schwartzman; professor da ENCE no Programa de Pós-graduação (1997-2003); aposentou-se como Secretário Executivo da Comissão de Cartografia, professor da UERJ (atividade em 2014)

Equipe

Levantamento de dados: Francisco Jose Queiroz Freire, Vera Lucia Cortes Abrantes

Elaboração do roteiro: Francisco Jose Queiroz Freire, Vera Lucia Cortes Abrantes

Entrevistadores: Francisco Jose Queiroz Freire, Vera Lucia Cortes Abrantes, Helena Torelly

Gravação: Álvaro da Silva Vasconcellos; Alessandro Iglesias (estagiário de Museologia)

Sumário: Vera Lucia Cortes Abrantes

Copidesque do sumário: Vera Lucia Cortes Abrantes

Indexação: Vera Lucia Cortes Abrantes

Assuntos:

  • cartografia;
  • Censo demográfico 1970;
  • mapeamento;
  • regime celetista;
  • estatuto do IBGE;
  • Conferência Nacional de Estatística (CONFEST);
  • regionalização;
  • divisão regional;
  • microrregiões homogêneas;
  • mesorregiões homogêneas;
  • geografia quantitativa;
  • atlas;
  • geodésia;
  • reforma administrativa;
  • inovações tecnológicas;
  • Isaac Kerstenetzy;
  • Censo demográfico 1980;
  • Censo demográfico 1991;
  • base cartográfica dos censos;
  • Jessé de Souza Montello;
  • Edmar Lisboa Bacha;
  • geociências;
  • diagnósticos ambientais;
  • Radar na Amazônia (RADAMBRASIL);
  • sindicalismo

Sumário do depoimento:

  • o estágio em engenharia cartográfica;
  • o departamento de cartografia e geografia;
  • preparativos do censo de 1970;
  • mapeamento dos estados e cidades brasileiras;
  • cooperação entre a Coordenação Cartográfica com o Ministério das Relações Exteriores;
  • o ano de 1968 no IBGE;
  • a Fundação IBGE;
  • a Conferência Nacional de Estatística, em novembro de 1968;
  • recursos de cartografia;
  • disputas políticas na Unidade Estadual de Santa Catarina durante o Governo José Sarney (1985-1990);
  • evolução institucional;
  • criação das micros e mesorregiões do Brasil;
  • discussão de geógrafos brasileiros sobre o modelo quantitativo nos processos de analise geográfica;
  • a geografia quantitativa;
  • Atlas Regional do Brasil;
  • gestões que modernizaram o IBGE;
  • desligamento do IBGE em 1970;
  • trabalho na secretaria de obras do antigo Estado do Rio de Janeiro;
  • mapeamento das áreas de risco do Rio de Janeiro;
  • mestrado em Ciências Geográficas na Universidade Federal do Paraná (UFPR);
  • volta para o IBGE em 1973;
  • o trabalho na divisão de levantamentos cartográficos do Estado de São Paulo;
  • era da mecanização do estudo da cartografia no Brasil;
  • levantamentos da geodesia;
  • trabalho na Fundação IBGE;
  • gestão de Isaac Kerstenetzy;
  • processo de transferência de agências para Brasília;
  • o afastamento temporário e o trabalho no Instituto Militar de Engenharia (IME);
  • o retorno ao IBGE;
  • mudanças na direção da geodésia e cartografia do IBGE;
  • cargo de assistente-chefe da superintendência de geodesia;
  • a transferência da superintendência do Instituto de Geodesia para Brasília;
  • os problemas da transição para Brasília;
  • os preparativos do Censo 1980;
  • denúncias de problemas de administração em 1979;
  • o mapeamento da Amazônia;
  • os investimentos no programa de cartografia do IBGE;
  • o uso da cartografia pela Marinha e pela Aeronáutica;
  • a Comissão de Cartografia do IBGE;
  • a década de 1980 no IBGE;
  • o cargo de diretor de geodésia e cartografia;
  • a transferência da superintendência de geodésia de Brasília para o Rio de Janeiro;
  • a reorganização da superintendência;
  • proposta da base cartográfica do Censo 1990;
  • desenvolvimento no trabalho de cartografia;
  • as marcas atingidas pelo IBGE no mapeamento sistemático;
  • os trabalhos do Instituto de Cartografia da Aeronáutica (ICA) junto com o IBGE;
  • retomada dos trabalhos unidades do IBGE pelo Brasil;
  • gestão Jessé Montello e as críticas a essa gestão;
  • a sucessão de diretores na área técnica do IBGE;
  • linhas de pesquisa durante a gestão de Jessé;
  • problemas das mudanças de chefia durante o Censo 1980;
  • participação na base operacional do Censo 1980;
  • gestão Edmar Bacha e os problemas causados por sua saída;
  • o processo de reforma administrativa do IBGE em 1985;
  • criação da Diretoria de Geociências;
  • modificações estruturais no IBGE;
  • os processos de informatização;
  • a criação da subsecretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais;
  • junção dos papéis da Diretoria de Geociências com a Subsecretaria de Meio Ambiente;
  • diagnósticos ambientais através de zoneamentos;
  • Projeto RADAM;
  • negociação com o governo sobre os problemas ambientais;
  • zoneamento dos recursos naturais da Amazônia;
  • o zoneamento da potencialidade da Amazônia;
  • saída da direção em 1992;
  • críticas as gestões pós-Bacha;
  • o desejo de fortalecer a diretoria de pesquisa e estatística;
  • a nova linguagem da cartografia e da geografia;
  • o equilíbrio do IBGE na década de 1990;
  • o processo de integração do pessoal do IBGE;
  • o problema previdencial;
  • pós-graduação na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE) e a convivência entre geógrafos e técnicos da estatística.

© 2017 IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística