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Alceo Magnanini (1925-    ), nasceu no dia 26 de outubro de 1925, na cidade de São Paulo (SP). Graduado em Agronomia, cursou durante três anos a Escola Nacional de Agronomia, na Praia Vermelha e um ano na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde concluiu o curso, em 1948. Especializou-se em Ecologia e Conservação da Natureza, além dos cursos realizados no Brasil e nos Estados Unidos sobre Zoologia, Ecologia, Biogeografia, Edafologia, Forestry Leadership e Administration on National Parks and Equivalent Areas. Ingressou no IBGE, em 1947, como geógrafo do quadro permanente do Conselho Nacional de Geografia (CNG), e a convite de Fernando Segadas Vianna, integrou o grupo incumbido de desenvolver estudos sobre Biogeografia no IBGE, ao lado de Walter Alberto Egler, Dora de Amarante Romariz, Edgar Kuhlmann e Paul Claude Courbet. Participou, ainda, da delimitação da parte sul da Amazônia. Em 1952, ingressou, por concurso, no Jardim Botânico e, em 1956, transferiu-se para o Serviço Florestal do Ministério da Agricultura. Como ambientalista, destacou-se no campo das políticas públicas no Brasil, fazendo jus a inúmeras homenagens. Foi um dos organizadores do Código Nacional Florestal de 1965. Na data da entrevista, 03 de maio de 2011, Alceo Magnanini atuava como consultor da Diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), no Rio de Janeiro.

Ver ficha técnica

Nome: Alceo Magnanini

Área de Atividade: Geografia; Biogeografia

Depoimento realizado no contexto do Projeto de História Oral. Integra o Sistema de Preservação e Disseminação da Memória Institucional e tem por objetivo reconstituir o processo de formação e evolução do IBGE.

Data: 03/05/2011

Local da gravação: Auditório Teixeira de Freitas – IBGE/ CDDI – Rio de Janeiro (RJ)

Duração: 122 minutos

Dados biográficos do depoente

Nome completo: Alceo Magnanini

Nascimento: São Paulo (SP) – 26/10/1925

Data de entrada no IBGE: 1947

Data de saída ou aposentadoria: 1952 (exoneração a pedido)

Formação ou cargo: Engenheiro Agrônomo (UFRRJ)

Principais atividades: Biogeógrafo no Conselho Nacional de Geografia (CNG)/IBGE; um dos organizadores do Código Nacional Florestal de 1965. Em atividade no INEA, na data da entrevista.

Equipe

Levantamento de dados: Leandro Malavota; Aparecida Tereza Rodrigues Regueira

Elaboração do roteiro: Leandro Malavota

Entrevistadores: Leandro Malavota; Vera Abrantes; Luigi Bonafé

Gravação: José Luiz Felix da Costa e Gabriel de Souza Fernandes (vídeo); Luigi Bonafé (áudio)

Digitalização: Louise Veloso (estagiária)

Sumário: Vera Abrantes; Luigi Bonafé

Copidesque do sumário: Vera Abrantes; Luigi Bonafé

Indexação: Vera Abrantes; Luigi Bonafé

Assuntos:

  • expedições geográficas;
  • biogeografia;
  • geografia regional;
  • pensamento geográfico francês;
  • Conselho Nacional de Geografia (CNG);
  • geomorfologia;
  • cartografia;
  • geografia quantitativa;
  • cursos de pós-graduação;
  • divisão regional;
  • meio ambiente;
  • ecologia;
  • Speridião Faissol;
  • cursos para professores de geografia;
  • memória institucional.

Sumário do depoimento:

  • grupo de excursionistas "Os Falcões";
  • liderança de Fernando Segadas Vianna na reunião de um grupo de biogeógrafos da Seção de Estudos Geográficos do Conselho Nacional de Geografia (CNG), em 1947;
  • estudos de desenvolvimento regional realizados pelo IBGE como instrumentos de planejamento do governo federal;
  • influência de Emanuel De Martonne e da geografia francesa na criação de um núcleo de biogeografia no Conselho Nacional de Geografia (CNG) e, consequentemente, no Brasil;
  • diferenças entre a geografia humana, a geomorfologia, a cartografia e a biogeografia na estrutura do CNG;
  • informatização da geografia com os modelos matemáticos (geografia quantitativa) e o esvaziamento da geografia humana, geomorfologia, biogeografia e a transferência dos estudos regionais feitos pelo IBGE para as universidades;
  • o papel do trabalho de campo como fundamento dos estudos regionais e de biogeografia;
  • diferenças conceituais entre biogeografia, botânica e zoologia;
  • diferenças conceituais entre ecologia e biogeografia;
  • influência do professor e geográfo canadense Pierre Danserau na formação de biogeógrafos do IBGE;
  • a regionalização oficial do Brasil pelo IBGE e a "cisão" do grupo de biogeógrafos em 1952;
  • participação nos estudos regionais do IBGE nas regiões Norte e Centro-Oeste, sob a chefia de José Veríssimo da Costa Pereira;
  • a saída do IBGE de Segadas Vianna e seu grupo para formar um grupo de ecologia no Museu Nacional;
  • os estudos para o Plano de Valorização Econômica da Amazônia realizados em conjunto com o IBGE (1951/1952);
  • a transferência do grupo de ecologia do Museu Nacional (Alceo Magnanini, Walter Alberto Egler, Sebastião Luís de Oliveira) para o Jardim Botânico;
  • atuação no Serviço Florestal;
  • a campanha nacional para educação florestal no governo Juscelino Kubitschek;
  • participação na Comissão de Elaboração do Código Florestal de 1965;
  • o trabalho do INCRA nos estudos de uso da terra;
  • a conservação da natureza no Brasil;
  • a revisão do Código Florestal de 1965;
  • convite de Speridião Faissol para retornar ao IBGE (década de 1970) e motivos da recusa;
  • o esvaziamento do IBGE como órgão máximo de planejamento de Governo;
  • o sucateamento do IBGE como uma "escola de geografia";
  • os cursos de aperfeiçoamento para professores de geografia;
  • incremento nos processos de destruição do meio ambiente;
  • atuação como consultor do INEA;
  • escolha equivocada do local para instalação do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj);
  • a luta por décadas pela preservação do meio ambiente;
  • a história oral como instrumento de registro da história de uma instituição.

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