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Maria Martha Malard Mayer (1947- ), nasceu em Pirapora, município de Minas Gerais, no dia 29 de julho de 1947. Graduada em Economia, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), cursou o mestrado em Economia, na Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), ingressando no Ministério da Fazenda para trabalhar no Conselho Interministerial de Preços. Em 1981, chegou ao IBGE convidada por Ricardo Braune Pinto para compor a equipe do Departamento de Índices de Preços, departamento que, posteriormente, chefiou. Transferida para o Departamento de Contas Nacionais, coordenou, junto com Lia Haguenauer, os trabalhos finais da matriz insumo-produto de 1980. Passou também pelo Departamento de Emprego e Rendimento, onde ocupou o cargo de chefe do departamento. Em 1986, após estágio na Inglaterra, Marta Mayer coordenou a primeira Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE. Durante 6 anos (1993-1999) foi adjunta da Diretoria de Pesquisas, cargo que lhe deu a oportunidade de presidir, em 1993, uma comissão na Conferência Internacional do Trabalho. Em 1999, é nomeada para chefiar a Diretoria de Pesquisas, cargo que ocupou por cinco anos. Afastou-se do IBGE em 2004.

 

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Nome: Maria Martha Malard Mayer

Área de Atividade: Estatísticas Econômicas

Depoimento realizado no contexto do Projeto de História Oral. Integra o Sistema de Preservação e Disseminação da Memória Institucional e tem por objetivo reconstituir o processo de formação e evolução do IBGE.

Data: 27/04/2004

Local da gravação: CDDI, Rio de Janeiro

Duração: 114 min.

Dados biográficos do depoente

Nome completo: Maria Martha Malard Mayer

Nascimento: Pirapora (MG) - 29 de julho de 1947

Data de entrada no IBGE: 1981

Data de saída ou aposentadoria: 2004

Formação ou cargo: Economia (UFMG); Mestrado em Economia (FGV-RJ)

Principais atividades: Diretora de Pesquisas, Diretora-adjunta de Pesquisas, Chefe do Departamento de Emprego e Rendimento, Chefe do Departamento de Índices de Preços

Equipe

Levantamento de dados: Francisco Freire; Helena Torelly; Vera Abrantes

Elaboração do roteiro: Francisco Freire; Helena Torelly; Vera Abrantes

Entrevistadores: Francisco Freire; Helena Torelly; Vera Abrantes

Gravação: Álvaro Vasconcellos

Sumário: Bárbara Guimarães (estagiária de História); Vera Abrantes (revisão)

Copidesque do sumário: Vera Abrantes

Indexação: Pedro Monteiro (estagiário); Vera Abrantes (revisão)

Assuntos:

  • Estudo Nacional da Despesa Familiar (ENDEF);
  • Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF);
  • Contas nacionais;
  • Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE);
  • Simon Schwartzman;
  • Sérgio Besserman Vianna;
  • Conferência Nacional de Estatística (CONFEST);
  • Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD);
  • Pesquisa Mensal de Emprego (PME);
  • greve;
  • estatísticas econômicas;
  • disseminação de informações;
  • Censo Cadastro;
  • Jessé de Souza Montello;
  • Edmar Lisboa Bacha;
  • mística ibgeana;
  • mudanças de metodologia

Sumário do depoimento:

  • Trajetória de vida;
  • entrada no IBGE em 1981;
  • cargos ocupados na Instituição;
  • Pesquisa de Orçamento Familiar na Inglaterra;
  • a coordenação da primeira Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 1986;
  • Estudo Nacional da Despesa Familiar (ENDEF);
  • Contas Nacionais do Brasil, nova responsabilidade do IBGE e a consultoria francesa;
  • Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE);
  • crise e modernização na década de 1990;
  • gestão Simon Schwartzman;
  • Conferência Nacional de Estatística (CONFEST) de 1989 e de 1996;
  • os recursos da Instituição;
  • Comissão Nacional de Classificação;
  • Divisão de Cadastro e Classificação;
  • credibilidade do IBGE;
  • usos dos índices;
  • metodologia do departamento de Contas Nacionais do Brasil;
  • convênio com a Comunidade Estatística Internacional;
  • conceitos de desemprego;
  • reformulação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) na década de 1990;
  • PNAD de 1992 e 1993;
  • Pesquisa Mensal de Emprego (PME);
  • Projeto de Modernização das Estatísticas Econômicas;
  • as greves no final da década de 1990 e a interferência nos resultados das pesquisas;
  • imparcialidade na divulgação;
  • disseminação das informações do Fundo Monetário Internacional;
  • boa prática estatística;
  • Censo cadastro;
  • produção de dados e pesquisas;
  • o IBGE durante a Ditadura;
  • gestão Jessé Montello;
  • gestão Edmar Bacha;
  • realização profissional na Instituição.

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